Parque Estadual de Vila Velha

Localizado na cidade de Ponta Grossa a 117 km da capital paranaense, está o Parque Estadual de Vila Velha. Esta Unidade de Conservação é composta por três principais elementos: Arenitos, que são formações rochosas que apresentam formas variadas, como: a taça, o camelo, entre outras; Furnas, que se caracterizam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (lençol subterrâneo) e Lagoa Dourada. Nós da Iniciativa Aventureiros fomos conferir mais essa beleza do sul do nosso país!

Saímos com destino ao Parque bem cedo, e as 8h30m chegamos. O acesso é fácil, existem várias placas de indicação da entrada do parque.  Os valores dos ingressos são bem acessíveis:

– Brasileiros:        R$ 18,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
                            R$ 8,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
                            R$ 10,00 (Arenitos)
– Estrangeiros:    R$ 25,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
                            R$ 10,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
                            R$ 15,00 (Arenitos)

Lembrando que se você é estudante, terá 50% de desconto apresentando a carteirinha.

O horário de funcionamento do parque é das 08h30m às 15h30m diariamente, mas atenção, as terças-feiras o parque é fechado para manutenções. Para mais informações, entre em contato pelo fone: (0** 42) 3228-1138 ou pelo e-mail: agendamento@paranaprojetos.pr.gov.br .

Os passeios são divididos em Lagoa dourada e Furnas e Arenitos, ambos podem ser feitos dentro de uma hora e meia cada. Iniciamos o tour guiado pela lagoa dourada e furnas. O transporte até os atrativos é feito por ônibus com ar condicionado e guia.

Nossa Primeira parada foi na lagoa dourada. A lagoa tem esse nome porque fica dourada com o por do sol, uma ironia na minha humilde opnião, pois o parque fecha as 15h30, impedindo o visitante de conferir esse espetáculo da natureza. A trilha em meio a mata preservada é de encher os olhos. É possível ter um contato direto com natureza:

Após 15 minutos de trilha, seguimos então para as furnas. Esses poços naturais enormes, segundo nossa guia são formados durante milhões de anos, com a infiltração da água da chuva por micro poros causando a erosão das pedras e então o desmoronamento formando as lagoas. São ao todo mais de 8 furnas espalhadas pelo parque, mas a visita é feita apenas em 2 delas. A profundidade ultrapassa os 100 metros.

Até 2001, funcionava um elevador que levava o visitante até o lago, infelizmente para nós e para os futuros visitantes, essa experiência magnífica não pode mais ser sentida. A estrutura do elevador ainda está lá, mas muito precária, para quem tem medo de altura como eu, é um desafio  tanto chegar na borda e olhar para baixo, por isso os créditos da primeira foto acima são da Nicolly.

Abaixo a estrutura do elevador instalado no anos 80, e agora abandonado:

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Encerrando o primeiro passeio, fomos até a entrada do parque, e de lá partimos em direção aos arenitos. Diferente do passeios das furnas, esse não tem guia o visitante tem mais liberdade de caminhar em meio aos arenitos. O total da trilha é de 2,7 km de caminhada.

Meio dia em ponto encerramos o passeio, e fomos almoçar. Na saída do parque a direita da rodovia, encontramos uma churrascaria ótima: Girelli’s, e acredite se quiser, mas pagamos apenas R$ 21,00 por um excelente espeto corrido.

Após almoçar, seguimos em direção ao Buraco do Padre, pegamos um desvio de 8 km de estrada de chão, porém bem conservada e trafegável. A entrada custa R$ 10,00 e R$ 5,00 para estudantes e o horário de funcionamento é das 9h às 17h de quartas-feiras a domingos, e é aberto também em feriados. O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. Trata-se de uma espécie de anfiteatro subterrâneo. Para acesso à furna é necessário percorrer uma trilha de 1km a pé com presença de obstáculos naturais. O acesso é fácil, mas pessoas com mobilidade limitada podem ter dificuldade em subir nas pedras.

E como sempre temos muita sorte, não haviam muitos turistas no local, pudemos curtir a atração com no máximo 8 pessoas, e quando estávamos saindo chegaram aproximadamente 30 pessoas.

Após a visita, paramos numa fazenda especializada em amoras na saída do parque. Servem diversos pratos com base em amora, ma delícia por sinal e com preço bem acessível. Tomamos um café delicioso e seguimos então para a cidade de Curitiba e então retornamos para casa.

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Entrada da Fazenda

O custo da viagem foi relativamente baixo por ser um roteiro curto e de apenas um dia. Gastamos entre gasolina e pedágios R$ 260,00 entradas para os atrativos R$ 112,00 e alimentação média R$ 240,00, totalizando R$ 612,00 ou R$ 153,00 por pessoa.

By: Izac Chapiewski

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O “Perrengue” no deserto

Sair do seu país, rodar quase 6000 km em uma viagem de carro, pegar climas extremos com temperaturas de -15º à 40º, alcançar altitudes de 5000 metros acima do nível do mar, claro que sabíamos que seria uma viagem com pequenos riscos afinal estrada é estrada. E um desses riscos se tornou realidade! Nem na pior projeção possível, imaginávamos em ter um “perrengue” tão grande em pleno deserto do Atacama! Confira:

Relato de Izac Chapiewski:

Em nosso penúltimo dia em San Pedro de Atacama sentamos todos em nosso quarto de hotel para decidir como seria a sequência da viagem, pois para o retorno não ser cansativo, faríamos algumas alterações no cronograma e conheceríamos mais algumas cidades na Província de Salta e San Miguel de Tucumán na Argentina. Decidimos todos então em deixar o carro em frente ao hotel com a bagagem carregada, para sair de madrugada rumo a “Paso de Jama” fronteira com a Argentina.

