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Expedição Amazônia – Dia 3

Ao todo foram 8 dias de viagem pela Amazônia, Roraima, Guiana e Venezuela, resumi tudo isso em 3 posts Post 1Post 2 e esse que escrevo agora. Adianto que não terão posts exclusivos da Guiana e Venezuela, pois fui somente até as fronteiras. Na Guiana passei a noite na cidade de Lethem, e na Venezuela fiz um bate e volta até a cidade de Santa Elena de Uairén, decidi não passar a noite até pela situação que o país enfrenta. Mas vamos ao que interessa os meus dias seguintes na Amazônia.

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Porto de Manaus

Acordei cedinho para fazer o 1 day Tour. Esse Tour é perfeito para quem está de passagem e não possui muito tempo para explorar a região, mas adianto que em 4 ou 5 dias você consegue fazer tudo tranquilamente sem correria. Dos passeios que a agência oferecia, só não fiz o Tour das cachoeiras de Presidente Figueiredo, porém, meu amigo Thiago de Brasília fez esse Tour e me disse que vale muito a pena. Mas vamos lá… Saímos da agência em direção ao porto de Manaus e de lá seguimos para um dia cheio de aventura.

A primeira parada foi para conhecermos o “Encontro das águas” que é o encontro do Rio Negro com o Rio Amazonas, as águas não se misturam por diversos fatores, temperatura da água, densidade e velocidade, os dois rios correm lado a lado, mas confesso que é possível ver melhor esse fenômeno do avião quando esta chegando em Manaus do que de barco, pois o barco é muito baixo :D.

Seguimos de barco até uma vila flutuante para ver de perto o “Pirarucu” um dos maiores peixes da Amazônia, na fase adulta eles podem atingir 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos :o. Como anteriormente eu citei, é muito comum os nativos da região construírem suas casas em cima de troncos para que flutuem durante os períodos de cheia.

Outro fato super interessante sobre o Pirarucu, é que ele é um dos poucos peixes que conseguem respirar fora d’água. Realmente é um ser pré-histórico que sobreviveu até os dias de hoje. Pois bem, após breve explicação fomos ver os bichos de perto.

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Pirarucu

Chegamos no criadouro e olha que bacana:

Tive a oportunidade até de tentar pescar um, e sinceramente se tu não segurar firme o bicho te puxa pra água. Incrível a força desse animal, confira:

Após essa experiência super legal, fizemos uma parada para conhecer as vitórias-régia que também são símbolos da Amazônia e paramos para o almoço.

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Vitória-régia

Interessante que essa planta aguenta até 70 kg sem afundar.

O legal que não importa para onde você vá, sempre vai encontrar um macaquinho pelo caminho:

E o almoço? Realmente uma delícia e com direito a restaurante flutuante de frente pra selva 😀 .

Após o almoço, seguimos por mais uma hora até chegarmos ao local de interação com os botos. E cara, que coisa sensacional, eu já havia feito interação com os golfinhos em Cancún no México, porém era em cativeiro, e ter esse contato com esses animais livres na natureza é realmente mágico.

Confira o vídeo:

São cerca de 10-15 minutos de interação, onde você fica flutuando num rio que tem 50 metros de profundidade e está cheio de botos, muitos mesmo, você sente eles todo tempo passando e esbarrando em você, com certeza algo muito legal. Vale ressaltar que esse passeio não é realizado todos os dias devido a preservação dos botos. Dali seguimos para visitar a tribo indígena Tuyuka. Eu, a Renata e o Matheus (Meus amigos Cariocas) estávamos muito ansiosos para ter esse contato com os índios. Esses dois entram para aquela lista de pessoas maravilhosas que conheço em minhas viagens :D.

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Renata e Matheus

Chegamos lá, subimos alguns degraus e lá estavam os índios nos esperando com uma recepção super calorosa.

