Todos os posts de Izac Chapiewski

Nascido em 27 de junho de 1992 na cidade de Santa Cecília SC, formado em tecnologia de processos gerenciais, atualmente trabalhando na área de Recursos Humanos. Um apaixonado por viagens e fotografia!!!

Entre Leões e guerreiros Zulus

O meu primeiro dia no continente Africano havia proporcionado lindas experiências. É claro que a sequência da viagem só traria mais e mais surpresas!!

Em meu breve roteiro pela África do Sul decidi incluir um day tour pelo Lion Park e Lesedi Village. Todos sabem que na África do Sul existem muitas opções de parques nacionais para fazer safári e ter contato com a verdadeira natureza selvagem, o principal deles o Kruger National Park. Porém eu já havia escolhido outros 2 parques para realizar essa atividade, um na Zâmbia e outro em Botsuana, e apesar de amar os animais e querem fazer muitos safáris ainda, os valores não são acessíveis. Isso mesmo, se engana quem pensa que as coisas por lá são baratas! Os países em sua maioria são muito pobres, e o turismo é uma forte fonte de renda da população, e ainda existem as taxas de conservação dos parques, o que deixam os preços um pouco “salgados”.

Saindo de Joanesburgo pela Nelson Mandela Bridge

Contratei um tour privado com a MoAfrika Tours e eu e meu guia Tsholo, natural do Malauí saímos em direção ao parque. Meu guia uma pessoa incrível, falamos sobre muitas coisas, ouvimos muita música africana, e consegui praticar meu inglês e ainda aprender umas palavras em zulu, uma das mais de dez línguas oficiais do país. A imersão cultural que se tem na África é algo espetacular! As cores, a música, as pessoas, os animais, tudo isso me chamava atenção durante o caminho.

Chegamos então à Broederstroom, pequena cidade a poucos quilômetros de Joanesburgo e fomos rumo a Lesedi Village. Ao chegar no local a recepção foi de arrepiar, várias pessoas cantando em sua língua nativa, cara me arrepio só de lembrar! Que linda é a África e esse seu povo apaixonante!

Lesedi Village
Lesedi Village

Logo foram chegando mais pessoas de outros grupos e fomos conhecer a tribo. Os Zulu são guerreiros, foram a última resistência contra os colonizadores europeus, e aprender sobre suas tradições e costumes foi algo surreal. Confira alguns vídeos da entrada na tribo:

Tribo Zuli
Tribo Zulu
Tribo Zulu

Após ouvir as explicações fomos convidados a provar um dos pratos mais típicos da tribo. Uma larva kkkk, sério Izac? Você comendo larva de novo? Sério :P! Mas confesso que dessa em especial, eu não gostei, mas não poderia deixar de prová-la!

Tribo Africana

A larva é tão ruim, que após degustá-la, as mulheres da tribo nos trouxeram algumas amoras, penso eu que para tirarmos o gosto ruim da boca 😀 . Após essa experiência, fomos levados até uma espécie de auditório onde eles se apresentaram cantando e dançando. Eu chorei, chorei e não foi pouco. E sabe o que é mais legal? Não tenho vergonha de falar! Foi um choro de alegria de realizar um sonho, de ver tudo aquilo de perto, a cultura mais linda do planeta!

Tribo Zulu

No almoço provei várias comidas típicas, entre elas as carnes de avestruz, impala e crocodilo, todas uma delícia. Após o almoço seguimos para o Lion Park Safari onde iria interagir com o rei da selva :o. Chegamos ao Park fui chamado a um escritório onde se assina um documento se responsabilizando em caso de acidente, por que apesar de ser uma atividade segura e acidentes serem raros, estamos entrando no habitat de animais selvagens, predadores mortais que podem usar seus instintos selvagens e atacar. Já na entrada do parque após assinar os termos encontrei uma linda girafa que tive a oportunidade de alimentar.

Alimentando a Girafa
Selfie

Lembrando que todos esses animais deveriam estar na natureza, mas foram resgatados de caçadores quando ainda eram pequenos e o parque os protege. O turismo e a visitação são para conscientização e nenhum animal é mal tratado segundo os guias, aliás, todos os habitats são amplos com um espaço bem grande para os animais. Entramos então na área dos bebês leões, gente vocês não tem noção como eles são fofinhos parecem de pelúcia, porém ainda assim podem arrancar uma mão hahah, então todo cuidado é pouco.

Bebês leões

Seguimos então para a área dos leões maiores e ai confesso que meu coração acelerou, quando chegamos perto e vi dois gigantes correndo em nossa direção pensei: Eu vou morrer hahaha!! Mas não morri, ainda bem. O guia passa todas as orientações para o passeio ser o mais seguro possível e a experiência com certeza foi incrível!

Eu estava morrendo de medo, haviam dois predadores ao meu lado e meu guia ainda brincava: “Não se preocupe, se eles atacarem você terá uma morte rápida” hahaha Super simpático o rapaz me deixando mais tranquilo 😀

É claro que foi algo único em minha vida, e com certeza repetiria. Aliás, eu repeti poucos dias depois na Zâmbia hehe. Mas essa história conto num outro post.

Ao final desse passeio ainda fizemos um pequeno safári pelo parque onde foi possível ver cães selvagens, gnus, guepardos, girafas, zebras e claro leões muitos leões ♥.