Decidindo isso, a moça do hotel nos alertou a não deixar nenhuma mala aparecendo, por que apesar de San Pedro ser uma cidade bastante calma e segura, era melhor não arriscar.

Nossa saída do Chile foi antecipada em um dia devido a termos cancelado os passeios com a agência e termos feito tudo por conta. Fazendo isso além de economizarmos dinheiro, ganhamos muito tempo o que nos permitiu deixar o país antes.

Bom, fomos dormir cedo e no dia seguinte com o carro já pronto saímos as 4 da madrugada rumo à fronteira. A programação era chegar as 7 e agilizar o processo de imigração, para passarmos a noite já em Salta na Argentina. Rodamos 40 km e veio o susto! Um pneu furou. Com a agradável temperatura de -4º ao lado do Vulcão Licacanbur, lá foi o Douglas trocar o pneu. Detalhe todos estávamos de calção, camiseta e chinelo por que até chegarmos na fronteira, já seria dia e estaria mais quentinho.

Com o pneu trocado, o Douglas me olhou e perguntou: – “E aí meu brother, voltamos a San Pedro ou Arriscamos seguir sem estepe até a fronteira?”. Com a pressa que estávamos de chegar à fronteira, eu disse: – “Vamos arriscar, furar mais um pneu aqui seria muito azar”. E foi rsrs.

Rodamos mais exatos 30 km e “Barbaridade” mais um pneu furado! 5 horas da manhã, temperatura ainda negativa e nós no meio do nada, cercados de areia e sal. Claro que bateu um desespero, e agora? Meu Deus, o que vamos fazer? Pensamos que haviam furado nossos pneus para nos assaltar, todos ficamos muito nervosos. Então a Nicolly lembrou que havíamos ultrapassado um caminhão próximo dali, falei pro Douglas, vamos parar esse cara e pedir para me levar até a fronteira e arrumar os pneus. Decidimos que eu iria até a fronteira, por que falo espanhol, e teria mais facilidade em explicar a situação para as autoridades e conseguir ajuda.

Após 10 minutos o caminhão apareceu e eu já fui para o meio da estrada e comecei acenar desesperadamente. Por sorte o caminhão parou, e fui explicar a situação para ele. O caminhão era do Paraguai e estava carregado com carros. Resumindo o paraguaio, talvez por desconfiança não me deixou ir na gabine com ele, e fui em um dos carros atrás com os dois pneus furados! Com sono, com fome e com frio confesso que me bateu um desespero e comecei a pensar bobagem. Vai que esses “caras” pegam meu dinheiro e me deixam aqui? Vai que assaltam meus amigos lá no carro? Orei, pedi proteção divina e fui aproveitando a paisagem.

No vídeo abaixo, cito que os pneus foram furados propositalmente por algum chileno. Informação errada, na hora pensamos que podiam ter furado para tentar nos assaltar, mas graças a Deus não foi isso!

O segundo pneu estourou a 70 km da fronteira, somente 70 km. Quando é pra acontecer, simplesmente acontece e não tem jeito. Nosso carro estava segurado nos países do Mercosul, e o Chile apesar de associado não faz parte. Se fizesse chamaríamos um guincho e pronto! Por isso é muito importante, em uma viagem dessas adquirir a extensão de perímetro com sua seguradora. Nós optamos por não adquirir devido ao preço, e nos demos mal.

Chegando a fronteira, o paraguaio talvez por pensar que os fiscais aduaneiros pudessem pensar que ele estava me transportando clandestinamente, me largou a quase um quilômetro da primeira guarita. Lá vou eu com um pneu em cada mão, caminhando até a guarita. Lembra que em altitudes fazer esforço físico é pedir para passar mal? Sem erro, passei mal. Cheguei à guarita talvez por não ter comido nada também, quase desmaiando, expliquei para o guarda e ele me encaminhou para a “Germandería Argentina” (Exercito Argentino), em frente a sala deles, havia uma enfermaria, pedi um copo d’água ao enfermeiro, e de brinde ganhei uma máscara de oxigênio haha, isso mesmo, o moço viu que eu não estava bem e pediu para que eu respirasse com a máscara por alguns minutos. Contei toda história para eles e eles me acalmaram dizendo que tudo ia dar certo. Esperei por alguns minutos sentado, quando um guarda veio até mim para irmos em busca de uma borracharia.

Rodamos todo o povoado, e não encontramos nada! Bateu o desespero novamente, o guarda me deu duas opções, ou você vai até Susques ou volta até San Pedro de Atacama, ambas as cidades estão à 70 km daqui. Perguntei qual seria a melhor opção, e ele falou, volte a San Pedro. Vamos até a guarita que vou arrumar uma carona para você voltar.

Pensei comigo, Meu Deus, não acredito que isso realmente está acontecendo conosco!!! Após uns 20 minutos esperando, chegou uma das pessoas mais incríveis que conheci nessa viagem, o peruano Alberto Allarcón, caminhoneiro que me deu carona para voltar até San Pedro.

Conversamos muito, mas muito mesmo. Uma pessoa sensacional, alegre, da paz, um anjo que Deus colocou em nosso caminho. Me deu água e comida e de brinde me ensinou alguns “chingamentos” que eu não conhecia em espanhol rsrs. Após muita conversa, avistamos o carro e já o Douglas saiu acenando e sorrindo pensando que tudo estava resolvido. “Pobrecito” disse Alberto hahah.