Até nos tiraram pra dançar:

É muito interessante, que apesar de ter mais contato com o mundo a tribo mantém seus costumes, de vestimentas, mulheres com seios à mostra, pinturas corporais e muito mais. Pudemos ainda, ver suas casas e provar um pouco da comida deles, no caso eu provei a formiga saúva que é muito apreciada não só pelos índios como por todos os moradores da Amazônia.

Provando a formiga saúva:

Após um ritual de boa vindas, conhecer um pouco dos costumes e seu estilo de vida, tivemos um bom tempo para tirar fotos.

Nos dias seguintes viajei para Roraima, Guiana e Venezuela. Alguns vídeos dessa viagem:

Retornei à Manaus depois de alguns dias e para me despedir dessa terra maravilhosa fui a Praia de Ponta Negra para ver um pôr do sol magnífico.

Foram dias memoráveis nessa região do Brasil, que ainda é pouco explorada, porém na minha opinião, uma das mais lindas do nosso país. Vivi muitas coisas e a Amazônia ficará para sempre em minha memória e no meu coração ♥ #ObrigadoAmazonas

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Expedição Amazônia – Dia 2

Após um primeiro dia cheio de aventura, o meu segundo dia na selva Amazônica reservava muitas surpresas!!

O plano era acordar as 5 horas da manhã e ver o nascer do sol no rio, porém estava chovendo muito e o cronograma teve essa alteração. Eu estava dormindo na cabana coberta de palha e pensando como não molha aqui dentro hein? Haha menos mal. Após o amanhecer o tempo ficou bom e peguei uma lancha e fomos até a casa do senhor Almir, morador ribeirinho que vive na região praticamente a vida toda e seria meu guia para uma expedição de sobrevivência na floresta. Agora a coisa ficou séria hahaha.

Nesse post serão mais vídeos do que fotos até porque os vídeos são explicativos em sua maioria. A caminhada dentro da floresta fechada durou cerca de 3 horas, e confesso que se algo acontecesse com o guia eu estaria morto!! Estávamos somente os dois e eu estava totalmente desorientado, a selva confunde muito seu senso de localização, até por isso é muito comum pessoas se perderem e em alguns casos nunca mais serem encontradas na selva amazônica!

Durante a trilha pela floresta, o guia nos mostra várias plantas medicinais, como fazer abrigos temporários, mostra quais árvores são inflamáveis para que possa fazer um fogueira, árvores frutíferas, árvores que são usadas nas fragrâncias de perfumes famosos, ensina também a seguir trilha de animais para caça, ou seja, realmente é um Tour de sobrevivência. Eu mesmo amei a experiência, porque como falei anteriormente sou fã dos programas de sobrevivência do Discovery Channel e eu estava ali sentindo na pele, mesmo que não fosse na mesma intensidade dos participantes reais desses programas 😀 .

Árvore Chichuá para fazer fogo na floresta:

Árvore de Açaí:

Aprendi muito sobre alguns insetos da Amazônia, inclusive alguns comestíveis, que muitos nativos da região apreciam. Abaixo as formigas Tapiba, que NÃO são comestíveis, porém causam uma sensação estranha ao passar pelo pele, incrível mesmo é que elas não mordem :D.

A casa das cigarras:

Com toda certeza, uma das partes mais esperadas dessa trilha era encontrar a larva da castanha e prová-la kkkk, eu estava meio desanimado porque abrimos muitas castanhas e não estávamos encontrando o bichinho, mas insistimos até encontrar. Olha, já comi muitas coisas estranhas nas minhas viagens, mas essa acho que ganhou o prêmio de mais estranha até aqui kkkk Pessoal que tem “nojinho”, não assista o vídeo abaixo 😀 :

Por incrível que pareça, o gosto da larva não é ruim. Quando você morde, ela explode na boca kkk e o gosto é de cocô ou doce de leite, Acrediteeemmm!!! hahaha 🙂 Pois bem, retornamos à Pousada e já estava próximo da hora do almoço. Eu estava com muita vontade de comer piranha e fui pescar o meu almoço.