E olha a simpática girafa que veio até o carro nos dar oi:

No dia seguinte peguei um voo rumo ao centro da África, a cidade de Livingstone na Zâmbia seria minha cidade base nos próximos dias, até o próximo post 😉

África do Sul – Joanesburgo

O continente mais selvagem da terra! Essa frase resume bem o que é a África, porém o intuito dessa viagem além de realizar o sonho de fazer um safári era de conhecer o povo mais feliz da terra. Mas como assim Izac? Povo mais feliz? E a pobreza? As doenças? E a fome? Os africanos são um exemplo para todos nós, porque apesar de todos esses problemas, sempre estão com um sorriso no rosto e são gratos pelo pouco que tem. Com certeza, essa viagem me deixou mais humilde e mais humano, e começo a contar um pouquinho dela nesse post.

Ter a África como destino já estava em meus planos a muito tempo, e foi em outubro do ano passado que decidi tirar do papel e por em prática. Peguei um voo de São Paulo até a capital da África do Sul, Joanesburgo que foi minha cidade base no país. É um voo noturno, mas confesso que a ansiedade de chegar não me deixou dormir direito :/ . Chegando na cidade, havia um rapaz me aguardando no aeroporto, contratei um transfer com o hostel em que fiquei hospedado. Eu tinha a tarde livre e decidi de última hora contratar o tour do Soweto, bairro onde morava Nelson Mandela um dos sul-africanos mais importantes e símbolo da resistência do Apartheid (Movimento de segregação racial implantado na África do Sul em 1948 em que separavam brancos e negros).

Todos os meus tours foram realizados pela MoAfrika Tours agência qualificada e com excelentes profissionais.

A primeira parada foi no Soccer City estádio da final da copa de 2010. Chegando lá foi impossível não lembrar das “vuvuzelas”, até brinquei com meu guia, ele comentou que são usadas até hoje nos jogos do campeonato local, e que os sul-africanos são apaixonados por futebol.

Soccer City Stadium

Soccer City Stadium

Seguimos então até Orlando Towers que são símbolo do Soweto. As torres eram de uma central elétrica, hoje desativada, que serviu por 50 anos fornecendo energia para parte da cidade. Hoje o ponto turístico é usado para pular de Bungee Jump.

Orlando Towers

Orlando Towers

Seguimos então para parte mais pobre do bairro e apesar de ficar tocado com as condições precárias que as pessoas vivem, foi aí que vi de perto a receptividade e a alegria do povo africano. As casas são feitas de pedaços de metal, as dimensões são minusculas e na maioria delas, vivem famílias de até 5 pessoas. Mas sabe com que eu fiquei mais impressionado? Apesar de não ter nada para nos oferecer, os locais nos convidavam para entrar nas casas, sentar, conversar. Víamos nos olhos deles a alegria de poder receber alguém em suas casas. Eu confesso que chorei, não tem como não se emocionar vendo tudo aquilo de perto, a vontade é de por todos em uma caixinha e trazer para casa.

Soweto

Lembrei que havia deixado umas balas e chocolates na mochila no carro, fui correndo buscar e dei para as crianças. Nossa, ver o sorriso no rosto deles foi algo mágico! Uma coisa tão simples para nós, a qual muitas vezes nem damos valor, e para eles é algo grande, ter coisas diferentes para comer. Um aprendizado!

Ao retornar para a van, havia um grupo de crianças e os chamei para fazer um vídeo dizendo “Oi pro Brasil”, com certeza um dos vídeos mais legais de minhas viagens. Mais uma vez a alegria e a pureza dessas crianças me deixaram com vontade de trazer todas pra casa!!

Crianças do Soweto

Antes de retornar para o hotel, ainda passamos na casa onde Mandela morava e paramos para comprar algumas lembrancinhas 😀 Tive uma merecida noite de sono e no dia seguinte a aventura iniciava em solo africano, mas isso fica para o próximo post 😉

#Marrocos Essaouira

Após retornar do Tour do deserto, ainda tínhamos um dia livre e decidimos fazer o Tour de Essaouira, uma cidade litorânea charmosa e cheia de história, pois já pertenceu aos franceses, holandeses e espanhóis e presenciou inúmeras batalhas por seu território. No caminho fizemos uma parada em um local o tanto que peculiar, encontramos um pé de cabra 😀

Pé de cabra no Marrocos

Até então, não sabia que cabras davam em árvores haha. O que acontece com esses animais, é que são os reis da adaptação, por ser um local muito árido as chuvas não são comuns, isso faz com que não haja pasto para eles. Então, tiveram a brilhante ideia de subir nas árvores para se alimentar das folhas 😀 As árvores mais comuns da região são o argan que produz o olho de argan e as tamareiras que produzem a tâmara um fruto comum da região .

pé de cabra

pé de cabra

Seguimos então até a cidade de Essaouira onde passamos um dia incrível, o Tour funciona assim, a van deixa na cidade e você fica livre para fazer o que quiser durante umas 5 ou 6 horas, depois retorna para Marrakech em um horário combinado. Conhecemos a argentina Giset, que viajava sozinha pelo Marrocos e adotamos ela por um dia. Pessoa incrível.

Sorvetinho Marroquino com Giset

Eu diria que Essaouira é o paraíso das compras no Marrocos, você encontra absolutamente de tudo, artesanatos, roupas, tapetes, instrumentos musicais, tudo o que você imaginar que existe de típico em um só lugar, além da comida é claro.