No carro estavam o Douglas e a Nicolly. A Priscilla já havia pego uma carona com um dos inúmeros carros que pararam e ofereceram ajuda. Expliquei para o Douglas que eu tinha que ir até San Pedro e seguimos viagem.

Eu estava exausto, muito cansado mesmo. O Alberto ao ver isso, me ofereceu a cama dele para eu descansar um pouco. Claro que não recusei e literalmente apaguei. De repente escuto buzinas e o Alberto fala: “Hay un carro brasileño adelante, preguntó por usted” Levantei e fui ver o que era. Era o amigo Martín e sua esposa, que haviam parado para ajudar o Douglas e voltaram para me dar carona até San Pedro para ser mais rápido. Já que o caminhão andava a no máximo 40 km p/hora iriamos ganhar muito tempo de carro, visto que ainda faltavam 45 km para chegar à cidade. Agradeci o Alberto e na correria infelizmente esqueci-me de pegar um contato L.

Chegamos a San Pedro eram exatamente 14 horas, e agora nossa missão era encontrar uma borracharia aberta em pleno domingo. Encontramos uma logo na entrada da cidade e adivinha? Fechada! Sai do carro bati na porta, saiu uma senhora e expliquei toda a situação para ela, e ela após ver minha angustia ligou para o moço vir consertar o pneu. Aliviei-me na hora. O rapaz chegou viu o pneu e para me animar falou: “Eso no tiene mas consierto, solo una goma nueva”. Como diria ligeirinho “AI CARAAMBA” rsrs. Por sorte ele tinha uns pneus usados do mesmo aro, falei são esses mesmo pode trocar. Apesar de ter saído um pouco caro, não tínhamos outra opção, enquanto ele fazia a troca, eu fui fazer o câmbio, pois não tinha mais pesos chilenos.

Talvez pelo nervosismo, não tirei nenhuma foto da “Gomería” no dia. Por sorte, encontrei ela pelo Google Maps: 

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Borracharia em San Pedro de Atacama

Paguei o rapaz, e quando estávamos saindo mais um gesto de uma pessoa incrível me emocionou. Uma moça chamada Alejandra Mancilla, filha da senhora que me atendeu na borracharia, me entregou uma sacola com sanduiches, água e refrigerante, sem eu pedir. Agradeci a ela pela atitude, pedi para mantermos contato via facebook e seguimos viagem até o carro.

Quando chegamos no carro, estava somente o Douglas esperando. A Nicolly já havia ido até a fronteira de carona com uma família de chilenos. Trocamos o pneu, arrumamos as malas e dirigimos os próximos 70 km com um medo enorme que mais alguma coisa acontecesse! Demos graças a Deus quando avistamos a placa da fronteira. Tivemos que ficar na fila da imigração por mais 3 longas horas, pois estavam revistando todas as malas de todos os carros. Mas enfim, estávamos em solo argentino e se alguma coisa acontecesse o carro estava segurado. Eu e o Douglas queríamos avisar as meninas que estávamos bem, mas o guarda gente boa que estava de manhã na guarita, não estava mais e o substituto não autorizou que passássemos a fronteira sem fazer os trâmites. Na fila dos trâmites fiz várias amizades com argentinos e brasileiros enquanto esperávamos, e com um grupo de motoqueiros peruanos que saíram de Cusco com destino a Salta na Argentina. Motoqueiros esses que nos acompanharam durante o retorno.

“Enfim, depois desse “sufoco” encontramos as meninas no posto após a aduana, e cada um contou sua versão do ‘perrengue” já que todos nos separamos. Todos calmos por estarmos bem seguimos até a cidade de San Salvador de Jujuy. NUNCA viajamos à noite por medida de segurança, mas pelas circunstâncias e pelo atraso na fronteira chegamos ao hotel quase meia noite.

No outro dia, fomos a uma borracharia para revisar todos os pneus e ainda trocamos mais um. Explicamos ao rapaz o ocorrido, e a explicação mais plausível para o ocorrido, foi que os pneus não aguentaram a pressão atmosférica e estouraram. Devido à alta pressão até mesmo as embalagens de comida que levamos estouraram.

Olhe o que a pressão faz com as embalagens, nada impede de estourar os pneus também:

Relato de Nicolly Cury

Pois bem aventureiros, vamos para minha parte da história. Após o Izac ter pego carona com o caminhão paraguaio, nos restou apenas esperar. Estando a – 4°C em uma mistura de medo e ansiedade, por não poder fazer nada, Douglas, Priscila e eu voltamos ao carro onde tentamos dormir. Passado apenas uma “horinha” de sono, todos despertamos. O carro estava aquecido devido ao Douglas não ter desligado o motor. Em fim eram 10h30min e nem sinal de carros ou até mesmo do Izac e já estávamos preocupados.

            O Sol surgiu, porém a temperatura continuava baixa, então fomos esticar as pernas, e nos aquecer. Era uma sensação inusitada ambos parados no deserto a espera de ajuda. Um pequeno conselho caro leitor, se algum dia se deparar com uma situação parecida, não se apavore! Apesar de estarmos no meio do nada tínhamos tudo! Não digo só em coisas como água e alimento, claro que é indispensável, mas estar em ótima companhia diminui muito a tensão da situação.

