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#Equador – Vulcão Quilotoa

Fala galera! Minha aventura pelo Equador continuou e após subir o Gigante ativo Cotopaxi, seguimos viagem até o povoado de Quilotoa para conhecer o vulcão que leva o mesmo nome da cidade. Pois bem, eu e a Rosa saímos da cidade de Latacunga rumo ao povoado, chegamos por volta das 17 horas da tarde, e fomos então em busca de um hostel. Caminhamos uns 500 metros e comecei a sentir o mal de altitude ou “soroche” como os andinos chamam. Na entrada do povoado encontramos um hotel super bacana e pagamos Us$20,00 por pessoa com janta e café da manhã inclusos (Hostería Alpaka). A altitude do povoado é de quase 4 mil metros acima do nível do mar, eu nunca tinha dormido em um local tão alto. Já dormi em cidades como Cusco (Peru), San Pedro de Atacama (Chile), Tilcara (Argentina) que não passavam de 3.000 metros, e infelizmente senti a altitude. Tomei um banho, e comecei a passar muito mal, com dor de estômago, ânsia e acabei vomitando. Ainda tenho minhas dúvidas se foi a altitude ou o almoço que me fez mal, mas enfim, foi uma parte desagradável da viagem, que por sorte passou rápido, pois no outro dia eu estava bem! Outro fato curioso é que nos quartos do hotel, haviam fogões a lenha devido ao frio intenso que faz à noite.

Bom, no dia seguinte acordamos, tomamos café e fizemos alguns amigos da Argentina e Estados Unidos. Deixamos nossas mochilas no hotel e seguimos até a cratera do vulcão que ficava a menos de 500 metros do nosso hotel. O dia estava lindo, sempre tenho muita sorte quando viajo, pode estar passando um furacão (Que foi o caso do México) que quando chego o tempo abre hahaha. No caminho encontramos uma lhama e uma alpaca dando bobeira, e claro que já fui fazer amizade haha.

Caminhamos mais alguns metros e fiquei encantado com o que vi. A circunferência da cratera é de aproximadamente 15 km, é imensa. E a beleza do lago que se formou nesse vulcão extinto é sem igual. No vídeo abaixo, digo que o vulcão está extinto a milhões de anos, eu menti hahah. Sua última erupção foi no ano de 1280, pouco antes do descobrimento do Brasil 😀 .

Fizemos algumas fotos e seguimos caminhando pela borda da cratera para tentar chegar até outro mirador.

Caminhar na altitude é um desafio, cansa muito, tivemos que fazer muitas paradas pelo cansaço.  O pior é que quase não haviam sombras em volta da cratera, somente perto do mirador de vidro havia uma pequena floresta de pinus onde nos abrigamos e paramos um pouco para reidratar e descansar.

Chegamos no mirador, e ali ficamos por uns 20 minutos apenas contemplando essa obra de arte da natureza.

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Mirador Quilotoa

A pior parte foi o caminho de volta, para chegarmos ao mirador foi fácil pois a maior parte era descida, o retorno nos exigiu muito esforço, mas a vista compensava.

Enfim, depois de aproximadamente 2 horas e meia chegamos ao povoado novamente e fomos almoçar. A maioria das pessoas que vai à Quilotoa, faz a volta completa na cratera, caminham os 15 quilômetros, nós infelizmente não tínhamos tempo pois tínhamos que voltar à cidade para tomar o ônibus e voltar a Latacunga, e dali tomar outro ônibus para chegar a cidade de Baños, e foi o que fizemos… Mas essa história fica para o próximo post…

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#Equador – Vulcão Cotopaxi

Meu objetivo no Equador era simples: Quebrar meu recorde de altitude e subir no mínimo em um dos diversos vulcões do país!! Tarefa fácil haha. Após conhecer a cidade de Quito, seguimos viagem até o vulcão Cotopaxi. Saímos bem cedo da casa do Jonathan e fomos até o terminal rodoviário. Uma coisa interessante do Equador, é que os ônibus saem a todo momento para quase todas as cidades do país, por ser um país pequeno a maioria da população opta pelo meio de transporte público que também é muito barato. Eles vendem passagens até encher o ônibus, e assim que cheio já começam a vender para o seguinte, muito prático e rápido viajar por lá. Chegamos no terminal rodoviário e em aproximadamente 10 minutos já estávamos na estrada.

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Rodovia Equador

As paisagens pelas estradas são de tirar o fôlego, haviam montanhas nevadas, vulcões, povoados em vales cercados por montanhas, realmente o Equador me surpreendia cada vez mais! Chegamos ao trevo de acesso ao Parque Nacional de Cotopaxi e caminhamos até um local onde haviam camionetes. Essas camionetes estão ai durante a manhã e levam até o vulcão. Conhecemos então o senhor Victor Olalla e contratamos seus servições como guia. Pagamos Us$ 25,00 por pessoa, no começo confesso que achei um pouco caro, mas depois descobri que valeu muito a pena, pegamos o melhor guia do parque!!! Deixo o contato do senhor Victor, ele além de subir ao Cotopaxi faz diversos outros passeios pelo Equador, fones +593 986694088 ou +593 991013734. #SuperRecomendo.

Pois bem, seguimos até a entrada do parque, compramos comida e água e nosso guia foi comprar nossas entradas. e começamos a se aproximar do gigante Cotopaxi. As paisagens da avenida dos vulcões são surreais, se o tempo estiver aberto é possível ver 10 vulcões aproximadamente. Infelizmente o tempo estava fechado quando chegamos e foi se abrindo no decorrer da subida. Abaixo alguns dos vulcões que podiam ser avistados da estrada, entre eles o Antisana e Rumiñawi:

Conforme íamos nos aproximamos do Cotopaxi, o tempo ia abrindo e a paisagem ia ficando sem igual:

Nosso guia nos levou até onde a camionete conseguiu subir, ou seja, economizamos muita energia e tempo.