Uma particularidade do lugar é que nas praças sempre há alguém oferecendo “Hashish Cake” ou bolinho de maconha, não se assuste pois é super comum 😀 Não provei o hashish cake mas provei o fruto do cacto e achei bem saboroso:

Provando o fruto do cacto

Seguimos caminhando pelas ruas da cidade e a cada canto ficávamos surpreendidos pela beleza do lugar.

Praia em Essaouira
Essaouira
Fortaleza em Essaouira

Como citei anteriormente, a cidade era constantemente atacada por diferentes povos. Com isso os franceses construíram uma muralha em seu entorno para protegê-la. Outro fato interessante é que a cidade também foi utilizada para filmagens da série “Game of Thrones”.

O lugar rende lindas fotos com toda certeza:

Brother Daniel
Local da filmagem de Game of Thrones

Foi um dia incrível que passamos nesse lugar. À noite, já de volta em Marrakech nos reunimos com a Giset para jantar e nos despedirmos.

Praça Jemaa el Fna

Passamos um pequeno perrengue por causa da comida mais isso conto em outro post hahha porque o perrengue foi pela comida marroquina mas aconteceu na Espanha. 😀 Aproveitamos nossa última noite em Marrakech e no dia seguinte seguimos viagem para a Espanha.

A iluminada praça Jemaa el Fna

Até a próxima…

#Marrocos Deserto do Saara

O objetivo principal da viagem do Marrocos era passar uma noite num dos maiores e mais áridos desertos do mundo, o Saara. No dia anterior visitamos Ait-ben-Haddou e o Vale de Dades, ficamos maravilhados com cada detalhe do percurso, com a história viva desse país incrível. Acordamos cedo e seguimos para as Gargantas do Todra.

Gargantas do Todra

O cenário é de tirar o fôlego, um vale cheio de palmeiras cercado de montanhas rochosas e casas de barro.

Todra

Esse tour de 3 dias foi feito com um grupo em sua maioria latinos, tinha gente da Espanha, Colômbia, Chile, Bolívia, Peru e nós do Brasil. Uma galera super gente boa, com quem compartilhamos momentos inesquecíveis. #GraciasHermanos

Tour Marrocos

A temperatura no Marrocos é alta, não sentíamos muito quando estávamos na van, mas quando fazíamos as paradas Jesooois 😀 O clima é desértico mas nada tira o encanto do país.

Todra
Todra
Todra

Esse pequeno vale dentro de um cânion parece ter sido esculpido, o mais legal é que existem casas ali, imagina você acordar todos os dias e ter uma vista dessas? Surreal né?

Gargantas do Todra

Seguimos viagem e a paisagem foi mudando drasticamente, já era possível avistar de longe dunas imensas de areia e percebi que já estávamos no deserto do Saara ♥ Antes de entrar no deserto ainda fizemos mais uma parada para comprar roupas típicas. Eu comprei um turbante e um djalaba liberando meu árabe interior hahaha.

Árabe fluente
Quase um Sheik 😛

Faltavam alguns quilômetros para chegar e descobrimos um talento escondido dentro da Van. Nosso guia Mohamed (Um dos melhores guias que já tive) começou a cantar ou tentar cantar Michel Teló, aquela música que fez sucesso, ai se eu te québo? Não pera!!! 😀

Boas risadas com esse Guia

Chegamos então ao deserto senhores! Trocamos a van pelos camelos e seguimos por 30 minutos subindo e descendo as dunas até chegarmos ao acampamento. Ao olhar aquela imensidão de areia agradeci por mais um objetivo alcançado. Eu estava no Saara!! ♥

Saara
Saara

Confesso que para nós homens andar de camelo não é muito confortável, mas fazer o quê haha

Saara

Saara

Chegamos no acampamento e fomos recepcionados pelos bérberes que vivem no deserto, tomamos chá e aproveitamos o ambiente. O nosso guia Mohamed surgiu com um quadriciclo e claro que eu e o Daniel fomos dar uma voltinha né?

Acampamento no Saara
Quadriciclo pelas dunas do Saara

Fiquei apaixonado pelos camelos, animais doceis e elegantes. Olha só:

Meu amigo dromedário

Muitos me perguntaram sobre o clima no deserto, e confesso que foi muito mais agradável do que eu imaginava. Algumas regiões do Marrocos são mais quentes que o próprio deserto, não sei se tive sorte mas o clima estava bem ameno. À noite não fazia frio, o único problema eram os pernilongos. Não sei como, mas existem pernilongos no meio do deserto haha. Pois bem, uma curiosidade sobre o povo islâmico é que eles não podem beber bebidas alcoólicas, mas nosso guia Mohamed é a exceção 😀 Jantamos, tomamos algumas e a festa no Saara começou. Muita música bérbere entoada a luz das estrelas, e pessoas do mundo todo em uma roda batendo palmas e dançando, até eu que não sei dançar estava arrasando nos passos, eu acho 😀 . Fui chamado para tocar os tambores com os bérberes, mas ninguém filmou :/

Musica Berbere

Quanto ao acampamento, ele é bem confortável, nas tendas cabem 6 pessoas. E a experiência de dormir no Saara foi incrível, mesmo que fosse para dormir na areia, eu iria 😀 .

No dia seguinte encontrei um filhote de camelo:

Filhote de Camelo

Arrumamos nossas coisas e iniciamos o caminho de volta até Marrakech. No próximo post, conto como foi visitar a cidade histórica de Essaouira, até lá.