            Eram 10h40min e nenhum carro a vista. Quando der repente o primeiro carro aparece, porém não para. Em seguida um argentino para e nos oferece ajuda. Deus foi tão bom que nos enviou muitos outros que paravam, nos ofereciam água, comida, e nos acalmavam. Por ser tarde nos preocupamos com o Izac, será que ele conseguiu encontrar uma borracharia? A Priscila então por nervosismo começa a ter falta de ar, e em lugares como o deserto a única coisa que não se pode fazer é entrar em desespero.  Decidimos então eu e a Pri que iriamos de carona no próximo carro. Nos primeiros não havia espaço até que encontramos um carro brasileiro \o/. Como eles não tinham lugar para nós duas deixei que ela fosse, pois estava passando mal.

            Ficamos apenas eu e o Douglas por mais uns 20 minutos conversando, quando avistamos um caminhão buzinando que parou na contramão na nossa frente. Do caminhão pula o Izac, pensamos: Estamos salvos, vamos embora! Só pensamento mesmo. Como relata Izac acima, ele volta a San Pedro e eu vou rumo a fronteira. Paramos uma caminhonete chilena e lá fui eu. O pessoal não era muito de conversa o homem que dirigia escutava umas musicas animadas porém estranhas. A sua esposa dormia assim como sua filha que repousou sobre mim sua cabeça e dormiu. Ao chegarmos à fronteira consegui ver a Pri, corri para ver como ela estava e voltei para dar saída do Chile.

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Aduana Argentina-Chile

Achando que ela ficaria pedi ao moço que não desse saída e ficaríamos ali na aduana, pior erro! Feito isso ele me tirou e fiquei como um fantasma, o carro em que estava já não tinha mais meu nome então fiquei presa. A Pri tendo passado já estando do lado argentino sem poder me fazer companhia, me vi sozinha então me apavorei, conversamos com o guarda da aduana argentina o qual foi muito querido comigo, me levou até lado chileno para que eu pudesse embarcar em um carro e atravessar novamente.

            Esperei por alguns minutos e parou um carro de família, a qual guardarei eternamente a lembrança deles. Maí e seu esposo Jorge junto de seu filho José foram muito prestativos me ofereceram alimentos e água, e contei então como havia sido minha pequena aventura. Conversamos muito, apesar de não ser muito boa em falar espanhol, e adivinha para onde estavam indo? Isso mesmo para o Brasil.

Após horas e horas na fila de revista, pude avistar o Izac e Douglas bem no final da fila. Fiquei mais tranquila. Chegando ao lado argentino o guarda olha para mim, com um sorriso engraçado, mas me aliviando do sufoco. Encontro minha mana Pri chorando, logo nos acalmamos e fomos almoçar  as 17h da tarde. Ali ficamos até que finalmente nos encontramos!

Foi uma aventura e tanto e apesar do susto ficamos felizes em conhecer tantas pessoas maravilhosas pelo caminho. Queremos agradecer a todos os que pararam oferecendo ajuda e deixando comida e água para os que ficaram no carro. Em especial queremos citar os amigos brasileiros: Silvio, Leandra, Martín e esposa, os chilenos Mai, José e Jorge, a boliviana Alejandra e ao grande amigo peruano Alberto que não mediram esforços para nos ajudar. Agradecer a todo o pessoal da aduana argentina e a todos os outros amigos que fizemos graças a esse “perrengue”.

Apesar de toda situação de angustia vivida no início, pudemos obter um grande aprendizado para viagens futuras e pudemos ver que ainda há pessoas boas nesse mundo. Que venha a próxima aventura, e se Deus quiser sem mais “perrengues”.

By: Izac Chapiewski/Nicolly Cury

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La Expedición #Custos da viagem

Chegou a hora de falar de umas das partes que mais preocupam os viajantes. O custo da viagem!!! Após inúmeras perguntas de “Quanto gastaram nessa viagem” aqui vai o post com o descritivo de nossas despesas.

Como sempre, o planejamento e organização fazem parte da Iniciativa Aventureiros. E com a data da viagem marcada, fomos até a fronteira de Bernardo de Irigoyen na Argentina aproximadamente 3 meses antes da viagem para fazermos o câmbio de moeda, já que a cotação estava favorável e com a crise que começou afetar o país, tínhamos que tomar alguma atitude. Na época trocamos pouco mais da metade da quantia que seria necessária por pessoa. O câmbio saiu por 0,255 algo como 4 pesos para 1 real (excelente câmbio já que a cotação oficial da época era 0,39). Com boa parte dos pesos na mão, era somente esperar a data da viagem, trocar mais alguns pesos por garantia e pé na estrada.

Um dos custos pré-viagem foi a aquisição da carta verde, seguro que é uma das Exigências para rodar nos países vizinhos. O custo com nossa corretora foi de US$ 42,19 ou R$ 166,00.

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Carta Verde

 

Todos os nossos hotéis foram reservados antecipadamente pelo www.booking.com fazendo com que o preço ficasse mais em conta. Para ver os valores por hotel basta clicar aqui. O Valor total das hospedagens foi de R$ 782,00.

Com estradas em perfeito estado, o único país onde pagamos pedágios nessa viagem foi a Argentina. O pedágio mais caro pagamos P$ 8,00 equivalente a R$ 2,00. O custo total de todos os pedágios da viagem foi de R$ 22,00.

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Posto de pedágio na província del Chaco

O valor do combustível tanto no Brasil, na Argentina e no Chile é bem parecido, a diferença é de no máximo 12 centavos. Foram utilizados aproximadamente 440 litros de gasolina durante a viagem e o custo total de combustível foi de R$ 1740,00.

