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La Expedición 03/01/2016 Dia de Bolívia

O terceiro dia do ano foi dia de explorar a Reserva Eduardo Avaroa na Bolívia. Saímos em direção a fronteira que fica cerca de 40 km de San Pedro de Atacama. E já de cara estávamos aos pés de dois vulcões. O Juriques e o Licancabur ambos com quase 6000 metros de altitude.

O Licancabur é considerado o Deus do deserto. Imponente, pode ser avistado de qualquer lugar do Atacama num raio de quilômetros.

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Vulcão Licancabur

Mais alguns km rodados e chegamos ao Paso Hito Cajón na Bolívia.

Logo após a entrada na Bolívia, está a localizada a entrada da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, onde estão localizadas a Laguna Verde, Laguna Salada, Lagunas Colorada, Arbors de Piedra e o Famoso Salar de Uyuni (maior deserto de sal do mundo). As Paisagens parecem de outro planeta:

O valor da entrada na reserva pode ser pago em Pesos Chilenos, Dólares ou Bolivianos. O valor em bolivianos fica por $ 150,00 algo em torno de R$ 110,00 por pessoa, vale a pena se você tem espírito aventureiro e quer passar alguns dias dentro da reserva, afinal atrativos naturais é o que não falta por lá.

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Laguna Verde – Bolívia

Retornando a Argentina, tivemos um “probleminha” técnico e acabamos perdendo dois pneus. Isso mesmo DOIS. Mas graças ao bom Deus, nessas horas pudemos ver que ainda há pessoas boas no mundo, e foram inúmeros os carros que pararam para oferecer ajuda, muitos brasileiros, argentinos e chilenos. Queremos aqui agradecer a cada um deles, que de alguma forma nos ajudaram. Um agradecimento especial ao um grande amigo, Alberto, um caminhoneiro peruano que me deu carona até San Pedro, compartilhou suas experiências de mais de 50 anos de estrada, e ao brasiliense Martín e sua esposa, que nos ajudaram a correr atras de uma “gomería” em San Pedro. Também quero citar os amigo chilenos: Mai, José e Jorge, e os gaúchos Silvio e Leandra #DeusAbençoeVocês #Dioslesbendiga .

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Amigos Silvio e Leandra

Graças a esse “perrengue” pudemos fazer várias amizades. Quero citar uma em especial aqui, a boliviana Alejandra Mancilla, que enquanto estávamos aguardando o rapaz arrumar os pneus, foi ao mercado sem eu pedir, comprou água e comida para nós. Quando eu estava saindo da borracharia, veio até o carro e me entregou. Confesso que fiquei muito feliz, por esse simples gesto. Que Deus sempre possa abençoar ela e sua família, “Dios le bendiga Aleja”. E mais uma vez, a todos que nos ajudaram: MUITO OBRIGADO de coração.

Enfim, depois do susto, chegamos à Paso de Jama, fizemos todos os trâmites e estávamos de volta à Argentina. Seguimos viagem até a cidade de Jujuy onde nos hospedamos no hotel Las Lomas à beira da rodovia. o Hotel é muito bom.

No outro dia, seguimos até Resistência onde nos hospedamos no Hotel Covadonga. Um luxo de hotel. E enfim no dia seguinte seguimos viagem até Bernardo de Irigoyen fronteira com Brasil, e pudemos respirar os bons ares brasileiros novamente. Uma aventura sem igual.

No próximo post falarei dos custos de nossa viagem.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 01/01/2016 Entrando no Chile

Depois de passarmos a virada de ano em Tilcara na região andina da Argentina, era hora de seguir viagem até o destino final de nossa viagem. A cidade de San Pedro de Atacama no Chile!