O caminho do deserto – Ait Ben Haddou

Bom galera, após passarmos 2 dias em Marrakech seguimos viagem pelo interior do Marrocos com o objetivo de chegar ao deserto do Saara. Recomendo contratar uma agência local para fazer esse trajeto, existem milhares de opções para todos os bolsos, deixo duas recomendações:Vacaciones por Marruecos – Falar com o Ibra e Viaje por Marruecos – Falar com o Moha

O Marrocos com toda certeza é cheio de belezas e contrastes, para chegar ao deserto viajamos pelo interior do país, atravessando várias vilas e cidades e passando pela cordilheira de montanhas do Atlas. Um fato curioso sobre o Marrocos é que é governado por um rei Mohamed V, e por uma lei imposta pelo rei, todas as casas são da mesma cor, ou seja, todas as cidades que passamos pareciam a mesma hehe. Existe uma cidade ao norte que é a exceção Chefchaouen é azul e branca, porém não fomos lá :/.

Cordilheira do Atlas – Marrocos
Viajando pelo interior do Marrocos

Outro fato interessante em viajar pelo interior de qualquer país é que você vê de perto a verdadeira cultura, as pessoas com as vestimentas típicas, todo povoado por menor que fosse tinha uma mesquita para realizarem as orações e o povo marroquino sempre sorridente.

O Marrocos pela janela do carro

Nossa primeira parada do dia foi na cidade de Ait Ben Haddou. Uma cidade histórica com mais de 700 anos e toda construída em barro, por estar próxima ao deserto, as chuvas não são tão comuns. Outra curiosidade interessante sobre esse local é que já foi utilizado para filmagens de vários filmes e séries importantes, dentre eles: “Gladiador” “Game Of Thrones” “Indiana Jones” entre centenas de outros.

Ait Ben Haddou
Ait Ben Haddou
Ait Ben Haddou

Hoje vivem apenas 2 famílias no local, as demais casas estão abandonadas. A técnica do vídeo abaixo era utilizada pelos povos berberes antigos para passar mensagens de uma aldeia a outra, o papel teoricamente iria em branco e somente com fogo a mensagem apareceria, isso era de conhecimento dos berberes e se o mensageiro fosse capturado por algum inimigo, o inimigo não saberia da mensagem. Hoje centenas de anos depois, a técnica é utilizada para fazer artesanato. Eles desenham com açúcar e ervas no papel que continua em branco, somente depois com o fogo a figura aparece 😀

Desenho com fogo
Desenhos berberes
Ait Ben Haddou

Ait Ben Haddou

Almoçamos com nosso grupo por ali mesmo, e então seguimos viagem até o Vale do Dades, onde passaríamos à noite. No caminho, vistas incríveis, contrastes de areia com o verde das árvores, um show da natureza.

Montanhas do Dades
Estradas sinuosas do Dades

Passamos a noite no hotel Le Chateau du Dade, em frente aos paradões de rocha no cânion do Vale. O hotel cheio de detalhes e a arquitetura marroquina sempre dando um show.

Jantamos, apreciamos a shisha marroquina em um grupo de amigos sensacional (falo deles no próximo post) demos boas risadas e fomos dormir, pois no dia seguinte a viagem rumo ao deserto seguia. Até lá!!

#Marrocos – MARRAKECH

Olá pessoal! Salamaleikon!! Depois de muito tempo aqui estou eu para contar um pouco sobre minha viagem ao Marrocos, a terra dos Sultões!

Sempre tive vontade de conhecer um país de cultura árabe, por todas as diferenças dos costumes, religião, etc… Decidi escolher o Marrocos por uma série de fatores, dentre eles: não exigem visto de brasileiros, é pertinho da Europa, e também comparado a outros países muçulmanos é super tranquilo. Pois bem, vamos ao início da história. Nessa viagem me acompanhou meu grande amigo Daniel Pegoraro, saímos de Portugal rumo a Casablanca (capital do Marrocos) e ali tivemos o primeiro contato com uma cultura totalmente diferente, parecíamos estar em um filme.

Izac e Daniel na praia de Essaouira – Marrocos

Já no primeiro dia em solo marroquino, os primeiros perrengues hehe, nosso voo de Casablanca para Marrakesh pela companhia AIR MAROC atrasou 6 horas, houve briga no aeroporto entre atendentes e clientes, uma amiga marroquina que conhecemos por lá traduziu para nós, Shukram Nezha 😉 e para completar chegando em Marrakesh descobrimos que extraviaram a mochila do Daniel. Que caos!! No aeroporto todos falando em árabe e os poucos que falavam inglês falavam um inglês que só Alá entendia :D. Pois bem, nosso transfer estava esperando e conseguimos resolver a situação e buscar a mochila no outro dia. Mas essa história eu conto depois! Chegamos à noite e vimos de perto o caos organizado da cidade murada de Marrakesh, nos hospedamos em um Riad típico no meio da Medina, abaixo um vídeo do momento em que chegamos, e que choque cultural meus amigos.