Interessante mesmo, é que pescávamos piranhas na mesma parte do rio onde nadávamos kkkk. As piranhas só atacam se houver sangue na água! E sério, nunca uma pescaria foi tão fácil, eu peguei diversas piranhas, era jogar o anzol e puxar, muito fácil mesmo.

Após o almoço tomei um banho e começamos a aventura do retorno pra Manaus, mais uma lancha, uma Kombi e outro barco kkkk O retorno foi muito divertido, havia uma família de chineses, alguns franceses e o casal de Brasília Flávio e Lu, viemos dando boas risadas em cada derrapada que a Kombi dava nas estradas de barro.

Menos mal que todos chegamos com vida em Manaus, enfim havia sinal no telefone e pude avisar mamãe que estava bem kkkkk. E para o próximo dia?? Mais aventura que contarei no próximo post.

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Expedição Amazônia – Dia 1

“Amazônia” um destino pra quem gosta de aventura, de viver ao extremo, pra quem quer ter um contato único com a natureza isolado na maior floresta do mundo. Um destino imperdível que já estava em meus planos a muito tempo, quando via os programas do “Richard Rasmussen”, ou o “Largados e Pelados do Discovery Channel” imaginava estar nesse lugar indescritível, e ainda pouco explorado… Mas lá fui eu, me aventurar nas terras alagadas do maior estado brasileiro e aqui começo contar essa história para vocês;

A viagem originalmente seria feita em dezembro, mas adiantei a passagem por motivos pessoais e embarquei rumo à Manaus, cidade base de onde partem todos os Tours para explorar a selva. Fechei os passeios previamente com a Iguana Turismo e recomendo a agência. Pessoal muito bem capacitado e saiu tudo como o combinado.

Saí de Curitiba com 6º graus e cheguei à Manaus com 33º graus é mole? Mas além do calor da capital, senti também o calor do povo manauara que é muito receptivo! Fiquei hospedado no Local Hostel Manaus a uma quadra do Teatro Amazonas, um dos principais pontos turísticos da cidade e aproveitei o tempo para conhecer as redondezas e já provar a comida típica da região. Próximo ao Teatro existem dezenas de opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos, escolhi a Tacacaria Amazônia e comi o Tacacá de Pirarucu e suco de cupuaçu para acompanhar. Em geral a comida amazônica é uma delícia com diversas opções de peixes, mas fica a dica,não deixe de provar o Tacacá 😉 .ice_2018-06-05-15-56-37-454

No dia seguinte sai cedinho rumo à selva. Não sei se por sorte ou azar (depende do ponto de vista) no dia em que fechei o passeio, nenhum outro turista fechou, ou seja, ganhei um tour VIP pagando o preço normal hehe, claro que conheci bastante pessoas no hotel de selva, a maioria gringos porém os passeios foram feitos em sua maioria somente eu e um guia, somente no retorno que tive mais turistas me acompanhando. Mas borá lá… Para chegar ao hotel de selva, atravessei o rio Amazonas de barco, rodei mais 70 km de combe em meio as estradas de barro, e ainda peguei mais um lancha por volta de 40 minutos andando em meio aos igarapés e igapós que se formaram devido ao alto nível dos rios. Eu estava realmente isolado de tudo, sem sinal de telefone, sem sinal de WI-FI apenas curtindo o momento e tudo que a selva tinha para oferecer e não foi pouco 😀 .

Durante dois dias minha casa foi a Pousada Juma Lake, com direito a cabana exclusiva e restaurante flutuante. Na verdade a maioria das casas da região são flutuantes para que na época das cheias subam juntamente com o nível da água não afetando a vida da comunidade ribeirinha.