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San Pedro de Atacama

Acordamos cedo, tomamos café e pé na estrada. No dia anterior havíamos adiantado os passeios da Cuesta del Lipán e Salinas Grandes, o que nos fez ganhar tempo e chegar mais cedo à Paso de Jama (fronteira entre Argentina e Chile). Pelo caminho as paisagens só iam aumentando e ficávamos deslumbrados com a beleza da natureza daquele lugar. O último povoado antes da fronteira é Susques, é muito pequeno, mas conta com alguns hotéis e restaurantes à beira da rodovia. Nossa dica é que abasteça o veículo em San Salvador de Jujuy ou Tilcara, pois o posto mais próximo é em Paso de Jama e ainda arrisca a não ter combustível. Depois de Paso de Jama somente em San Pedro há civilização.

Chegamos aproximadamente as 10 horas da manhã na fronteira, e fomos fazer a papelada de migração. Demos saída da Argentina, entrada no Chile. Tudo certo. Para a entrada no Chile existem 5 trâmites diferentes: Entrada de pessoa, entrada do carro, registro do condutor do carro, declaração de bagagem e por fim a revista do veículo.

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Controle Migratório Argentina-Chile

Na hora de fazer a declaração, a moça da aduana nos deu uma folha para preencher e falou: Marquem tudo como não! Nós inocentes, sem ler marcamos como ela havia nos orientado. Grande erro! Na folha havia um campo, explicando que se houvessem frutas, ou produtos derivados de animais no carro, os mesmos deveriam ser declarados. Na hora da revista, a mesma fiscal foi revistar o carro e encontrou uma maçã, e por essa maçã começou o escândalo! Ela perguntou “Ques es eso?” Eu respondi: “una manzana”, Ela: “Porque no hicieran la declaración, como yo habia pedido?” Eu falei: Usted no dijó nada acerca de eso. A fiscal começou a gritar como se fossemos cachorros, dizendo: “En mi pais hay reglas, en Brasil pueden hacer o que quieran, pero aca en Chile Nooo, En chile eso en grave, una manzana no es una broma, y voy cobrar 200 dolares de multa”. Eu ainda pedi por favor, vamos encontrar uma solução. Ela: “Não!!” Confesso que fiquei nervoso e comecei a tremer, ainda o Douglas falou, deixe-me falar com ela, e eu disse: Não adianta, vamos ter que pagar a tal multa. A fiscal, provavelmente estava esperando que falássemos algo, como não dissemos nada, ela nos olhou e disse: “Pueden seguir” e eu: Mas e a multa? Ela: “No voy hacer”. Me senti aliviado e disse para o Douglas, vamos sair daqui rápido, antes que ela mude de ideia. No dia seguinte, encontramos um casal de brasileiros no “Pueblo Machuca” e comentamos a situação com eles, e eles nos contaram que infelizmente também haviam sido mal tratados na migração em Santiago.

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Paradise

A primeira impressão que tive do Chile, foi a pior possível. Claro que regras são regras e devem ser respeitadas em qualquer lugar do mundo. Entramos naquele país, teríamos que seguir as regras daquele país! Mas nosso erro, foi confiar na fiscal, não ler o documento, e assim não declarar a tal maçã que estava no carro. Ela deveria nos ter orientado, mas enfim, um país tão lindo, nos proporcionou um momento tão desagradável por ter uma pessoa despreparada no controle de fronteira.

Fica a dica: Não leve frutas, derivados de leite, frios em geral e objetos pontiagudos para o Chile, e caso seja muito necessário, faça a declaração dos mesmos, pergunte ao fiscal. Não espere explicações, para não passar pelo que passamos.

Nós ainda nervosos, pelo ocorrido, respiramos fundo e viagem que segue. Há aproximadamente quatro km da aduana, está a fronteira, e agora sim, estávamos oficialmente em “Tierras Chilenas”. Já na fronteira, encontramos um casal chileno que estavam indo para região de Tilcara, onde nós estávamos anteriormente, Cristina e Nan nos emprestaram a bandeira do Chile, fizemos algumas fotos, inclusive com eles, o que amenizou a situação anterior e então tocamos viagem.