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Posto Copec em San Pedro de Atacama

Por fim o custo dos passeios. Como não contratamos agência em San Pedro de Atacama, economizamos uma ótima grana, tendo que pagar somente as entradas das reservas nacionais. Para facilitar, já vou descrever os valores todos em reais com base na cotação que fizemos no dia de nossa viagem.

Passeios:

  • Entrada Cataratas do Iguaçu: R$ 33,30;
  • Entrada Parque das Aves (Foz do Iguaçu): R$ 28,00;
  • Passeio da Caravana de lhamas com lanche (Tilcara): R$ 62,50;
  • Entrada Valle de la Luna e Valle de la Muerte (San Pedro): R$ 17,50;
  • Entrada Geysers El Tatio (San Pedro): R$30,00;
  • Entrada Termas Puritama (San Pedro): R$ 88,00;
  • Entrada Pukara de Quitor (San Pedro): R$ 17,50;
  • Total dos passeios pagos: R$ 276,80 por pessoa.

Estacionamentos:

Durante nossa viagem, tivemos que pagar estacionamento somente em Foz do Iguaçu. O valor total foi de R$ 64,00.

Custos a Dividir:

  • Carta Verde: R$ 166,00
  • Hospedagens: R$ 782,00
  • Pedágios: R$ 22,00
  • Combustível: R$ 1740,00
  • Pneus (por conta do imprevisto no deserto) R$ 450,00
  • Estacionamentos: R$ 64,00
  • Total custos a dividir: R$ 3224,00 ou R$ 806,00 por pessoa.

Custos individuais:

  • Alimentação média: R$ 720,00
  • Passeios: R$ 276,80

VALOR TOTAL GASTO POR PESSOA: R$ 1.802,80

E aí achou muito? Lembrando que foram 12 dias de viagem, 4 países e mais de 5600 km rodados. Nesse valor claro que não estão inclusos os custos com lembrancinhas e souvenires, mas o valor não sobe muito. Viajar é possível, basta se programar e juntar uma “graninha”.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 03/01/2016 Dia de Bolívia

O terceiro dia do ano foi dia de explorar a Reserva Eduardo Avaroa na Bolívia. Saímos em direção a fronteira que fica cerca de 40 km de San Pedro de Atacama. E já de cara estávamos aos pés de dois vulcões. O Juriques e o Licancabur ambos com quase 6000 metros de altitude.

O Licancabur é considerado o Deus do deserto. Imponente, pode ser avistado de qualquer lugar do Atacama num raio de quilômetros.

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Vulcão Licancabur

Mais alguns km rodados e chegamos ao Paso Hito Cajón na Bolívia.

Logo após a entrada na Bolívia, está a localizada a entrada da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, onde estão localizadas a Laguna Verde, Laguna Salada, Lagunas Colorada, Arbors de Piedra e o Famoso Salar de Uyuni (maior deserto de sal do mundo). As Paisagens parecem de outro planeta:

O valor da entrada na reserva pode ser pago em Pesos Chilenos, Dólares ou Bolivianos. O valor em bolivianos fica por $ 150,00 algo em torno de R$ 110,00 por pessoa, vale a pena se você tem espírito aventureiro e quer passar alguns dias dentro da reserva, afinal atrativos naturais é o que não falta por lá.

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Laguna Verde – Bolívia

Retornando a Argentina, tivemos um “probleminha” técnico e acabamos perdendo dois pneus. Isso mesmo DOIS. Mas graças ao bom Deus, nessas horas pudemos ver que ainda há pessoas boas no mundo, e foram inúmeros os carros que pararam para oferecer ajuda, muitos brasileiros, argentinos e chilenos. Queremos aqui agradecer a cada um deles, que de alguma forma nos ajudaram. Um agradecimento especial ao um grande amigo, Alberto, um caminhoneiro peruano que me deu carona até San Pedro, compartilhou suas experiências de mais de 50 anos de estrada, e ao brasiliense Martín e sua esposa, que nos ajudaram a correr atras de uma “gomería” em San Pedro. Também quero citar os amigo chilenos: Mai, José e Jorge, e os gaúchos Silvio e Leandra #DeusAbençoeVocês #Dioslesbendiga .

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Amigos Silvio e Leandra

Graças a esse “perrengue” pudemos fazer várias amizades. Quero citar uma em especial aqui, a boliviana Alejandra Mancilla, que enquanto estávamos aguardando o rapaz arrumar os pneus, foi ao mercado sem eu pedir, comprou água e comida para nós. Quando eu estava saindo da borracharia, veio até o carro e me entregou. Confesso que fiquei muito feliz, por esse simples gesto. Que Deus sempre possa abençoar ela e sua família, “Dios le bendiga Aleja”. E mais uma vez, a todos que nos ajudaram: MUITO OBRIGADO de coração.

Enfim, depois do susto, chegamos à Paso de Jama, fizemos todos os trâmites e estávamos de volta à Argentina. Seguimos viagem até a cidade de Jujuy onde nos hospedamos no hotel Las Lomas à beira da rodovia. o Hotel é muito bom.

No outro dia, seguimos até Resistência onde nos hospedamos no Hotel Covadonga. Um luxo de hotel. E enfim no dia seguinte seguimos viagem até Bernardo de Irigoyen fronteira com Brasil, e pudemos respirar os bons ares brasileiros novamente. Uma aventura sem igual.

No próximo post falarei dos custos de nossa viagem.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 02/01/2016 Dia de Geysers e Termas

Depois de se encantar com as paisagens pelo caminho de Paso de Jama à San Pedro de Atacama e conhecer o Valle de la Luna e Valle de la Muerte. Era hora de conhecer um dos principais atrativos turísticos de San Pedro de Atacama. Os geysers del Tatio.