Nesse primeiro dia, já pude observar a vida selvagem na floresta com diversos macacos, aves e inclusive botos que passavam saltando em frente o restaurante da pousada. À tarde fomos então fazer um passeio de barco pelos igapós e observar mais da vida selvagem. Para quem não sabe existem duas temporadas na Amazônia, a de chuva e a de vazante. Eu fui na temporada de chuvas e os rios estavam quase atingindo sua altura máxima. Com a alta dos rios formam igarapés que são rios secundários que não existem na temporada de vazante, e os igapós são partes das florestas na maioria das vezes navegáveis, porém com uma enorme quantidade de árvores o que dificulta a passagem de barcos grandes. Confiram nos vídeos abaixo:

O ponto alto desse passeio foi encontrar um bicho-preguiça e poder chegar muito perto dele, o problema é que ele não gostou muito de invadirmos o espaço dele e me deu um tapa e arranhou nosso guia que tentava pegá-lo kkkk Foi o bicho-preguiça mais rápido que vi em minha vida, sorte que tive o prazer de filmar toda essa epopeia, confira:

Após esses momentos de intensa emoção o animal se acalmou e pudemos tirar fotos e fazer vídeos a vontade. Uma coisa interessante é que a preguiça parece ser um animal muito calmo, até mesmo nosso guia se surpreendeu com a reação do animal, porém vale lembrar que qualquer animal selvagem pode agir de forma imprevisível e atacar, então é sempre bom ter cuidado.

Ela fez até pose pra foto:

No retorno até a pousada ainda vimos muitos macacos pulando nas árvores e fomos presenteados com um pôr do sol maravilhoso.

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Pôr do Sol Rio Juma Amazonas

Chegando a minha cabana tomei um banho e fui para mais uma aventura da viagem, fazer a focagem do jacaré. Vale sempre lembrar que nenhum dos animais sofre qualquer dano durante esses passeios, os guias são extremamente bem preparados e tem amplo conhecimento, os animais são retirados e rapidamente devolvidos a natureza. Estava totalmente escuro e de repente o guia põe as mãos na água e sai com o jacaré, tudo muito rápido.

Ele dá algumas breves explicações sobre o animal, e temos a oportunidade de tocá-lo ou até mesmo pegá-lo para os mais corajosos vale muito a experiência.

Após essa experiência, retornamos até a pousada onde jantei e logo fui dormir. E dormir na cabana coberta de palha em meio a selva foi muito legal, se ouvia de longe os gritos dos bugius, de aves sem dúvida algo incrível. O dia seguinte reservava ainda mais aventuras, mas isso conto no próximo post…

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#Rio de Janeiro – Cidade Maravilhosa

Após passar dias inesquecíveis no México, era hora de voltar para casa. Me despedi do Caribe Mexicano e fui rumo a Cidade do México. Cheguei ao meio dia na capital e fui até o centro para conhecer o Museu de antropologia, que infelizmente, estava fechado por ser segunda-feira. Voltei ao meu hotel próximo ao aeroporto, porque no dia seguinte tinha um voo cedinho.

O dia seguinte foi de viagem, escalas e mais escalas. Saí as 8 horas de Cidade do México e cheguei ao meio dia em Bogotá-Colômbia, sai às 16 horas de Bogotá e cheguei as 19 horas em Lima-Peru, e por fim saí as 21 horas de Lima e cheguei na madrugada do dia seguinte no Rio de Janeiro, precisamente às 4 da manhã. Aproveitei minha escala em Lima para rever uma amiga, Gisela que foi até o aeroporto onde passamos uma hora juntos, e ainda ganhei uma sacola de chocolates 😛 uma linda mesmo!! Eu havia levado chocolates pra ela também, mas deixei na mochila que despachei 😦 “Luego te llevo sus chocolates a Peru Gisela jajaj”. Ainda tive que pagar uma taxa no aeroporto de Lima, por sair da área internacional, tentei escapar dando um “geitinho brasileiro” mas não teve choro, paguei Us$ 32,00 dólares.

