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Entre Leões e guerreiros Zulus

O meu primeiro dia no continente Africano havia proporcionado lindas experiências. É claro que a sequência da viagem só traria mais e mais surpresas!!

Em meu breve roteiro pela África do Sul decidi incluir um day tour pelo Lion Park e Lesedi Village. Todos sabem que na África do Sul existem muitas opções de parques nacionais para fazer safári e ter contato com a verdadeira natureza selvagem, o principal deles o Kruger National Park. Porém eu já havia escolhido outros 2 parques para realizar essa atividade, um na Zâmbia e outro em Botsuana, e apesar de amar os animais e querem fazer muitos safáris ainda, os valores não são acessíveis. Isso mesmo, se engana quem pensa que as coisas por lá são baratas! Os países em sua maioria são muito pobres, e o turismo é uma forte fonte de renda da população, e ainda existem as taxas de conservação dos parques, o que deixam os preços um pouco “salgados”.

Saindo de Joanesburgo pela Nelson Mandela Bridge

Contratei um tour privado com a MoAfrika Tours e eu e meu guia Tsholo, natural do Malauí saímos em direção ao parque. Meu guia uma pessoa incrível, falamos sobre muitas coisas, ouvimos muita música africana, e consegui praticar meu inglês e ainda aprender umas palavras em zulu, uma das mais de dez línguas oficiais do país. A imersão cultural que se tem na África é algo espetacular! As cores, a música, as pessoas, os animais, tudo isso me chamava atenção durante o caminho.

Chegamos então à Broederstroom, pequena cidade a poucos quilômetros de Joanesburgo e fomos rumo a Lesedi Village. Ao chegar no local a recepção foi de arrepiar, várias pessoas cantando em sua língua nativa, cara me arrepio só de lembrar! Que linda é a África e esse seu povo apaixonante!

Lesedi Village
Lesedi Village

Logo foram chegando mais pessoas de outros grupos e fomos conhecer a tribo. Os Zulu são guerreiros, foram a última resistência contra os colonizadores europeus, e aprender sobre suas tradições e costumes foi algo surreal. Confira alguns vídeos da entrada na tribo:

Tribo Zuli
Tribo Zulu
Tribo Zulu

Após ouvir as explicações fomos convidados a provar um dos pratos mais típicos da tribo. Uma larva kkkk, sério Izac? Você comendo larva de novo? Sério :P! Mas confesso que dessa em especial, eu não gostei, mas não poderia deixar de prová-la!

Tribo Africana

A larva é tão ruim, que após degustá-la, as mulheres da tribo nos trouxeram algumas amoras, penso eu que para tirarmos o gosto ruim da boca 😀 . Após essa experiência, fomos levados até uma espécie de auditório onde eles se apresentaram cantando e dançando. Eu chorei, chorei e não foi pouco. E sabe o que é mais legal? Não tenho vergonha de falar! Foi um choro de alegria de realizar um sonho, de ver tudo aquilo de perto, a cultura mais linda do planeta!

Tribo Zulu

No almoço provei várias comidas típicas, entre elas as carnes de avestruz, impala e crocodilo, todas uma delícia. Após o almoço seguimos para o Lion Park Safari onde iria interagir com o rei da selva :o. Chegamos ao Park fui chamado a um escritório onde se assina um documento se responsabilizando em caso de acidente, por que apesar de ser uma atividade segura e acidentes serem raros, estamos entrando no habitat de animais selvagens, predadores mortais que podem usar seus instintos selvagens e atacar. Já na entrada do parque após assinar os termos encontrei uma linda girafa que tive a oportunidade de alimentar.

Alimentando a Girafa
Selfie

Lembrando que todos esses animais deveriam estar na natureza, mas foram resgatados de caçadores quando ainda eram pequenos e o parque os protege. O turismo e a visitação são para conscientização e nenhum animal é mal tratado segundo os guias, aliás, todos os habitats são amplos com um espaço bem grande para os animais. Entramos então na área dos bebês leões, gente vocês não tem noção como eles são fofinhos parecem de pelúcia, porém ainda assim podem arrancar uma mão hahah, então todo cuidado é pouco.

Bebês leões

Seguimos então para a área dos leões maiores e ai confesso que meu coração acelerou, quando chegamos perto e vi dois gigantes correndo em nossa direção pensei: Eu vou morrer hahaha!! Mas não morri, ainda bem. O guia passa todas as orientações para o passeio ser o mais seguro possível e a experiência com certeza foi incrível!

Eu estava morrendo de medo, haviam dois predadores ao meu lado e meu guia ainda brincava: “Não se preocupe, se eles atacarem você terá uma morte rápida” hahaha Super simpático o rapaz me deixando mais tranquilo 😀

É claro que foi algo único em minha vida, e com certeza repetiria. Aliás, eu repeti poucos dias depois na Zâmbia hehe. Mas essa história conto num outro post.

Ao final desse passeio ainda fizemos um pequeno safári pelo parque onde foi possível ver cães selvagens, gnus, guepardos, girafas, zebras e claro leões muitos leões ♥.