Acordamos cedinho, por volta das 4h30min, e fomos seguindo as diversas vans e carros que vão ao amanhecer aos Geysers. Conforme íamos subindo, a temperatura ia despencando. O termômetro do carro chegou a marcar – 7 º isso porque fomos no verão, e fora do carro por conta do vento a sensação térmica beirava os  – 15 º.

Chegamos ao destino eram quase 7 horas e a mais de 4500 metros de altitude ventava muito, mais iríamos ser recompensados pelo espetáculo da natureza.

Pagamos um total de 5000,00 pesos chilenos (R$27,00) por pessoa para entrar no parque nacional, onde estão localizados os geyseres.

Apesar do frio ser extremo, a vontade é de não sair de lá. Quando vimos um dos geyseres espirrar água fervendo a mais de 5 metros do chão, ficamos encantados:

A região tem inúmeros rios subterrâneos, que são aquecidos devido ao trabalho dos vulcões, o que faz com que a água aquecida suba e exploda saindo pelos buracos do local.

Anexo ao geyseres, existe uma piscina natural com águas que variam de 30 º a 40 º graus. A missão de experimentar a água deixei para os corajosos Doda, Pri e Nick, eu não fui. Com temperatura ambiente de – 7 º ia ser uma delícia sair com o corpo molhado da piscina :p .

Infelizmente, não pude registrar o momento que o Douglas saiu da piscina, mas nunca vi ele correr tanto hahaha :p .

Depois secos e vestidos, seguimos de volta rumo a San Pedro, fazendo várias paradas para fotos. Como de praxe, uma paisagem mais linda que a outra.

Em uma das diversas lagoas a beira da estrada, pudemos observar vários flamingos andinos:

Rodamos mais alguns km, e paramos em Machuca, um pequeno povoado com casas de barro e palha, que encanta pela simplicidade. Aproveitamos e tomamos café por ali mesmo.

Se vai fazer o passeio dos geysers, aproveite e encaixe o das termas Puritama, que ficam quase no mesmo caminho. Eram 11 horas da manhã, e resolvemos aproveitar o tempo livre para fazer esse passeio. A entrada das termas é um pouco cara, mas vale muito a pena. Pagamos um total de 15.000 pesos chilenos por pessoa algo como R$ 88,00.

Muitas pessoas que fazem o passeio de Guatín terminam sendo recompensadas com a chegada nas termas. Mas isso necessita de um preparo físico enorme, pois a caminha é longa pelos “canyons” que dão acesso as terma, e como anteriormente dito, qualquer atividade que exija esforço em grandes altitudes pode acabar com você, então tome cuidado.

Chegamos nas termas, e que águas deliciosas. Quentinhas e como a maioria das águas no Atacama, salgadas.

 Ficamos aproximadamente 3 horas relaxando e aproveitando as termas, e agora viria a pior parte. Subir a montanha!! Chegamos exaustos no carro, parecia que tínhamos caminhado quilômetros. Mas enfim, tudo tem um preço, e o preço de relaxar nas termas, era o sacrifício de ter que subir depois😦 .

Retornamos a San Pedro de Atacama, compramos pães e bolo gelado e fomos tomar o café da tarde.

Em San Pedro, tudo é caro, comida e água principalmente. Se você tem espírito aventureiro assim como nós, não terá problemas. Mas se não abre mão do luxo, prepare o bolso para gastar muito em comida por lá.

Cuide-se com os guardas também, lá tudo é motivo para multa, seja ultrapassar zonas demarcadas para tirar fotos ou não parar numa placa de pare, mesmo que não esteja vindo ninguém na rua que encontra a sua.

Após tomarmos café, eu e o Douglas fomos abastecer o carro no único posto de gasolina da cidade.

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Posto Copec

Até que pra um posto no meio do deserto, a gasolina não estava tão cara, pagamos cerca de R$ 4,05 por litro. Carro abastecido, o Douglas retornou ao hotel, e eu e a Nick, fomos passear pela cidade e comprar umas lembrancinhas.

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As ruas de San Pedro são todas assim

No outro dia, teríamos um dia longo…

La Expedición 01/01/2016 Entrando no Chile

Depois de passarmos a virada de ano em Tilcara na região andina da Argentina, era hora de seguir viagem até o destino final de nossa viagem. A cidade de San Pedro de Atacama no Chile!

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San Pedro de Atacama

Acordamos cedo, tomamos café e pé na estrada. No dia anterior havíamos adiantado os passeios da Cuesta del Lipán e Salinas Grandes, o que nos fez ganhar tempo e chegar mais cedo à Paso de Jama (fronteira entre Argentina e Chile). Pelo caminho as paisagens só iam aumentando e ficávamos deslumbrados com a beleza da natureza daquele lugar. O último povoado antes da fronteira é Susques, é muito pequeno, mas conta com alguns hotéis e restaurantes à beira da rodovia. Nossa dica é que abasteça o veículo em San Salvador de Jujuy ou Tilcara, pois o posto mais próximo é em Paso de Jama e ainda arrisca a não ter combustível. Depois de Paso de Jama somente em San Pedro há civilização.

Chegamos aproximadamente as 10 horas da manhã na fronteira, e fomos fazer a papelada de migração. Demos saída da Argentina, entrada no Chile. Tudo certo. Para a entrada no Chile existem 5 trâmites diferentes: Entrada de pessoa, entrada do carro, registro do condutor do carro, declaração de bagagem e por fim a revista do veículo.

