#Guatemala – Tikal

Chegou o dia mais esperado em solo guatemalteca. Conhecer o complexo arqueológico de Tikal!!! Eu havia comprado o passeio para ir ao amanhecer, porém, como fui em baixa temporada, somente eu iria fazer o passeio e a agência optou por trocar o horário. Eu havia pago 100 quetzales a mais para amanhecer nas ruínas, mas o hotel me devolveu o dinheiro, muito sérios e profissionais! Eu comprei tudo diretamente no hotel Casa de Grethel, inclusive a passagem de volta ao México, mas sobre isso falamos depois. Paguei 270 quetzales pelo tour, que incluía transporte, Tour guiado, e entrada ao sítio arqueológico.

Pois bem, acordei cedo às 6h e fui até a frente do hotel aguardar o barco que nos levaria ao outro lado para tomar a van. Conheci a Karyn Melissa, hondurenha que estava hospedada no mesmo hotel que eu, uma pessoa encantadora, conversamos muito e quando vimos já estávamos na entrada do Parque Arqueológico.

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Entrada de Tikal

Paramos para quem não havia comprado a entrada comprar, e seguimos por mais 20 minutos até chegar de fato ao início do passeio. O contraste entre selva e ruínas é mágico, descemos da van e encontramos um grupo de macacos que estavam nas árvores e fomos conferir. Esses animais são territorialistas e quando chegamos próximos a eles, começaram a gritar e jogar frutas, galhos e inclusive cocô, ou merda mesmo kkkk. Havia uma alemã no nosso grupo que ficou toda suja pobrezinha hahah. Uma pena não ter filmado o momento exato em que o macaco acertou ela :/ .

Nosso guia Natanael, um dos melhores guias que já tive, convidou aos falantes de espanhol para acompanhá-lo. E aí se formou o melhor grupo com quem já fiz um tour!! Só gente fera, alegre, galera irada!!! Contava com um representante de cada país. Eu brazuca claro, nosso guia representava a Guatemala,  além de representantes da Bélgica, Alemanha, Peru, com destaque especial aos amigos Juan da Colômbia, Melissa de Honduras, Veridiana do México e Paloma da Espanha. #AwesomeGroup! Passamos horas incríveis juntos, um passeio que ficará na memória pelo lugar e pelas pessoas que me acompanharam!

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Melhor Grupo!!!

Bora lá então, começamos o tour e nosso guia já comentou que Tikal era a maior cidade do império Maia, e com o passar dos anos a natureza começou a tomar conta e muitas construções estão hoje abaixo de terra e vegetação. Com isso o governo fez um acordo com os arqueólogos, que só puderam catalogar a maioria dessas construções e não realizar escavações para não danificar o ecossistema do local. Em minha opinião, foi uma decisão sábia, pois como citei anteriormente o contraste entre selva e ruínas proporciona ao lugar uma beleza exuberante. Nossa primeira parada foi na floresta e para nossa surpresa conhecemos um morador local, que nos veio dizer “Buenos dias”.

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Infelizmente para mim, eu havia passado repelente para entrar na floresta e a aranha recusou-se a vir comigo :/ . Caminhamos um pouco mais e meio a Selva e pude avistar montanhas de terra sob as construções milenares, um cenário de filme do Indiana Jones hahaha.

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Ruínas cobertas

Em meio a floresta, eis que surgem as pirâmides mais surpreendentes do império maia!!

Estudiosos afirmam que a população de Tikal era de aproximadamente 100 mil habitantes, realmente um número que surpreende. Os dois templos principais foram construídos entre os anos 700 e  800 d.C, ou seja, as construções estão intactas a aproximadamente 1300 anos.

 

Pudemos subir a um dos templos da praça central, e ter uma vista privilegiada do local:

Caminhamos mais alguns metros dentro da selva guatemalteca e nosso guia encerrou o tour, nos despedimos, porém antes tivemos o prazer de subir à pirâmide mais alta da cidade de Tikal, e a vista de cima dela é simplesmente incrível, se podiam ver quilômetros de mata selvagem e o topo das construções mais altas da cidade.

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Tikal

Comecei a fazer um vídeo qualquer ali encima da pirâmide, e sem combinar com ninguém, o vídeo se tornou um dos mais legais da viagem pela espontaneidade da galera. Se juntaram ao nosso #AwesomeGroup alguns israelenses e a bagunça foi garantida.

Próximo às 11 horas encerramos o tour e pegamos a van que nos levou novamente a cidade de Flores. Cheguei no hotel e decidi que iria entrar no México pelo estado de Chiapas e iria conhecer as ruínas de Palenque, porém, um forte terremoto sacudiu a região e tive que mudar meus planos, terremoto esse que pode ser sentido em Flores onde eu estava, mas eu estava dormindo e não vi nada 😀 . No dia seguinte acordei com várias mensagens de amigos no whastapp perguntando se eu estava bem por conta do terremoto, mas graças a Deus não vi e não senti nada mesmo! Então comprei a passagem direto a Chetumal no México e encarei um dia de viagem por Belize novamente. Paguei 270 quetzales de Flores a Chetumal.

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Fronteira de Belize

Passei por uma situação desconfortável na fronteira, onde o fiscal me disse que eu não era bem vindo à Belize por estar em trânsito para o México, me falou a seguinte frase em inglês: Se você quer ir ao México, passe por uma fronteira que te leve diretamente ao México, não viaje por Belize. Cara simpático 😀 . Mas isso depois de meu passaporte já carimbado e minha entrada no país autorizada, nem me estressei, e continuei de bom humor. Passando no terminal de Belize City revi meu amigo Nicarágua, e depois de algumas horas de viagem estava em Chetumal no México.