Chegada em Marrakesh – Spoiler alert assistir somente os primeiros 22 segundos haha

Após uma boa noite de sono, levantamos e fomos então explorar um pouco da cidade, em nosso roteiro estavam os Palácios de la Bahia, Palácio El badi, Praça Jemaa el Fna entre outros. Fizemos o roteiro todo a pé em meio ao trânsito caótico da cidade, mas super recomendo essa opção, além de ser tudo muito próximo, a imersão cultural é incrível. Nossa primeira parada foi no Palácio da Bahia construído em 1859 pelo então sultão Ahmed Ben Musa:

Palácio da Bahia

Uma das coisas que mais me impressionaram no Marrocos, com toda certeza é a arquitetura árabe, gente é tudo muito detalhado e feito com toda perfeição possível. Seguindo o roteiro fomos então conhecer o Palácio el Badi, esse já em ruínas e data do ano de 1578:

Palácio El Badi – Marrakech

Palácio El Badi

A próxima parada foi no coração de Marrakesh: A praça Jemaa El Fna. Ali em meio a todo caos de marroquinos gritando tentando vender coisas, encantadores de serpentes, domadores de macacos, estávamos eu e o Daniel sem saber o que ver ou fazer primeiro haha. O mais interessante é que ao redor da praça haviam muitas mesquitas e se podia ouvir as orações islâmicas de vez em quando ecoar das lindas torres das mesquitas:

Orações na praça Jemaa el Fna

Um dos meus objetivos na praça era tirar uma foto com os encantadores de serpentes que são bem comuns por lá. Havia lido muito sobre os golpes nessa praça que são bem comuns. O mais comum deles é um marroquino se fingindo de amigo te oferece algo ou serviço cobrando um preço muito baixo, e na hora de pagar te cobram muito mais do que o combinado. Avistei um senhor com um macaquinho no ombro e pedi se poderia tirar uma foto e já falei o preço que queria pagar ele aceitou.

Selfie com o Macaco

Após isso, avistei um grupo de encantadores de serpentes e lá fui eu. Combinei um valor com o marroquino e me diverti ao som da música:

Encantando as najas

É claro que não podemos chamar isso de diversão, pois haviam duas najas me olhando e eu estava com outra cobra no pescoço, mas tudo é experiência e eu sobrevivi hahaha. O problema foi na hora de pagar, lembram dos golpes que citei anteriormente? Pois então, antes de fazer as fotos e vídeos combinei em pagar 10 dirhams ao marroquino, e ao final o camarada me cobrou 200 dirhams hahah até questionei que havíamos combinado e que ele não tinha palavra, mas ele aumentou o tom de voz e estavam em maior número, pensei comigo, não vou arrumar confusão no meu segundo dia por aqui, e isso não vai estragar minhas férias, paguei xinguei ele em português e sai hahahah 😀

O pior de tudo foi que o Daniel também teve que pagar e nem foto tirou hahaha. Mas fazer o que, essas coisas podem acontecer. E fica a dica, você que vai pro Marrocos, tome cuidado com os golpes. Seguimos então para a Mesquita Koutoubia, a mais bela de Marrakesh:

Mesquita Koutobia
Mesquita
Mesquita

A visitação na Mesquita não é permitida, somente do lado de fora. Questionei um marroquino sobre isso, ele me respondeu que para eles “A Mesquita é um lugar sagrado e deve ser respeitado, se permitirmos turistas dentro dela, vão atrapalhar nossas orações”. Fiquei surpreso com a resposta e percebi que temos muito que aprender com eles quanto à respeito a nossa religião. Seguimos andando pelas ruas da cidade e a cada esquina uma surpresa, Marrakesh é impressionante, as portas das casas, as ruas, as placas, tudo chamava atenção.

Após o meio dia eu e o Daniel fomos então resgatar a mochila perdida no aeroporto. Mais uma aventura haha, decidimos ir de transporte público por ser mais barato, o problema é que quando chegamos no ponto de ônibus tudo estava em árabe e em francês 😀 inclusive as escritas nos ônibus, pensei comigo lascou :/ Até que encontramos um guarda que falava um pouco de inglês e nos orientou qual ônibus pegar e lá fomos nós. Atravessamos a cidade, chegamos na parte nova onde se encontra o moderno aeroporto e resgatamos a mochila \o. Muita aventura e perrengues já nos primeiros dias no Marrocos, mas calma aí que nos próximos posts eu conto mais sobre esse país incrível, até mais!

Expedição Amazônia – Dia 3

Ao todo foram 8 dias de viagem pela Amazônia, Roraima, Guiana e Venezuela, resumi tudo isso em 3 posts Post 1Post 2 e esse que escrevo agora. Adianto que não terão posts exclusivos da Guiana e Venezuela, pois fui somente até as fronteiras. Na Guiana passei a noite na cidade de Lethem, e na Venezuela fiz um bate e volta até a cidade de Santa Elena de Uairén, decidi não passar a noite até pela situação que o país enfrenta. Mas vamos ao que interessa os meus dias seguintes na Amazônia.

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Porto de Manaus

Acordei cedinho para fazer o 1 day Tour. Esse Tour é perfeito para quem está de passagem e não possui muito tempo para explorar a região, mas adianto que em 4 ou 5 dias você consegue fazer tudo tranquilamente sem correria. Dos passeios que a agência oferecia, só não fiz o Tour das cachoeiras de Presidente Figueiredo, porém, meu amigo Thiago de Brasília fez esse Tour e me disse que vale muito a pena. Mas vamos lá… Saímos da agência em direção ao porto de Manaus e de lá seguimos para um dia cheio de aventura.

A primeira parada foi para conhecermos o “Encontro das águas” que é o encontro do Rio Negro com o Rio Amazonas, as águas não se misturam por diversos fatores, temperatura da água, densidade e velocidade, os dois rios correm lado a lado, mas confesso que é possível ver melhor esse fenômeno do avião quando esta chegando em Manaus do que de barco, pois o barco é muito baixo :D.