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Controle Migratório Argentina-Chile

Na hora de fazer a declaração, a moça da aduana nos deu uma folha para preencher e falou: Marquem tudo como não! Nós inocentes, sem ler marcamos como ela havia nos orientado. Grande erro! Na folha havia um campo, explicando que se houvessem frutas, ou produtos derivados de animais no carro, os mesmos deveriam ser declarados. Na hora da revista, a mesma fiscal foi revistar o carro e encontrou uma maçã, e por essa maçã começou o escândalo! Ela perguntou “Ques es eso?” Eu respondi: “una manzana”, Ela: “Porque no hicieran la declaración, como yo habia pedido?” Eu falei: Usted no dijó nada acerca de eso. A fiscal começou a gritar como se fossemos cachorros, dizendo: “En mi pais hay reglas, en Brasil pueden hacer o que quieran, pero aca en Chile Nooo, En chile eso en grave, una manzana no es una broma, y voy cobrar 200 dolares de multa”. Eu ainda pedi por favor, vamos encontrar uma solução. Ela: “Não!!” Confesso que fiquei nervoso e comecei a tremer, ainda o Douglas falou, deixe-me falar com ela, e eu disse: Não adianta, vamos ter que pagar a tal multa. A fiscal, provavelmente estava esperando que falássemos algo, como não dissemos nada, ela nos olhou e disse: “Pueden seguir” e eu: Mas e a multa? Ela: “No voy hacer”. Me senti aliviado e disse para o Douglas, vamos sair daqui rápido, antes que ela mude de ideia. No dia seguinte, encontramos um casal de brasileiros no “Pueblo Machuca” e comentamos a situação com eles, e eles nos contaram que infelizmente também haviam sido mal tratados na migração em Santiago.

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Paradise

A primeira impressão que tive do Chile, foi a pior possível. Claro que regras são regras e devem ser respeitadas em qualquer lugar do mundo. Entramos naquele país, teríamos que seguir as regras daquele país! Mas nosso erro, foi confiar na fiscal, não ler o documento, e assim não declarar a tal maçã que estava no carro. Ela deveria nos ter orientado, mas enfim, um país tão lindo, nos proporcionou um momento tão desagradável por ter uma pessoa despreparada no controle de fronteira.

Fica a dica: Não leve frutas, derivados de leite, frios em geral e objetos pontiagudos para o Chile, e caso seja muito necessário, faça a declaração dos mesmos, pergunte ao fiscal. Não espere explicações, para não passar pelo que passamos.

Nós ainda nervosos, pelo ocorrido, respiramos fundo e viagem que segue. Há aproximadamente quatro km da aduana, está a fronteira, e agora sim, estávamos oficialmente em “Tierras Chilenas”. Já na fronteira, encontramos um casal chileno que estavam indo para região de Tilcara, onde nós estávamos anteriormente, Cristina e Nan nos emprestaram a bandeira do Chile, fizemos algumas fotos, inclusive com eles, o que amenizou a situação anterior e então tocamos viagem.

A cada km rodado, uma surpresa! Uma paisagem mais linda que a outra, lagoas com águas quentes e salgadas em meio ao deserto! Montanhas e mais montanhas de areia, vulcões com picos ainda com um pouco de neve, desertos de sal. Um paraíso aos olhos de quem vê.

Fomos fazendo várias paradas no caminho, porque queríamos registrar cada m² daquele lugar. Quando nos aproximamos do ponto mais alto da viagem, nos pés do Vulcão Licancabur a 40 km de San Pedro, a Pri passou mal, devido à altitude e tivemos que parar o carro, para que ela se recupera-se. Alguns minutos depois, a Pri já recuperada, pudemos ver a baixada que nos levaria a San Pedro do Atacama, um salar enorme em meio a várias montanhas.

Enfim chegamos! Eram 15 horas, e fomos ao Hostal Sumaj Jallpa, no qual tínhamos reserva. O hotel é muito aconchegante, e a estrutura é de boa qualidade. Ficamos hospedados por duas noites.

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Hostal Sumaj Jallpa

Depois de fazer o check-in, fomos em busca das casas de câmbio da cidade. Trocamos os valores necessários para os passeios e alimentação e voltamos ao hotel. No hotel decidimos fazer o passeio do Valle de la Luna e Valle de la Muerte já naquele dia, para ganharmos tempo, e então fomos.

Nossa dica é: Para que vai de carro a San Pedro de Atacama, não contrate agências, além de ter que pagar preços exorbitantes pelos serviços, não terá a liberdade de fazer os passeios a hora que quer e parar em qualquer lugar, ou seja, você economiza dinheiro e ainda tem liberdade! Todos os passeios e lugares são bem sinalizados e você poderá muito bem se virar sozinho por lá. Mesmo as estradas de rípio, estão em boas condições, fomos com carro baixo e não tivemos problemas! Outra dica, além do GPS adquira também um mapa de San Pedro e das redondezas, nós utilizamos e nos ajudou muito.

Chegamos ao Valle de la Luna as 17 horas, compramos as entradas na bilheteria pagamos $ 3000,00 pesos chilenos por pessoa o que dá aproximadamente R$ 17,00, e fomos conhecer um dos principais passeios de San Pedro. Sério, não tem como explicar aquele lugar. Você realmente se sente em outro planeta, as formas arenosas cobertas por sal e areia, deixam o ambiente sombrio e ao mesmo tempo encantador, o lugar é único.