Já sabemos que qualquer esforço em grandes altitudes é muito desgastante, por isso, deve-se ter precaução ao subir um vulcão.

Encontramos muitos outros aventureiros que estavam subindo o Cotopaxi, e sim, eu quebrei meu recorde de altitude!! Antes pertencia a Montanha Vinicunca no Peru. Agora cheguei aos 5.550 metros de altitude aproximadamente. A altura total do Cotopaxi é de 5897 metros, porém, para chegar até o topo, são necessários 2 dias, e equipamentos  e roupas especiais. Por incrível que pareça, quanto mais alto chegávamos o sol ficava mais forte e o calor era imenso, passamos muito protetor solar e mesmo assim queimava. Outra curiosidade, é que sem óculos escuros é impossível enxergar, devido ao excesso de claridade. Por isso, chegar ao topo requer um preparo físico e equipamento especial. Nosso guia nos deu um tempo determinado também, por isso eu e a Rosa não subimos mais, porque apesar de exaustos queríamos chegar o mais alto possível!!

O tempo abriu e as fotos ficaram lindas, fizemos boneco de neve e até brincamos de guerra de neve, e é claro que obviamente eu ganhei hahaha.

Confesso que subir esse vulcão ativo foi uma das experiências mais lindas e inesquecíveis da minha vida, me apaixonei pelo lugar!! ♥ Após algumas horas no vulcão, voltamos até o nosso guia que nos levou até o trevo de entrada do parque novamente, onde encerrou o seu serviço. Tomamos ali um ônibus até a cidade de Latacunga, e dali tomamos outro até a cidade de Quilotoa, mas a continuação dessa aventura contarei no próximo post. Até lá…

#Equador #Quito


Dia 31/12/17 foi dia de pisar no meu país número 11, foi dia de pisar no Equador!!! Após passar alguns dias em Lima e explorar As ilhas Ballestas e Huacachina no Peru, embarquei rumo a cidade de Guayaquil no Equador. No aeroporto me encontrei com a Rosa, pessoa incrível que havia conhecido na Montanha Vinicunca no Peru, ela foi minha companheira de aventuras durante minha estadia pelo seu país. Pegamos um voo rumo a Quito, capital do Equador. Chegamos na cidade por volta das 16 horas, e fomos ao centro da cidade para conhecer um pouco. Estava garoando, mas isso não nos desanimou, com o mochilão nas costas caminhamos pelas ruas da capital.

A cultura para o ano novo no Equador tem algumas particularidades, nas ruas algumas crianças estavam fantasiadas como se fosse Halloween, e homens de todas as idades se vestem de mulher (chamadas viúvas) e saem pedir dinheiro. Uma brincadeira saudável, muitos deles chegaram até mim e pediam” Dame una ayuda para mi marido que se murió” em um momento me vi cercado,  e o que fiz, foi sair de fininho hahah. Outra coisa muito interessante que vi, são bonecos feitos de pano e papelão que eles chamam de “año viejo” ou ano velho. A meia noite botam fogo nesses bonecos, isso faz parte da cultura em todo o país, infelizmente não tirei foto dos bonecos, mas peguei uma na internet. Interessante, que há bonecos de todos os tamanhos e temas.

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Año Viejo

Foi a segunda vez que passei a virada de ano fora do Brasil, e viver esse dia em outra cultura é mágico! Bom, vamos lá! No dia primeiro, continuamos a explorar a cidade, fizemos todo o trajeto com transporte público e economizamos muito. Chegamos à primeira parada “Mitad del Mundo”, local emblemático que simboliza a divisão dos hemisférios sul e norte do planeta.

Ainda chovia um pouco, porém nada estragou o dia! Nesse local, há museus, e muitas outras atrações, pagamos Us$ 6 dólares por pessoa.

Na linha do Equador, há um monumento onde em seu interior existem vários experimentos que podem ser feitos, que são muito interessantes. Por exemplo, você sabia que no centro da terra seu peso diminui? Fica a dica pra quem quer perder peso, vai pra “Mitad del mundo” haha. Esse fenômeno é devido a pressão atmosférica no centro do globo ser menor.

Também há outro experimento famoso, que se você colocar um ovo em pé encima da linha, ele não cai! Não fiz esse, mas existem vários vídeos no youtube. No vídeo abaixo, podemos ver também como a água desce pelo ralo de forma diferente em cada hemisfério:

Muito interessante!!! Dentro desse monumento, carimbei meu passaporte com o carimbo da Mitad del Mundo também, e o melhor é que é gratuito! Após o passeio fomos almoçar e seguimos para outro ponto turístico da cidade, o Tempo del Sol. Esse templo foi construído por um senhor, que é pintor e escultor e muito famoso no Equador e em toda América Latina. Ele fez e forma de um castelo, e suas obras estão expostas dentro desse complexo.

Um lugar que vale a visita! Pagamos Us$ 4 pela entrada e ainda participamos de uma cerimonia de meditação dentro do templo, super bacana!

Ao fim da tarde, retornamos a casa do amigo Jonathan onde passamos a segunda noite seguida. #GraciasAmigo. No dia seguinte, saímos muito cedo rumo a avenida de vulcões!!

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Jonathan e Rosa