E olha a simpática girafa que veio até o carro nos dar oi:

No dia seguinte peguei um voo rumo ao centro da África, a cidade de Livingstone na Zâmbia seria minha cidade base nos próximos dias, até o próximo post 😉

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África do Sul – Joanesburgo

O continente mais selvagem da terra! Essa frase resume bem o que é a África, porém o intuito dessa viagem além de realizar o sonho de fazer um safári era de conhecer o povo mais feliz da terra. Mas como assim Izac? Povo mais feliz? E a pobreza? As doenças? E a fome? Os africanos são um exemplo para todos nós, porque apesar de todos esses problemas, sempre estão com um sorriso no rosto e são gratos pelo pouco que tem. Com certeza, essa viagem me deixou mais humilde e mais humano, e começo a contar um pouquinho dela nesse post.

Ter a África como destino já estava em meus planos a muito tempo, e foi em outubro do ano passado que decidi tirar do papel e por em prática. Peguei um voo de São Paulo até a capital da África do Sul, Joanesburgo que foi minha cidade base no país. É um voo noturno, mas confesso que a ansiedade de chegar não me deixou dormir direito :/ . Chegando na cidade, havia um rapaz me aguardando no aeroporto, contratei um transfer com o hostel em que fiquei hospedado. Eu tinha a tarde livre e decidi de última hora contratar o tour do Soweto, bairro onde morava Nelson Mandela um dos sul-africanos mais importantes e símbolo da resistência do Apartheid (Movimento de segregação racial implantado na África do Sul em 1948 em que separavam brancos e negros).

Todos os meus tours foram realizados pela MoAfrika Tours agência qualificada e com excelentes profissionais.

A primeira parada foi no Soccer City estádio da final da copa de 2010. Chegando lá foi impossível não lembrar das “vuvuzelas”, até brinquei com meu guia, ele comentou que são usadas até hoje nos jogos do campeonato local, e que os sul-africanos são apaixonados por futebol.

Soccer City Stadium

Soccer City Stadium

Seguimos então até Orlando Towers que são símbolo do Soweto. As torres eram de uma central elétrica, hoje desativada, que serviu por 50 anos fornecendo energia para parte da cidade. Hoje o ponto turístico é usado para pular de Bungee Jump.

Orlando Towers

Orlando Towers

Seguimos então para parte mais pobre do bairro e apesar de ficar tocado com as condições precárias que as pessoas vivem, foi aí que vi de perto a receptividade e a alegria do povo africano. As casas são feitas de pedaços de metal, as dimensões são minusculas e na maioria delas, vivem famílias de até 5 pessoas. Mas sabe com que eu fiquei mais impressionado? Apesar de não ter nada para nos oferecer, os locais nos convidavam para entrar nas casas, sentar, conversar. Víamos nos olhos deles a alegria de poder receber alguém em suas casas. Eu confesso que chorei, não tem como não se emocionar vendo tudo aquilo de perto, a vontade é de por todos em uma caixinha e trazer para casa.

Soweto

Lembrei que havia deixado umas balas e chocolates na mochila no carro, fui correndo buscar e dei para as crianças. Nossa, ver o sorriso no rosto deles foi algo mágico! Uma coisa tão simples para nós, a qual muitas vezes nem damos valor, e para eles é algo grande, ter coisas diferentes para comer. Um aprendizado!

Ao retornar para a van, havia um grupo de crianças e os chamei para fazer um vídeo dizendo “Oi pro Brasil”, com certeza um dos vídeos mais legais de minhas viagens. Mais uma vez a alegria e a pureza dessas crianças me deixaram com vontade de trazer todas pra casa!!

Crianças do Soweto

Antes de retornar para o hotel, ainda passamos na casa onde Mandela morava e paramos para comprar algumas lembrancinhas 😀 Tive uma merecida noite de sono e no dia seguinte a aventura iniciava em solo africano, mas isso fica para o próximo post 😉

#Marrocos – MARRAKECH

Olá pessoal! Salamaleikon!! Depois de muito tempo aqui estou eu para contar um pouco sobre minha viagem ao Marrocos, a terra dos Sultões!

Sempre tive vontade de conhecer um país de cultura árabe, por todas as diferenças dos costumes, religião, etc… Decidi escolher o Marrocos por uma série de fatores, dentre eles: não exigem visto de brasileiros, é pertinho da Europa, e também comparado a outros países muçulmanos é super tranquilo. Pois bem, vamos ao início da história. Nessa viagem me acompanhou meu grande amigo Daniel Pegoraro, saímos de Portugal rumo a Casablanca (capital do Marrocos) e ali tivemos o primeiro contato com uma cultura totalmente diferente, parecíamos estar em um filme.

