La Expedición 01/01/2016 Entrando no Chile

Depois de passarmos a virada de ano em Tilcara na região andina da Argentina, era hora de seguir viagem até o destino final de nossa viagem. A cidade de San Pedro de Atacama no Chile!

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San Pedro de Atacama

Acordamos cedo, tomamos café e pé na estrada. No dia anterior havíamos adiantado os passeios da Cuesta del Lipán e Salinas Grandes, o que nos fez ganhar tempo e chegar mais cedo à Paso de Jama (fronteira entre Argentina e Chile). Pelo caminho as paisagens só iam aumentando e ficávamos deslumbrados com a beleza da natureza daquele lugar. O último povoado antes da fronteira é Susques, é muito pequeno, mas conta com alguns hotéis e restaurantes à beira da rodovia. Nossa dica é que abasteça o veículo em San Salvador de Jujuy ou Tilcara, pois o posto mais próximo é em Paso de Jama e ainda arrisca a não ter combustível. Depois de Paso de Jama somente em San Pedro há civilização.

Chegamos aproximadamente as 10 horas da manhã na fronteira, e fomos fazer a papelada de migração. Demos saída da Argentina, entrada no Chile. Tudo certo. Para a entrada no Chile existem 5 trâmites diferentes: Entrada de pessoa, entrada do carro, registro do condutor do carro, declaração de bagagem e por fim a revista do veículo.

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Controle Migratório Argentina-Chile

Na hora de fazer a declaração, a moça da aduana nos deu uma folha para preencher e falou: Marquem tudo como não! Nós inocentes, sem ler marcamos como ela havia nos orientado. Grande erro! Na folha havia um campo, explicando que se houvessem frutas, ou produtos derivados de animais no carro, os mesmos deveriam ser declarados. Na hora da revista, a mesma fiscal foi revistar o carro e encontrou uma maçã, e por essa maçã começou o escândalo! Ela perguntou “Ques es eso?” Eu respondi: “una manzana”, Ela: “Porque no hicieran la declaración, como yo habia pedido?” Eu falei: Usted no dijó nada acerca de eso. A fiscal começou a gritar como se fossemos cachorros, dizendo: “En mi pais hay reglas, en Brasil pueden hacer o que quieran, pero aca en Chile Nooo, En chile eso en grave, una manzana no es una broma, y voy cobrar 200 dolares de multa”. Eu ainda pedi por favor, vamos encontrar uma solução. Ela: “Não!!” Confesso que fiquei nervoso e comecei a tremer, ainda o Douglas falou, deixe-me falar com ela, e eu disse: Não adianta, vamos ter que pagar a tal multa. A fiscal, provavelmente estava esperando que falássemos algo, como não dissemos nada, ela nos olhou e disse: “Pueden seguir” e eu: Mas e a multa? Ela: “No voy hacer”. Me senti aliviado e disse para o Douglas, vamos sair daqui rápido, antes que ela mude de ideia. No dia seguinte, encontramos um casal de brasileiros no “Pueblo Machuca” e comentamos a situação com eles, e eles nos contaram que infelizmente também haviam sido mal tratados na migração em Santiago.

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Paradise

A primeira impressão que tive do Chile, foi a pior possível. Claro que regras são regras e devem ser respeitadas em qualquer lugar do mundo. Entramos naquele país, teríamos que seguir as regras daquele país! Mas nosso erro, foi confiar na fiscal, não ler o documento, e assim não declarar a tal maçã que estava no carro. Ela deveria nos ter orientado, mas enfim, um país tão lindo, nos proporcionou um momento tão desagradável por ter uma pessoa despreparada no controle de fronteira.

Fica a dica: Não leve frutas, derivados de leite, frios em geral e objetos pontiagudos para o Chile, e caso seja muito necessário, faça a declaração dos mesmos, pergunte ao fiscal. Não espere explicações, para não passar pelo que passamos.

Nós ainda nervosos, pelo ocorrido, respiramos fundo e viagem que segue. Há aproximadamente quatro km da aduana, está a fronteira, e agora sim, estávamos oficialmente em “Tierras Chilenas”. Já na fronteira, encontramos um casal chileno que estavam indo para região de Tilcara, onde nós estávamos anteriormente, Cristina e Nan nos emprestaram a bandeira do Chile, fizemos algumas fotos, inclusive com eles, o que amenizou a situação anterior e então tocamos viagem.