A cada km rodado, uma surpresa! Uma paisagem mais linda que a outra, lagoas com águas quentes e salgadas em meio ao deserto! Montanhas e mais montanhas de areia, vulcões com picos ainda com um pouco de neve, desertos de sal. Um paraíso aos olhos de quem vê.

Fomos fazendo várias paradas no caminho, porque queríamos registrar cada m² daquele lugar. Quando nos aproximamos do ponto mais alto da viagem, nos pés do Vulcão Licancabur a 40 km de San Pedro, a Pri passou mal, devido à altitude e tivemos que parar o carro, para que ela se recupera-se. Alguns minutos depois, a Pri já recuperada, pudemos ver a baixada que nos levaria a San Pedro do Atacama, um salar enorme em meio a várias montanhas.

Enfim chegamos! Eram 15 horas, e fomos ao Hostal Sumaj Jallpa, no qual tínhamos reserva. O hotel é muito aconchegante, e a estrutura é de boa qualidade. Ficamos hospedados por duas noites.

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Hostal Sumaj Jallpa

Depois de fazer o check-in, fomos em busca das casas de câmbio da cidade. Trocamos os valores necessários para os passeios e alimentação e voltamos ao hotel. No hotel decidimos fazer o passeio do Valle de la Luna e Valle de la Muerte já naquele dia, para ganharmos tempo, e então fomos.

Nossa dica é: Para que vai de carro a San Pedro de Atacama, não contrate agências, além de ter que pagar preços exorbitantes pelos serviços, não terá a liberdade de fazer os passeios a hora que quer e parar em qualquer lugar, ou seja, você economiza dinheiro e ainda tem liberdade! Todos os passeios e lugares são bem sinalizados e você poderá muito bem se virar sozinho por lá. Mesmo as estradas de rípio, estão em boas condições, fomos com carro baixo e não tivemos problemas! Outra dica, além do GPS adquira também um mapa de San Pedro e das redondezas, nós utilizamos e nos ajudou muito.

Chegamos ao Valle de la Luna as 17 horas, compramos as entradas na bilheteria pagamos $ 3000,00 pesos chilenos por pessoa o que dá aproximadamente R$ 17,00, e fomos conhecer um dos principais passeios de San Pedro. Sério, não tem como explicar aquele lugar. Você realmente se sente em outro planeta, as formas arenosas cobertas por sal e areia, deixam o ambiente sombrio e ao mesmo tempo encantador, o lugar é único.

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Entrada Valle de la Luna

O maior desafio desse passeio, é enfrentar o calor. O termômetro marcava 23 º, tá mas peraí? 23 º é calor? Sim!!! E muito calor, devido aos céus de San Pedro quase nunca terem nuvens o sol bate sempre em cheio, e o ar seco aumentar muito a sensação térmica do lugar. A primeira parada é na entrada de “cuevas”, são cavernas que cortam o Valle de la luna, claro que fomos, apesar do passeio ser meio claustrofóbico, pelo menos havia sombra 🙂 .

Após alguns minutos angustiantes, saímos das cavernas e fomos em direção ao Anfiteatro do Valle de la Luna.

Conhecemos também as três Marías:

E enfim, voltamos a duna maior para ter uma das vistas mais lindas que já tive em minha vida. A subida requer um pouco de esforço, mas é recompensada:

Após terminarmos o passeio, seguimos até o Valle de la Muerte, e mais paisagens surreais podem ser contempladas de lá. A entrada no Valle de la Muerte também é 3000,00 pesos chilenos, mas se tiver feito o passeio do valle de la luna no mesmo dia (o que foi o nosso caso), não precisa pagar duas vezes, somente apresentar o comprovante que realizou o outro passeio anteriormente.

A dica desses passeios, é que passe muito protetor solar, de preferência use chapéu ou boné e óculos, devido ao forte vento, seus olhos podem encher facilmente de areia.

Após esse passeio ainda é possível realizar o do Pukará de Quitor, que fica a apenas 3 km da cidade, e o custo é $3000,00 pesos chilenos (R$ 17,00):

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Pukara de Quitor

Retornamos cedo para o hotel, porque na manhã seguinte, acordaríamos as 4h30m da manhã para irmos rumo aos Geysers el Tatio.