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Entrada Valle de la Luna

O maior desafio desse passeio, é enfrentar o calor. O termômetro marcava 23 º, tá mas peraí? 23 º é calor? Sim!!! E muito calor, devido aos céus de San Pedro quase nunca terem nuvens o sol bate sempre em cheio, e o ar seco aumentar muito a sensação térmica do lugar. A primeira parada é na entrada de “cuevas”, são cavernas que cortam o Valle de la luna, claro que fomos, apesar do passeio ser meio claustrofóbico, pelo menos havia sombra🙂 .

Após alguns minutos angustiantes, saímos das cavernas e fomos em direção ao Anfiteatro do Valle de la Luna.

Conhecemos também as três Marías:

E enfim, voltamos a duna maior para ter uma das vistas mais lindas que já tive em minha vida. A subida requer um pouco de esforço, mas é recompensada:

Após terminarmos o passeio, seguimos até o Valle de la Muerte, e mais paisagens surreais podem ser contempladas de lá. A entrada no Valle de la Muerte também é 3000,00 pesos chilenos, mas se tiver feito o passeio do valle de la luna no mesmo dia (o que foi o nosso caso), não precisa pagar duas vezes, somente apresentar o comprovante que realizou o outro passeio anteriormente.

A dica desses passeios, é que passe muito protetor solar, de preferência use chapéu ou boné e óculos, devido ao forte vento, seus olhos podem encher facilmente de areia.

Após esse passeio ainda é possível realizar o do Pukará de Quitor, que fica a apenas 3 km da cidade, e o custo é $3000,00 pesos chilenos (R$ 17,00):

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Pukara de Quitor

Retornamos cedo para o hotel, porque na manhã seguinte, acordaríamos as 4h30m da manhã para irmos rumo aos Geysers el Tatio.

La Expedición 31/12/2015 Explorando os Arredores de Tilcara

O dia 31/12/2015 foi o dia de explorar os arredores da cidade de Tilcara. Esse pequeno povoado, tem um grande leque de opções para o turista, e é excelente para ser usado como cidade base.

Já pela manhã acordamos e nos encantamos com a vista do nosso quarto:

Tomamos nosso “Desayuno” (café da manhã) e fomos rumo ao Pucará de Tilcara, uma das principais atrações da cidade. Chegamos lá, e infelizmente estava fechado, creio que por ser dia 31/12, confesso que quase chorei, mas fazer o quê? Ainda conseguimos fazer ótimas fotos pelo caminho.

Pudemos ver a pirâmide central do Pucará de longe, mas ficou por isso mesmo. No retorno, passamos pela Caravana de Llamas, um dos meus sonhos era tirar algumas selfies com esses animais lindos, (Sim, sou apaixonado por lhamas *-*). Fizemos a reserva do passeio, e a próxima saída era somente as 16 horas, olhei no relógio e ainda eram 10 horas, pensei comigo vou falar com o Douglas para irmos até as Salinas hoje, assim ganhamos tempo. Claro, que ele topou…

Saímos então rumo a cidade de Purmamarca e as paisagens só aumentaram:

Quando começamos a subir a Cuesta del Lipán, e vi que estávamos subindo a cordilheira dos Andes, a emoção tomou conta.

Chegando ao topo da Cuesta del Lipán à mais de  4100 metros acima do nível do mar, haviam várias pessoas vendendo artesanatos e balas de coca, não me aguentei e comprei algumas, e comprei um quadro esculpido em pedra de sal.

Rodamos mais alguns km e chegamos as Salinas Grandes. Sério, que lugar incrível. Claro que aproveitamos para fazer algumas fotos:

No retorno para Tilcara, fizemos uma parada em um hotel, para ver preços etc… e uma lhama em especial nos chamou atenção por estar tentando se comunicar, meio que pedindo carinho., o que me deixou com mais ansioso que chega-se as 16 horas para fazer o passeios com as lhamas.

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Enfim chegamos em Tilcara, e fomos até a Caravana de Llamas para fazer o passeio. Pagamos 250 pesos (R$ 60,00) com café incluso para fazer o percurso que os povos andinos faziam no passado. Que experiência maravilhosa!!

Nesse passeio fomos somente eu e a Nicolly, escolhemos respectivamente as lhamas Yura e Churro, que tem nomes quechua (língua nativa andina) seus significados são Branca e Bondoso.

Passamos por vários lugares lindos, Montanhas, rios secos e enfim chegamos até a fazenda do Santos (proprietário da caravana de Llamas), onde sentamos numa sombra e tomamos um delicioso café e conversamos muito. Aprendi muito sobre a cultura local, falamos sobre futebol, política, sobre tudo. Nas fotos abaixo, Santos preparando nosso banquete, e ao lado nossos amigos: Santino, Sofia, Santos e Laura todos pessoas super simpáticas e agradáveis.

Se vai pra Tilcara, não deixe de fazer esse passeio, é uma experiência mágica. Nós conseguimos comprar o passeio lá mesmo, mas se quiser garantir faça a reserva pelo e-mail contacto@caravanadellamas.com.ar ou pela Page oficial no Facebook.

Chegou a noite, e fomos ao restaurante Los Puestos anexo ao hotel onde tínhamos reserva para a ceia de ano novo. Meu primeiro ano novo fora do Brasil, e já comecei em grande estilo, no pé dos Andes.

Enfim passamos a virada em Tilcara na Argentina, e no primeiro dia de 2016 já fomos em direção ao Chile onde a aventura só iria aumentar.

By: Izac Chapiewski

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