A cada km rodado, uma surpresa! Uma paisagem mais linda que a outra, lagoas com águas quentes e salgadas em meio ao deserto! Montanhas e mais montanhas de areia, vulcões com picos ainda com um pouco de neve, desertos de sal. Um paraíso aos olhos de quem vê.

Fomos fazendo várias paradas no caminho, porque queríamos registrar cada m² daquele lugar. Quando nos aproximamos do ponto mais alto da viagem, nos pés do Vulcão Licancabur a 40 km de San Pedro, a Pri passou mal, devido à altitude e tivemos que parar o carro, para que ela se recupera-se. Alguns minutos depois, a Pri já recuperada, pudemos ver a baixada que nos levaria a San Pedro do Atacama, um salar enorme em meio a várias montanhas.

Enfim chegamos! Eram 15 horas, e fomos ao Hostal Sumaj Jallpa, no qual tínhamos reserva. O hotel é muito aconchegante, e a estrutura é de boa qualidade. Ficamos hospedados por duas noites.

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Hostal Sumaj Jallpa

Depois de fazer o check-in, fomos em busca das casas de câmbio da cidade. Trocamos os valores necessários para os passeios e alimentação e voltamos ao hotel. No hotel decidimos fazer o passeio do Valle de la Luna e Valle de la Muerte já naquele dia, para ganharmos tempo, e então fomos.

Nossa dica é: Para que vai de carro a San Pedro de Atacama, não contrate agências, além de ter que pagar preços exorbitantes pelos serviços, não terá a liberdade de fazer os passeios a hora que quer e parar em qualquer lugar, ou seja, você economiza dinheiro e ainda tem liberdade! Todos os passeios e lugares são bem sinalizados e você poderá muito bem se virar sozinho por lá. Mesmo as estradas de rípio, estão em boas condições, fomos com carro baixo e não tivemos problemas! Outra dica, além do GPS adquira também um mapa de San Pedro e das redondezas, nós utilizamos e nos ajudou muito.

Chegamos ao Valle de la Luna as 17 horas, compramos as entradas na bilheteria pagamos $ 3000,00 pesos chilenos por pessoa o que dá aproximadamente R$ 17,00, e fomos conhecer um dos principais passeios de San Pedro. Sério, não tem como explicar aquele lugar. Você realmente se sente em outro planeta, as formas arenosas cobertas por sal e areia, deixam o ambiente sombrio e ao mesmo tempo encantador, o lugar é único.

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Entrada Valle de la Luna

O maior desafio desse passeio, é enfrentar o calor. O termômetro marcava 23 º, tá mas peraí? 23 º é calor? Sim!!! E muito calor, devido aos céus de San Pedro quase nunca terem nuvens o sol bate sempre em cheio, e o ar seco aumentar muito a sensação térmica do lugar. A primeira parada é na entrada de “cuevas”, são cavernas que cortam o Valle de la luna, claro que fomos, apesar do passeio ser meio claustrofóbico, pelo menos havia sombra 🙂 .

Após alguns minutos angustiantes, saímos das cavernas e fomos em direção ao Anfiteatro do Valle de la Luna.

Conhecemos também as três Marías:

E enfim, voltamos a duna maior para ter uma das vistas mais lindas que já tive em minha vida. A subida requer um pouco de esforço, mas é recompensada:

Após terminarmos o passeio, seguimos até o Valle de la Muerte, e mais paisagens surreais podem ser contempladas de lá. A entrada no Valle de la Muerte também é 3000,00 pesos chilenos, mas se tiver feito o passeio do valle de la luna no mesmo dia (o que foi o nosso caso), não precisa pagar duas vezes, somente apresentar o comprovante que realizou o outro passeio anteriormente.

A dica desses passeios, é que passe muito protetor solar, de preferência use chapéu ou boné e óculos, devido ao forte vento, seus olhos podem encher facilmente de areia.

Após esse passeio ainda é possível realizar o do Pukará de Quitor, que fica a apenas 3 km da cidade, e o custo é $3000,00 pesos chilenos (R$ 17,00):

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Pukara de Quitor

Retornamos cedo para o hotel, porque na manhã seguinte, acordaríamos as 4h30m da manhã para irmos rumo aos Geysers el Tatio.

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