La Expedición 29/12/2015 Entrando na Argentina

Ainda no dia 28/12 após realizar os passeios das Cataratas do Iguaçu e do Parque das Aves, fomos até Puerto Iguazu em busca de câmbio para dar sequencia na viagem agora em solo Argentino. Infelizmente perdemos quase 3 horas entre entradas e saídas e a busca do melhor câmbio. O câmbio lá na Argentina estava 0,35 centavos, ou 1 real para cada 3 pesos. Desistimos de trocar lá e voltamos ao Brasil. Chegamos em uma lanchonete próxima a fronteira e fizemos o câmbio ali mesmo. Estava 0,25 centavos, ou seja a cada 4 pesos 1 real. Apesar de termos ficado um pouco apreensivos quando vimos muitos homens na frente da lanchonete, correu tudo bem,e saímos tranquilamente de lá.

Devido aos atrasos na fronteira, não pudemos fazer dois passeios que estavam em nosso cronograma, o Templo Budista e o da represa Itaipu. Para mais informações de valores acesse: https://www.itaipu.gov.br/. Quanto ao templo Budista a entrada é gratuita.

Voltamos ao Hotel eram aproximadamente 6 horas da tarde, então fomos comer e no caminho fomos visitar a Mesquita Muçulmana de Foz. Estavam fazendo as orações, devido a isso não pudemos entrar na Mesquita, mas já sentimos a energia do lado de fora. Todos com vestimentas árabes fazendo suas preces e respeitando sua religião.

Depois da visita, seguimos para o hotel e fomos dormir, pois no dia seguinte o trecho seria longo.

Chega então o dia 29/12, saímos cedinho do hotel rumo a fronteira de Puerto Iguazu. A dica é essa, sempre para passar uma fronteira esteja cedo. Lembra das 3 horas perdidas no dia anterior? Se tornaram 20 minutos. Isso mesmo em 20 minutos já havíamos feito a imigração e estávamos na rota 12 rumo a Resistência capita da Província del Chaco.

Atravessamos a província de Misiones na Argentina a qual eu já conhecia de uma outra viagem, e tivemos 2 paradas policiais, acreditem ou não as únicas da viagem toda! Chegando na cidade de Posadas, atrasamos o relógio em uma hora, para irmos nos habituando ao novo fuso horário e paramos para fazer algumas fotos.

A cidade de Posadas faz Fronteira com Encarnación no Paraguai, já havíamos passado essa ponte quando fomos conhecer as Ruínas Guaranis.

Após algumas fotos fomos em busca do tão famoso “asado” argentino, muitos dizem que é o melhor churrasco do mundo. Infelizmente tenho que descordar, realmente carne é maravilhosa, mais ainda prefiro a picanha brasileira. Comemos no “El Rancho” em frente ao monumento del índio.

Confesso que nesses 12 dias de viagem, senti muita falta do bom arroz e feijão brasileiros, coisa que lá fora NÃO existe!! Bom, seguimos viagem então até nossa primeira parada oficial na Argentina, a capital del  Chaco Resistência. Ainda passamos pela província de Corrientes e conhecemos a sua capital.

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Ponte de Fronteira das províncias Del Chaco e Corrientes

Estávamos um pouco apreensivos, devido as fortes chuvas na região que causaram várias inundações, mas graças a Deus correu tudo bem. Chegamos em Resistência cedo, por volta das 17 horas, fomos ao hotel e fizemos o check-in. Nosso hotel foi o Casa Mia, também com ótimo custo benefício no centro da cidade.

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Casa Mia Hotel

Após tomarmos um banho gelado, por que a temperatura por lá beirava os 40 º graus , fomos caminhar pela cidade e comprar algumas “coisinhas”.

Uma das coisas que mais se estranha na Argentina, é o trânsito. É raríssimo ver alguém de moto com capacete, e as vezes é possível ver até 4 pessoas em uma única moto. “Coisa de loco”.