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Gisela

Bem, então eu estava em terra tupiniquins, estava no Brasil (Pátria amada, idolatrada kkkk). Cheguei muito cedo no Rio de Janeiro, resgatei minha mochila na esteira e fui procurar um locker para deixá-la, já que meu plano era explorar a cidade maravilhosa, pois meu voo sairia somente as 19 horas rumo a Curitiba. Encontrei o locker do aeroporto e paguei R$ 40,00, fui até um guichê de informação para perguntar que horas o Corcovado abria, o rapaz me respondeu que abria as 8 horas da manhã, isso ainda eram 5h30, o que me restava era esperar. Fui tomar um café da manhã, pão de queijo, nossa como eu senti falta. As 7 horas da manhã abri meu aplicativo Uber para ir até o Cristo Redentor e claro que ele não funcionou, sempre quando você mais precisa ele não funciona 😦 . Me restava chamar um táxi, e que sorte! Conheci o meu brother Valdir, taxista carioca muito gente boa, e muito loco!!! Fechei um valor com ele, e ele me levou aos principais pontos turísticos do Rio, inclusive no Corcovado, ficou me esperando, até que eu fosse e terminasse o passeio. Um cara honesto e trabalhador, após terminar o tour, acabei esquecendo um cabo do meu celular no táxi dele, ele me ligou e foi no aeroporto me entregar. Se fosse outro, não daria a mínima! Deixo o contato dele, caso você vá para o Rio e precise de serviço personalizado 21 97387-9602 (Valdir). Se chamar ele, diz que encontrou o contato no blog do Catarina que com certeza vai te fazer um preço diferenciado.

Bom chegamos ao Corcovado, paguei minha entrada R$ 28,00 e fui conhecer a terceira maravilha do mundo da minha lista!

Claro que não vou desmerecer o Cristo, mas depois de conhecer Machu Picchu e Chichén Itzá, ele meio que fica no chinelo, meio sem graça. Mas quem sou eu para questionar o voto público! Mas ainda acho que ele ganhou a eleição de maravilha do mundo, porque o Brasil é um dos países mais populosos do mundo e consequentemente por esse motivo, teve mais votos. Enfim, o que vale é que eu estava ali, e a vista era maravilhosa.

Fiquei aproximadamente 20 minutos, fiz algumas fotos e retornei para o táxi que estava me esperando.

Seguimos para conhecer outros pontos do Rio. Passamos pelo Leblon, Ipanema, Copacabana, Pão de Açucar, Lago Rodrigo de Freitas entre outros. Só me faltou mesmo conhecer o Maracanã, porém ainda quero voltar ao Rio com mais tempo e explorar não só a cidade, mas outros destinos cariocas como Angra dos Reis, Búzios e Arraial do Cabo.

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Pão de Açucar
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Copacabana

Bom ao final do passeio, retornei ao aeroporto e aguardei meu voo até Curitiba. Cheguei em Curitiba às 21 horas, tomei um táxi até o terminal rodoviário, comprei minha passagem e as 3 da manhã do dia seguinte enfim estava em casa, são e salvo!! Foram muitos dias de aventura, mais 4 países pra conta, mais 2 maravilhas do mundo retiradas da lista, muitos amigos conquistados, e muitaaa mais muitaaa história pra contar! Bom amigos nesses posts, tentei fazer um resumo de como foram esses dias incríveis os quais passei, espero que tenham gostado e até a próxima #AVENTURA!!!

Rota das Cachoeiras – Corupá SC

O erro de muitos viajantes e mochileiros mundo a fora é explorar compulsivamente destinos longe de casa, sendo que em um raio de 100 km da porta de sua casa existem belezas naturais incríveis. Bem, não sou um desses! E hoje vou provar, que em minha terra, Santa Catarina há turismo para quem gosta de aventura, assim como nós da Iniciativa Aventureiros.