Seguimos de barco até uma vila flutuante para ver de perto o “Pirarucu” um dos maiores peixes da Amazônia, na fase adulta eles podem atingir 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos :o. Como anteriormente eu citei, é muito comum os nativos da região construírem suas casas em cima de troncos para que flutuem durante os períodos de cheia.

Outro fato super interessante sobre o Pirarucu, é que ele é um dos poucos peixes que conseguem respirar fora d’água. Realmente é um ser pré-histórico que sobreviveu até os dias de hoje. Pois bem, após breve explicação fomos ver os bichos de perto.

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Pirarucu

Chegamos no criadouro e olha que bacana:

Tive a oportunidade até de tentar pescar um, e sinceramente se tu não segurar firme o bicho te puxa pra água. Incrível a força desse animal, confira:

Após essa experiência super legal, fizemos uma parada para conhecer as vitórias-régia que também são símbolos da Amazônia e paramos para o almoço.

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Vitória-régia

Interessante que essa planta aguenta até 70 kg sem afundar.

O legal que não importa para onde você vá, sempre vai encontrar um macaquinho pelo caminho:

E o almoço? Realmente uma delícia e com direito a restaurante flutuante de frente pra selva 😀 .

Após o almoço, seguimos por mais uma hora até chegarmos ao local de interação com os botos. E cara, que coisa sensacional, eu já havia feito interação com os golfinhos em Cancún no México, porém era em cativeiro, e ter esse contato com esses animais livres na natureza é realmente mágico.

Confira o vídeo:

São cerca de 10-15 minutos de interação, onde você fica flutuando num rio que tem 50 metros de profundidade e está cheio de botos, muitos mesmo, você sente eles todo tempo passando e esbarrando em você, com certeza algo muito legal. Vale ressaltar que esse passeio não é realizado todos os dias devido a preservação dos botos. Dali seguimos para visitar a tribo indígena Tuyuka. Eu, a Renata e o Matheus (Meus amigos Cariocas) estávamos muito ansiosos para ter esse contato com os índios. Esses dois entram para aquela lista de pessoas maravilhosas que conheço em minhas viagens :D.

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Renata e Matheus

Chegamos lá, subimos alguns degraus e lá estavam os índios nos esperando com uma recepção super calorosa.

Até nos tiraram pra dançar:

É muito interessante, que apesar de ter mais contato com o mundo a tribo mantém seus costumes, de vestimentas, mulheres com seios à mostra, pinturas corporais e muito mais. Pudemos ainda, ver suas casas e provar um pouco da comida deles, no caso eu provei a formiga saúva que é muito apreciada não só pelos índios como por todos os moradores da Amazônia.

Provando a formiga saúva:

Após um ritual de boa vindas, conhecer um pouco dos costumes e seu estilo de vida, tivemos um bom tempo para tirar fotos.

Nos dias seguintes viajei para Roraima, Guiana e Venezuela. Alguns vídeos dessa viagem:

Retornei à Manaus depois de alguns dias e para me despedir dessa terra maravilhosa fui a Praia de Ponta Negra para ver um pôr do sol magnífico.

Foram dias memoráveis nessa região do Brasil, que ainda é pouco explorada, porém na minha opinião, uma das mais lindas do nosso país. Vivi muitas coisas e a Amazônia ficará para sempre em minha memória e no meu coração ♥ #ObrigadoAmazonas

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Expedição Amazônia – Dia 2

Após um primeiro dia cheio de aventura, o meu segundo dia na selva Amazônica reservava muitas surpresas!!

O plano era acordar as 5 horas da manhã e ver o nascer do sol no rio, porém estava chovendo muito e o cronograma teve essa alteração. Eu estava dormindo na cabana coberta de palha e pensando como não molha aqui dentro hein? Haha menos mal. Após o amanhecer o tempo ficou bom e peguei uma lancha e fomos até a casa do senhor Almir, morador ribeirinho que vive na região praticamente a vida toda e seria meu guia para uma expedição de sobrevivência na floresta. Agora a coisa ficou séria hahaha.

Nesse post serão mais vídeos do que fotos até porque os vídeos são explicativos em sua maioria. A caminhada dentro da floresta fechada durou cerca de 3 horas, e confesso que se algo acontecesse com o guia eu estaria morto!! Estávamos somente os dois e eu estava totalmente desorientado, a selva confunde muito seu senso de localização, até por isso é muito comum pessoas se perderem e em alguns casos nunca mais serem encontradas na selva amazônica!

Durante a trilha pela floresta, o guia nos mostra várias plantas medicinais, como fazer abrigos temporários, mostra quais árvores são inflamáveis para que possa fazer um fogueira, árvores frutíferas, árvores que são usadas nas fragrâncias de perfumes famosos, ensina também a seguir trilha de animais para caça, ou seja, realmente é um Tour de sobrevivência. Eu mesmo amei a experiência, porque como falei anteriormente sou fã dos programas de sobrevivência do Discovery Channel e eu estava ali sentindo na pele, mesmo que não fosse na mesma intensidade dos participantes reais desses programas 😀 .

Árvore Chichuá para fazer fogo na floresta:

Árvore de Açaí:

Aprendi muito sobre alguns insetos da Amazônia, inclusive alguns comestíveis, que muitos nativos da região apreciam. Abaixo as formigas Tapiba, que NÃO são comestíveis, porém causam uma sensação estranha ao passar pelo pele, incrível mesmo é que elas não mordem :D.