Izac e Daniel na praia de Essaouira – Marrocos

Já no primeiro dia em solo marroquino, os primeiros perrengues hehe, nosso voo de Casablanca para Marrakesh pela companhia AIR MAROC atrasou 6 horas, houve briga no aeroporto entre atendentes e clientes, uma amiga marroquina que conhecemos por lá traduziu para nós, Shukram Nezha 😉 e para completar chegando em Marrakesh descobrimos que extraviaram a mochila do Daniel. Que caos!! No aeroporto todos falando em árabe e os poucos que falavam inglês falavam um inglês que só Alá entendia :D. Pois bem, nosso transfer estava esperando e conseguimos resolver a situação e buscar a mochila no outro dia. Mas essa história eu conto depois! Chegamos à noite e vimos de perto o caos organizado da cidade murada de Marrakesh, nos hospedamos em um Riad típico no meio da Medina, abaixo um vídeo do momento em que chegamos, e que choque cultural meus amigos.

Chegada em Marrakesh – Spoiler alert assistir somente os primeiros 22 segundos haha

Após uma boa noite de sono, levantamos e fomos então explorar um pouco da cidade, em nosso roteiro estavam os Palácios de la Bahia, Palácio El badi, Praça Jemaa el Fna entre outros. Fizemos o roteiro todo a pé em meio ao trânsito caótico da cidade, mas super recomendo essa opção, além de ser tudo muito próximo, a imersão cultural é incrível. Nossa primeira parada foi no Palácio da Bahia construído em 1859 pelo então sultão Ahmed Ben Musa:

Palácio da Bahia

Uma das coisas que mais me impressionaram no Marrocos, com toda certeza é a arquitetura árabe, gente é tudo muito detalhado e feito com toda perfeição possível. Seguindo o roteiro fomos então conhecer o Palácio el Badi, esse já em ruínas e data do ano de 1578:

Palácio El Badi – Marrakech

Palácio El Badi

A próxima parada foi no coração de Marrakesh: A praça Jemaa El Fna. Ali em meio a todo caos de marroquinos gritando tentando vender coisas, encantadores de serpentes, domadores de macacos, estávamos eu e o Daniel sem saber o que ver ou fazer primeiro haha. O mais interessante é que ao redor da praça haviam muitas mesquitas e se podia ouvir as orações islâmicas de vez em quando ecoar das lindas torres das mesquitas:

Orações na praça Jemaa el Fna

Um dos meus objetivos na praça era tirar uma foto com os encantadores de serpentes que são bem comuns por lá. Havia lido muito sobre os golpes nessa praça que são bem comuns. O mais comum deles é um marroquino se fingindo de amigo te oferece algo ou serviço cobrando um preço muito baixo, e na hora de pagar te cobram muito mais do que o combinado. Avistei um senhor com um macaquinho no ombro e pedi se poderia tirar uma foto e já falei o preço que queria pagar ele aceitou.

Selfie com o Macaco

Após isso, avistei um grupo de encantadores de serpentes e lá fui eu. Combinei um valor com o marroquino e me diverti ao som da música:

Encantando as najas

É claro que não podemos chamar isso de diversão, pois haviam duas najas me olhando e eu estava com outra cobra no pescoço, mas tudo é experiência e eu sobrevivi hahaha. O problema foi na hora de pagar, lembram dos golpes que citei anteriormente? Pois então, antes de fazer as fotos e vídeos combinei em pagar 10 dirhams ao marroquino, e ao final o camarada me cobrou 200 dirhams hahah até questionei que havíamos combinado e que ele não tinha palavra, mas ele aumentou o tom de voz e estavam em maior número, pensei comigo, não vou arrumar confusão no meu segundo dia por aqui, e isso não vai estragar minhas férias, paguei xinguei ele em português e sai hahahah 😀

O pior de tudo foi que o Daniel também teve que pagar e nem foto tirou hahaha. Mas fazer o que, essas coisas podem acontecer. E fica a dica, você que vai pro Marrocos, tome cuidado com os golpes. Seguimos então para a Mesquita Koutoubia, a mais bela de Marrakesh:

Mesquita Koutobia
Mesquita
Mesquita

A visitação na Mesquita não é permitida, somente do lado de fora. Questionei um marroquino sobre isso, ele me respondeu que para eles “A Mesquita é um lugar sagrado e deve ser respeitado, se permitirmos turistas dentro dela, vão atrapalhar nossas orações”. Fiquei surpreso com a resposta e percebi que temos muito que aprender com eles quanto à respeito a nossa religião. Seguimos andando pelas ruas da cidade e a cada esquina uma surpresa, Marrakesh é impressionante, as portas das casas, as ruas, as placas, tudo chamava atenção.

Após o meio dia eu e o Daniel fomos então resgatar a mochila perdida no aeroporto. Mais uma aventura haha, decidimos ir de transporte público por ser mais barato, o problema é que quando chegamos no ponto de ônibus tudo estava em árabe e em francês 😀 inclusive as escritas nos ônibus, pensei comigo lascou :/ Até que encontramos um guarda que falava um pouco de inglês e nos orientou qual ônibus pegar e lá fomos nós. Atravessamos a cidade, chegamos na parte nova onde se encontra o moderno aeroporto e resgatamos a mochila \o. Muita aventura e perrengues já nos primeiros dias no Marrocos, mas calma aí que nos próximos posts eu conto mais sobre esse país incrível, até mais!