Já fazia algum tempo que eu estava namorando esse destino, mas por algumas e outras razões, fui adiando. Nessa aventura me acompanharam minha irmã Thais e minha prima Edna…Mas enfim vamos hoje falar da Rota das Cachoeiras localizada na cidade Corupá SC, à alguns km das cidades de Joinville e Jaraguá do Sul. Chegamos à cidade por volta das 10 horas da manhã e fomos em busca do acesso à reserva! O acesso a reserva, é muito bem sinalizado e com alguns trechos de estrada de chão, porém em ótimas condições. No caminho compramos os ingressos em um dos pontos de venda que são apensas dois: Mercado Fossile e Camping e Restaurante Rio Novo. O custo do ingresso é de R$ 15,00 sem isenção para estudantes, crianças com mais de 5 anos e terceira idade.

ATENÇÃO: Não são vendidos ingressos na entrada da reserva, por tanto devem ser adquiridos à caminho nos pontos de venda acima citados.

No valor do ingresso, além do acesso a trilha das cachoeiras, está incluso acesso à churrasqueiras (caso queira passar um dia em família na reserva), Banheiros com chuveiro e estacionamento (Que é patrulhado por um segurança da reserva).

Entramos na trilha exatamente às 11h30m da manhã, e pra nossa sorte a temperatura estava agradável, já que são quase 6 quilômetros de caminhada em meio a mata atlântica preservada, com muitos trechos de subida que não são para qualquer um. Muitos dos que iniciaram a trilha conosco, desistiram já nos primeiros 500 metros de caminhada. Mas eu sou guerreiro, fui lá para fazer a trilha, e fiz!!!

Toda essa área é particular e pertence à empresa MOBASA de reflorestamento, porém todo lucro é voltado para a conservação da fauna e flora dos mais de 1.150 hectares da reserva. A reserva foi transformada em Patrimônio Natural em 2002 e conta com 14 cachoeiras, sendo dessas 13 estão na trilha e 1 interditada:

  • Cachoeira do Suspiro;
  • Cachoeira da Banheira;
  • Cachoeira Três Patamares;
  • Cachoeira Pousada do Café;
  • Cachoeira Repouso;
  • Cachoeira Remanso Grande;
  • Cachoeira da Confluência;
  • Cachoeira das Corredeiras;
  • Cachoeira do Tombo;
  • Cachoeira Palmito;
  • Cachoeira Surpresa;
  • Cachoeira Boqueirão
  • Cachoeira do Salto Grande

Já nos primeiros 100 metros de trilha encontramos a primeira cachoeira, a Cachoeira Suspiro:

A 400 metros encontramos a segunda, Cachoeira Banheira:

A 600 metros encontramos a Cachoeira dos Patamares, uma das mais incríveis em minha opinião:

Após 800 metros de trilha chegamos a Cachoeira Pousada do Café:

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950 metros de trilha, e chegamos a Cachoeira do Repouso:

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A sexta cachoeira está aos 1.100 metros da trilha, ela é a Cachoeira Remanso Grande. Infelizmente, não consegui nem avistar muito menos fotografar essa, devido as limitações da trilha.

A sétima Cachoeira é a única na qual é permitido o banho, está localizada à 1.300 metros de trilha e chama-se Confluência:

Chegamos à Cachoeira das corredeiras à 1.400 metros de trilha:

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1.500 metros de trilha, Cachoeira do Tombo:

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A 1.600 metros de trilha chegamos a Cachoeira do Palmito:

A 1.700 metros está a Cachoeira Surpresa:

Por alguma razão, o acesso à Cachoeira Boqueirão estava fechado, talvez para manutenção da trilha. Então pegamos uma subida de quase 1.200 metros até a cachoeira do Salto Grande. Foi sofrido mais valeu muito a pena.

A trilha é muito bem sinalizada, com placas indicando as direções, e quanto falta para acabar a trilha:

Enfim, 2.900 metros caminhados, com muito esforço e um pouco de sofrimento, fomos recompensados por essa vista maravilhosa na queda com mais de 125 metros de altura:

Almoçamos por ali mesmo,nos reidratamos e retornamos.