A casa das cigarras:

Com toda certeza, uma das partes mais esperadas dessa trilha era encontrar a larva da castanha e prová-la kkkk, eu estava meio desanimado porque abrimos muitas castanhas e não estávamos encontrando o bichinho, mas insistimos até encontrar. Olha, já comi muitas coisas estranhas nas minhas viagens, mas essa acho que ganhou o prêmio de mais estranha até aqui kkkk Pessoal que tem “nojinho”, não assista o vídeo abaixo 😀 :

Por incrível que pareça, o gosto da larva não é ruim. Quando você morde, ela explode na boca kkk e o gosto é de cocô ou doce de leite, Acrediteeemmm!!! hahaha 🙂 Pois bem, retornamos à Pousada e já estava próximo da hora do almoço. Eu estava com muita vontade de comer piranha e fui pescar o meu almoço.

Interessante mesmo, é que pescávamos piranhas na mesma parte do rio onde nadávamos kkkk. As piranhas só atacam se houver sangue na água! E sério, nunca uma pescaria foi tão fácil, eu peguei diversas piranhas, era jogar o anzol e puxar, muito fácil mesmo.

Após o almoço tomei um banho e começamos a aventura do retorno pra Manaus, mais uma lancha, uma Kombi e outro barco kkkk O retorno foi muito divertido, havia uma família de chineses, alguns franceses e o casal de Brasília Flávio e Lu, viemos dando boas risadas em cada derrapada que a Kombi dava nas estradas de barro.

Menos mal que todos chegamos com vida em Manaus, enfim havia sinal no telefone e pude avisar mamãe que estava bem kkkkk. E para o próximo dia?? Mais aventura que contarei no próximo post.

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Expedição Amazônia – Dia 1

“Amazônia” um destino pra quem gosta de aventura, de viver ao extremo, pra quem quer ter um contato único com a natureza isolado na maior floresta do mundo. Um destino imperdível que já estava em meus planos a muito tempo, quando via os programas do “Richard Rasmussen”, ou o “Largados e Pelados do Discovery Channel” imaginava estar nesse lugar indescritível, e ainda pouco explorado… Mas lá fui eu, me aventurar nas terras alagadas do maior estado brasileiro e aqui começo contar essa história para vocês;

A viagem originalmente seria feita em dezembro, mas adiantei a passagem por motivos pessoais e embarquei rumo à Manaus, cidade base de onde partem todos os Tours para explorar a selva. Fechei os passeios previamente com a Iguana Turismo e recomendo a agência. Pessoal muito bem capacitado e saiu tudo como o combinado.

Saí de Curitiba com 6º graus e cheguei à Manaus com 33º graus é mole? Mas além do calor da capital, senti também o calor do povo manauara que é muito receptivo! Fiquei hospedado no Local Hostel Manaus a uma quadra do Teatro Amazonas, um dos principais pontos turísticos da cidade e aproveitei o tempo para conhecer as redondezas e já provar a comida típica da região. Próximo ao Teatro existem dezenas de opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos, escolhi a Tacacaria Amazônia e comi o Tacacá de Pirarucu e suco de cupuaçu para acompanhar. Em geral a comida amazônica é uma delícia com diversas opções de peixes, mas fica a dica,não deixe de provar o Tacacá 😉 .ice_2018-06-05-15-56-37-454

No dia seguinte sai cedinho rumo à selva. Não sei se por sorte ou azar (depende do ponto de vista) no dia em que fechei o passeio, nenhum outro turista fechou, ou seja, ganhei um tour VIP pagando o preço normal hehe, claro que conheci bastante pessoas no hotel de selva, a maioria gringos porém os passeios foram feitos em sua maioria somente eu e um guia, somente no retorno que tive mais turistas me acompanhando. Mas borá lá… Para chegar ao hotel de selva, atravessei o rio Amazonas de barco, rodei mais 70 km de combe em meio as estradas de barro, e ainda peguei mais um lancha por volta de 40 minutos andando em meio aos igarapés e igapós que se formaram devido ao alto nível dos rios. Eu estava realmente isolado de tudo, sem sinal de telefone, sem sinal de WI-FI apenas curtindo o momento e tudo que a selva tinha para oferecer e não foi pouco 😀 .

Durante dois dias minha casa foi a Pousada Juma Lake, com direito a cabana exclusiva e restaurante flutuante. Na verdade a maioria das casas da região são flutuantes para que na época das cheias subam juntamente com o nível da água não afetando a vida da comunidade ribeirinha.

Nesse primeiro dia, já pude observar a vida selvagem na floresta com diversos macacos, aves e inclusive botos que passavam saltando em frente o restaurante da pousada. À tarde fomos então fazer um passeio de barco pelos igapós e observar mais da vida selvagem. Para quem não sabe existem duas temporadas na Amazônia, a de chuva e a de vazante. Eu fui na temporada de chuvas e os rios estavam quase atingindo sua altura máxima. Com a alta dos rios formam igarapés que são rios secundários que não existem na temporada de vazante, e os igapós são partes das florestas na maioria das vezes navegáveis, porém com uma enorme quantidade de árvores o que dificulta a passagem de barcos grandes. Confiram nos vídeos abaixo:

O ponto alto desse passeio foi encontrar um bicho-preguiça e poder chegar muito perto dele, o problema é que ele não gostou muito de invadirmos o espaço dele e me deu um tapa e arranhou nosso guia que tentava pegá-lo kkkk Foi o bicho-preguiça mais rápido que vi em minha vida, sorte que tive o prazer de filmar toda essa epopeia, confira:

Após esses momentos de intensa emoção o animal se acalmou e pudemos tirar fotos e fazer vídeos a vontade. Uma coisa interessante é que a preguiça parece ser um animal muito calmo, até mesmo nosso guia se surpreendeu com a reação do animal, porém vale lembrar que qualquer animal selvagem pode agir de forma imprevisível e atacar, então é sempre bom ter cuidado.