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Retornamos ao Hotel já eram quase 22 horas, fomos dormir cedo porque no dia seguinte teríamos um dos dias mais cansativos da viagem!

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 27/12/2015

Se aproximávamos do tão esperado dia 28/12 no qual iriamos partir rumo a maior aventura de nossas vidas!!! Tudo pronto, malas prontas, quando recebo uma ligação do Douglas me convidando para sairmos um dia antes, já no dia 27/12. É claro que eu topei na hora! Afinal já estava super ansioso e contando as horas pra que chega-se logo o  dia 28.

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Malas Prontas

Eram 16 horas em ponto quando todos fizemos uma breve oração para pedir proteção durante a viagem, afinal não é todo dia que se tem uma rota de aproximadamente 5400 km, e seguir até o primeiro destino: Foz do Iguaçu!

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La Expedición

Resolvemos ir por dentro da Argentina e assim cortar 80 km e fugir dos pedágios da BR 277 no Paraná. Apesar de serem só dois, os valores são respectivamente de R$ 9,80 e R$ 14,90 (R$ 25,00 em dois pedágios só aqui no Brasil mesmo, mas o valor dos pedágios na Argentina comento em outro post). Chegamos na Fronteira de Bernardo de Irigoyen às 20h30m, fizemos toda a papelada de imigração e saímos rumo à Puerto Iguazu. Não “peraí”. Ainda não tínhamos saído sabe porque? A Cidade é pequena e o GPS deu uma “loquiada” legal e não encontrava a rota de acesso para Puerto Iguazu.

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Fronteira de Bernardo de Irigoyen

Para nossa sorte, encontramos um carro da polícia e fizemos sinal. Fui correndo até eles e pedi como chegar até a rota 101. Estavam em quatro no carro, todos sorriram e falaram “Puede seguir nosostros”. UFAA!! Nos deixaram na rota 101, e então seguimos até Puerto Iguazu.

Pegamos muita chuva na estrada, e por volta das 23 horas chegamos em Foz do iguaçu. Fomos ao Itaipu Hotel onde ficaríamos por duas noites e no dia seguinte a programação estava super cheia, mas os detalhes ficam pro próximo post.

By: Izac Chapiewski

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#Aventureiros #Bolívia #PuertoQuijaro

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Fronteira em Puerto Quijaro

A experiência de ultrapassar uma nova fronteira sempre é incrível! Em nossa última aventura tivemos esse gostinho! Após dias inesquecíveis em Bonito – MS seguimos viagem até Corumbá na fronteira com a Bolívia. Chegamos ao meio dia e fomos almoçar. Após o almoço fomos para Puerto Quijaro. A cidade lembra muito Ciudad del Este no Paraguai, com muitas lojas de tudo o que se poder imaginar e um trânsito quase caótico. Na fronteira nem fomos parados.

Fizemos algumas compras nas lojinhas locais, e encontramos algumas personagens bolivianas super legais as senhoras Josefina e Marta:

O calor insuportável nos fez querer deixar a cidade mais cedo! Voltamos até a aduana onde eu queria o carimbo boliviano em meu passaporte. Dia triste! Não consegui, conversei com o fiscal aduaneiro boliviano e expliquei que eu não iria entrar adentro do país, que eu tinha apenas ido até Puerto Suarez e que se era possível ele carimbar meu passaporte para eu ter de recordação o carimbo boliviano. O “camarada” me olhou dos pés a cabeça e disse: NÃO! Até insisti mas não teve conversa. Fazer o que, não se pode ganhar todas. Confesso que fiquei com raiva do rapaz, mas depois até pensei comigo, ele deve receber orientações de seus superiores e apenas as esta cumprindo.

Tenho planos de futuramente voltar a Bolívia, ainda não consegui meu carimbo, mas VOU!!!