Confesso que o retorno é um pouco mais cansativo, nossas pernas tremiam! Mas valeu muito a pena contemplar um pouco mais da natureza daquele lugar, cada detalhe encanta:

Algumas dicas importantes:

  • A trilha é de 5.800 metros, por tanto vá com roupas leves e calçado confortável;
  • Use protetor solar e óculos de sol;
  • Leve repelente e água;
  • Se possível leve algum lanche leve, porque a fome pode bater depois de gastar tanta energia.

BOA VIAGEM!

Para mais informações acesse:

http://corupa.sc.gov.br/turismo/item/detalhe/2320

http://rotadascachoeirascorupa.blogspot.com.br/

Ou ligue: (47) 3375-2232

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By: Izac Chapiewski

Parque Estadual de Vila Velha

Localizado na cidade de Ponta Grossa a 117 km da capital paranaense, está o Parque Estadual de Vila Velha. Esta Unidade de Conservação é composta por três principais elementos: Arenitos, que são formações rochosas que apresentam formas variadas, como: a taça, o camelo, entre outras; Furnas, que se caracterizam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (lençol subterrâneo) e Lagoa Dourada. Nós da Iniciativa Aventureiros fomos conferir mais essa beleza do sul do nosso país!

Saímos com destino ao Parque bem cedo, e as 8h30m chegamos. O acesso é fácil, existem várias placas de indicação da entrada do parque.  Os valores dos ingressos são bem acessíveis:

– Brasileiros:        R$ 18,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
                            R$ 8,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
                            R$ 10,00 (Arenitos)
– Estrangeiros:    R$ 25,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
                            R$ 10,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
                            R$ 15,00 (Arenitos)

Lembrando que se você é estudante, terá 50% de desconto apresentando a carteirinha.

O horário de funcionamento do parque é das 08h30m às 15h30m diariamente, mas atenção, as terças-feiras o parque é fechado para manutenções. Para mais informações, entre em contato pelo fone: (0** 42) 3228-1138 ou pelo e-mail: agendamento@paranaprojetos.pr.gov.br .

Os passeios são divididos em Lagoa dourada e Furnas e Arenitos, ambos podem ser feitos dentro de uma hora e meia cada. Iniciamos o tour guiado pela lagoa dourada e furnas. O transporte até os atrativos é feito por ônibus com ar condicionado e guia.

Nossa Primeira parada foi na lagoa dourada. A lagoa tem esse nome porque fica dourada com o por do sol, uma ironia na minha humilde opnião, pois o parque fecha as 15h30, impedindo o visitante de conferir esse espetáculo da natureza. A trilha em meio a mata preservada é de encher os olhos. É possível ter um contato direto com natureza:

Após 15 minutos de trilha, seguimos então para as furnas. Esses poços naturais enormes, segundo nossa guia são formados durante milhões de anos, com a infiltração da água da chuva por micro poros causando a erosão das pedras e então o desmoronamento formando as lagoas. São ao todo mais de 8 furnas espalhadas pelo parque, mas a visita é feita apenas em 2 delas. A profundidade ultrapassa os 100 metros.

Até 2001, funcionava um elevador que levava o visitante até o lago, infelizmente para nós e para os futuros visitantes, essa experiência magnífica não pode mais ser sentida. A estrutura do elevador ainda está lá, mas muito precária, para quem tem medo de altura como eu, é um desafio  tanto chegar na borda e olhar para baixo, por isso os créditos da primeira foto acima são da Nicolly.

Abaixo a estrutura do elevador instalado no anos 80, e agora abandonado:

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Encerrando o primeiro passeio, fomos até a entrada do parque, e de lá partimos em direção aos arenitos. Diferente do passeios das furnas, esse não tem guia o visitante tem mais liberdade de caminhar em meio aos arenitos. O total da trilha é de 2,7 km de caminhada.