Ela fez até pose pra foto:

No retorno até a pousada ainda vimos muitos macacos pulando nas árvores e fomos presenteados com um pôr do sol maravilhoso.

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Pôr do Sol Rio Juma Amazonas

Chegando a minha cabana tomei um banho e fui para mais uma aventura da viagem, fazer a focagem do jacaré. Vale sempre lembrar que nenhum dos animais sofre qualquer dano durante esses passeios, os guias são extremamente bem preparados e tem amplo conhecimento, os animais são retirados e rapidamente devolvidos a natureza. Estava totalmente escuro e de repente o guia põe as mãos na água e sai com o jacaré, tudo muito rápido.

Ele dá algumas breves explicações sobre o animal, e temos a oportunidade de tocá-lo ou até mesmo pegá-lo para os mais corajosos vale muito a experiência.

Após essa experiência, retornamos até a pousada onde jantei e logo fui dormir. E dormir na cabana coberta de palha em meio a selva foi muito legal, se ouvia de longe os gritos dos bugius, de aves sem dúvida algo incrível. O dia seguinte reservava ainda mais aventuras, mas isso conto no próximo post…

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#Equador – Baños a cidade da aventura!

Baños no Equador é uma cidade para quem realmente gosta de aventura e viver ao extremo! A cidade está localizada em um vale, cercado por montanhas da cordilheira e ao fundo está o vulcão Tungurahua, outro gigante, e um dos vulcões mais ativos do mundo!!

Chegamos à Baños e fomos em busca de um hotel, no centro da cidade encontramos o Hostal El bosque, um hotel ótimo e com preço acessível. #SuperRecomendo Contato hgongoragomez@gmail.com Fone: +593 993873236. Contratamos todos os tours diretamente no hostal, o que nos fez economizar muito tempo. À noite fomos ao mirador da cidade e ainda passamos por uma danceteria para provar uns drinks de cortesia que ganhamos do hostal. No dia seguinte tínhamos 2 passeios, Pailón del diablo e Casa del Arbor e muita aventura estava por vir.

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Chiva

Todo transporte era feito por esses caminhões que eles chamam de Chiva. Existem dezenas na cidade e cada uma possui um nome, me recordo que as nossas foram a Andariega (andarilha) e La chocolatera. As 10 horas saímos rumo ao Pailón del Diablo, passamos por várias cachoeiras e abismos ao lado das rodovias. Em uma das paradas fui convencido a lutar contra meu medo de altura e fazer tirolesa hahah. Cara, confesso que estava me “cagando” de medo, mas fui. Confira:

Foi uma experiência maravilhosa, e após chegar ao outro lado queria voltar e fazer de novo haha. O medo foi embora!! Seguimos até Pailón del Diablo, um dos principais pontos turísticos da cidade.

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Pailón del Diablo

Essa cascata tem uma força incrível, e o cenário em meio a floresta é de beleza sem igual.

O acesso à cachoeira é para poucos, se você assim como eu, tem medo de altura, prepare-se para fortes emoções! Mas já adianto que vale muito a pena.

Após conhecer Pailón del Diablo, retornamos até a cidade de Baños para almoçar e aguardar nosso próximo tour que seria no final da tarde. O dia estava lindo, aproveitei para comprar as lembrancinhas nas diversas lojinhas que haviam na cidade. Pois bem, as 17 horas nossa Chiva “Andariega” chegou ao hotel para nos levar ao passeio mais esperado, La casa del arbor com vista para o Vulcão Tungurahua.

Fizemos uma pequena parada em um mirador da cidade, e então seguimos para la casa del arbor. Essa casa construída em uma árvore, foi feita para observar a atividade do vulcão, como anteriormente eu disse, um dos mais ativos do mundo. Sua última erupção foi em 2013 e atraiu turistas do mundo todo. Devido a ser cercada de montanhas, a cidade está protegida da lava do vulcão, porém a casa del arbor onde estávamos é um local de muito risco caso houvesse uma erupção, pois está muito próxima ao vulcão.

Esperamos na fila ansiosos para andar no balanço, famoso mundialmente! Ele esta de frente para um precipício, então a adrenalina sobe quando estamos nele.

A noite estava quase caindo, mas conseguimos fazer fotos incríveis!!

O lugar é mágico, sem igual! Após andarmos na balança, retornamos à cidade e ainda fiz mais um amigo argentino, aventureiro como eu, estava com planos de ir até a Colômbia de ônibus. Chegamos à cidade, e fomos ao terminal comprar passagem para ir até Guayaquil, passamos a noite viajando e chegamos as 5 da manhã. Ainda tive tempo de conhecer um pouco da cidade, pois meu voo saia somente a tarde.

Chegava a hora de voltar 😥 me despedi desse país incrível onde vivi aventuras inesquecíveis, embarquei rumo a Lima e de Lima voltei a Foz do Iguaçu no Brasil. Foram dias maravilhosos que passei no Peru e no Equador. Revi amigos queridos e fiz tantos outros, os lugares que conheci não tem preço. #GraciasPeru #GraciasEcuador

E até a próxima aventura!!!!