By: Izac Chapiewski

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#‎Aventureiros‬ ‪#‎DestinoParaguai‬ ‪#‎Relatodaviagem‬

O Paraguai é conhecido como paraíso das compras para muitos brasileiros, inclusive eu já trabalhei como “sacoleiro” buscando mercadoria em Ciudad del Este fronteira com o Brasil.

Mas como o foco do blog não é esse, nosso foco não é esse, fomos ao Paraguai em busca de aventura!!! E encontramos!!!

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Rota Misiones

Entramos no país pela cidade de Encarnación fronteira com a Argentina. Na aduana fizemos todos os procedimentos necessários, vistos, cadastros, etc…

Trocamos pesos argentinos por guaranis com um cambista ali mesmo, após sair da centro de migração. Seguimos viagem até as cidades de Trinidad e Jesús de Tavarangue na província de Itapuá, onde nosso objetivo era conhecer as ruínas jesuítas de ambas cidades.

A primeira parada foi na cidade de Trinidad. Logo na entrada da cidade uma placa indicando que ali existiu uma missão jesuíta. O problema é que só havia aquela placa e mais nenhuma. Nossa sorte é que a cidade é muito pequena, rodamos muito, demos voltas pelas ruínas e não achávamos a entrada. Até que resolvi perguntar para uma jovem onde era a entrada, e ela falando “guarañol” nos explicou. Mesmo com a explicação, ainda demoramos um pouco para encontrar a bilheteria, mas após 20 minutos, enfim encontramos. A entrada para as ruínas nos custou 25.000,00 guaranis algo em torno de R$ 13,00, e nos possibilitou conhecer ambas pelo mesmo preço.

As ruínas nos encantaram pela grandiosidade e beleza. Pudemos observar a riqueza dos detalhes nos desenhos esculpidos pelos índios nas paredes e tetos e que estão conservados até hoje, mais de três séculos depois. Tivemos a companhia de uma guia fabulosa, um moça chamada Romina, que nos encantou pela simpatia e conhecimento sobre ruínas, tirou todas as nossas dúvidas. A simpatia era tanta que arrisquei, e pedi para ela falar algo em guarani, o triste é que não entendi nada.

Veja o recado em guarani:

Entrando em uma das salas da antiga igreja, pudemos observar as ferramentas usadas na época e uma ossada de um índio exposta em acrílico. As paredes segundo nossa guia chegavam a 17 metros de altura, e tinham 5 metros de expusera. Uma das partes mais legais do passeio, foi poder entrar dentro da cripta onde os corpos dos mortos eram dissecados e preparados para as cerimônias fúnebres.

Assista o vídeo:

Após aproximadamente 30 minutos de passeio, nos despedimos de nossa guia e seguimos viagem até a cidade de Jesus de Tavarangue à 12 km de Trinidad para conhecer o que foi a ultima igreja a ser construída no tempo das missões. Segundo nossa guia não chegou a ser terminada, pois os jesuítas foram expulsos das terras paraguaias antes da conclusão da obra. A arquitetura é inspirada em palácios árabes, o que pode ser notado nos desenhos das janelas e portas. Não ficamos mais que 5 minutos nas ruínas, já que nosso cronograma de viagem estava apertado e pretendíamos chegar em casa naquele mesmo dia.

Após conhecer as ruínas seguimos viagem até Ciudad del Este, onde almoçamos e infelizmente ou felizmente não pudemos comprar muito, digo felizmente pois em dias que todo o comércio está aberto por lá, é impossível transitar e a cidade se torna perigosa. Como era domingo e chegamos à cidade já eram 12h 20m a grande maioria das lojas estavam fechadas. Mesmo assim pudemos comprar algumas “coisinhas”.

Resumindo, tivemos uma viagem tranquila, por estradas em ótimo estado (melhores que muitos trechos que pegamos aqui no Brasil ‪#‎ObrigadoPT‬), e vivemos experiências incríveis, conhecendo pessoas e lugares espetaculares!!!

‪#‎ParaguaiDeixouSaudade‬ #DestinoParaguai

By: Izac Chapiewski

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