Meio dia em ponto encerramos o passeio, e fomos almoçar. Na saída do parque a direita da rodovia, encontramos uma churrascaria ótima: Girelli’s, e acredite se quiser, mas pagamos apenas R$ 21,00 por um excelente espeto corrido.

Após almoçar, seguimos em direção ao Buraco do Padre, pegamos um desvio de 8 km de estrada de chão, porém bem conservada e trafegável. A entrada custa R$ 10,00 e R$ 5,00 para estudantes e o horário de funcionamento é das 9h às 17h de quartas-feiras a domingos, e é aberto também em feriados. O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. Trata-se de uma espécie de anfiteatro subterrâneo. Para acesso à furna é necessário percorrer uma trilha de 1km a pé com presença de obstáculos naturais. O acesso é fácil, mas pessoas com mobilidade limitada podem ter dificuldade em subir nas pedras.

E como sempre temos muita sorte, não haviam muitos turistas no local, pudemos curtir a atração com no máximo 8 pessoas, e quando estávamos saindo chegaram aproximadamente 30 pessoas.

Após a visita, paramos numa fazenda especializada em amoras na saída do parque. Servem diversos pratos com base em amora, ma delícia por sinal e com preço bem acessível. Tomamos um café delicioso e seguimos então para a cidade de Curitiba e então retornamos para casa.

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Entrada da Fazenda

O custo da viagem foi relativamente baixo por ser um roteiro curto e de apenas um dia. Gastamos entre gasolina e pedágios R$ 260,00 entradas para os atrativos R$ 112,00 e alimentação média R$ 240,00, totalizando R$ 612,00 ou R$ 153,00 por pessoa.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 28/12/2015 – Parque das Aves

No dia 28/12 após a visita as Cataratas do Iguaçu, havíamos programado para conhecer o Parque das Aves. Saímos do estacionamento das Cataratas e fomos em busca do Parque das aves. Um erro! O Parque das Aves está localizado a menos de 600 metros da entrada Parque Nacional do Iguaçu, assim tivemos que pagar mais um estacionamento. “Tá” certo, não foi nenhuma fortuna, somente R$ 15,00 a mais, mas fica a dica pra quem vai, os dois passeios podem ser feitos em menos de 4 horas e são muito próximos, escolha um estacionamento e vá andando, assim economiza uma “graninha”.

Chegamos na bilheteria eram aproximadamente 11 horas da manhã,compramos os bilhetes (R$ 30,00 para brasileiros e R$ 15,00 para estudante), e entramos no parque. E que experiência magnifica hein? O Parque das Aves de Foz do Iguaçu é o maior viveiro do mundo especializado em araras, com mais de 1100 animais e mais de 140 espécies, realmente um show!

Segundo os dados passados pelo guia entregue na entrada do parque, cerca de 50% das aves do parque foram resgatadas de maus tratos e do tráfico, e 43 % nasceram no parque.

Além de aves uma variedade enorme de aves, o parque também conta com vários répteis e alguns mamíferos.

O passeio dura em torno de 1 hora e 30 minutos por uma trilha em meio a mata atlântica. Em alguns pontos é possível entrar em contato direto com os animais, em viveiros gigantes onde eles ficam soltos.

Entre as mais de 140 espécies que podem ser encontradas no parque, existem Corujas, Araras, Casuares, Papagaios, Ararajubas, Emas, Urubus, Iguanas, Jacutingas, Saguis, Mutuns, Tachãs, Periquitos, Flamingos, Sucuris, Faisões e muitos mais.

No Final da trilha há um restaurante onde se pode comer. Almoçamos por ali mesmo e saímos em direção a Puerto Iguazu na Argentina onde faríamos o câmbio necessário para a continuidade da viagem.

Para mais informações acesse o Site Oficial do Parque das Aves.

By: Izac Chapiewski

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