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Bienvenido a Mexico

Comprei em Chetumal a passagem até Cancún, pela mesma empresa que fez o trajeto Flores-Chetumal, paguei 500 pesos mexicanos depois de dar uma chorada haha, o cara queria me cobrar 650 pesos, eu falei mas eu já vim até aqui com vocês, me dê um desconto!! E funcionou hehe. Enfim as 23 horas o motorista da van, me deixou em frente ao meu hotel em Cancún, peguei a mina mochila que estava no locker, tomei um banho e fui dormir!!!

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#Guatemala – Flores – Petén

Após um dia de viagem por Belize, eu cheguei à Flores na Guatemala, uma cidade linda as margens do lago Petén, um charme. O motorista do ônibus me deixou em frente ao lago para esperar o barco do hotel vir me buscar. O problema é que meu celular estava sem bateria e eu não tinha como avisar que havia chegado hahah. Encontrei um restaurante em frente ao lago, e pedi para carregar meu celular um pouco e também aproveitar o Wi-fi, a moça foi super gentil e deixou. Se fosse no Brasil, já iriam me pedir se eu iria comprar alguma coisa kkkk. Consegui contato com o pessoal do hotel, agradeci a moça e após alguns minutos avistei o Erick, funcionário do hotel acenando de um barco em meio ao lago. O cara é “Muy buena onda” gente boa pra caramba, já me senti em casa, ele já soltou Bienvenido Izac.

O povo guatemalteca é maravilhoso, todos são muito legais, pessoas divertidas, educadas e receptivas… Um país que certamente eu voltarei um dia. Bom, cheguei no hotel, fiz o câmbio de dólar por quetzal (moeda da Guatemala). Consegui um câmbio ótimo 1 dólar = 7 quetzales. Em geral tudo na Guatemala é muito barato, por exemplo o hotel que me hospedei Casa de Grethel paguei Us$ 10,00 por noite, aproximadamente R$ 32,00. O hotel é incrível, de frente para o lago, super confortável com ar condicionado, as travessias de barco até a ilha são gratuitas até as 21 horas e o pessoal que trabalha no hotel é super bem preparado, tive mais contato com o Erick e a Sarai, pessoas incríveis! Além de contar com a praticidade de comprar os passeios e passagens de ônibus diretamente com eles no hotel, me deram toda assistência necessária para minha estadia ser perfeita, super recomendo!!! Enfim, como ainda era muito cedo, tomei um banho e atravessei de barco novamente até a ilha de Flores para conhecer o lugar e comer, porque eu estava com muita fome haha.

Comecei a caminhar pela orla do lago e avistei um TukTuk cara tive que andar naquilo sério, é muito maneiro hahaha.

A cidade parece cenário de filme, muito charmosa, com ruas estreitas e construções coloniais, e a vista para o lago é impagável.

Encontrei umas barraquinhas de comida em frente ao lago e fui tomar meu café da tarde, a culinária guatemalteca é parecida com a mexicana tendo muitos pratos em comum, sei que comi muito bem e paguei 15 quetzales (R$ 6,00). Provei empanada, tacos duros, e tostadas acompanhado de um suco.

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Cara, eu amo comer na rua quando viajo, o fato de estar em contato com o povo local, comer como eles comem é uma imersão cultural imensa. Agora se você é do tipo que tem “nojinho” vá comer em um restaurante kkk. Depois de comer chamei o Erick por whatsapp e ele veio me buscar de barco novamente. Fui dormir as 19 horas, bem cedo, pois estava cansado da viagem e no outro dia já tinha programação cedinho.

Como ir de Cancún até Flores na Guatemala!

Bom pessoal, quando eu estava planejando a viagem vasculhei praticamente toda a internet e encontrei pouquíssima informação acerca desse trajeto. As poucas informações que encontrei estavam em inglês ou espanhol e ainda de uma forma não muito clara. Pois bem, no dia anterior visitei as ruínas de Tulum, e ao retornar a Cancún já comprei minha passagem até Belize City pela empresa ADO, paguei 840 pesos. Não encontrei nenhuma forma de ir direto de Cancún até Flores, então tive que comprar separadamente os trechos Cancún-Belize City e depois Belize City-Flores, mas explico bem na sequência.

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Ônibus ADO

Fui até o hotel, organizei minhas coisas e a gerente Aida muito cordial, ofereceu o guarda-volume do hotel para eu deixar minha mochila grande, visto que minha ida até a Guatemala seria rápida e não havia necessidade de levar muitas coisas. Não tive custo nenhum em deixar minha mochila no hotel, e segui até o terminal onde meu ônibus saia as 22h15. Chegamos à fronteira do México-Belize aproximadamente às 4 horas da manhã, já havia ouvido falar sobre a corrupção por parte das autoridades mexicanas na fronteira, então fui preparado. E realmente amigos, cobraram uma taxa de Us$ 30,00 para deixar o país, taxa essa inexistente legalmente, ou seja, todo valor arrecadado vai para o bolso deles. Meses antes minha amiga Lívia do Instagram @Liviajando passou pela mesma situação e me contou que um canadense teve que pagar Us$ 50,00 para passar a fronteira, ela passou pagando apenas Us$ 20,00 na época. Um detalhe feio, sobre um país tão lindo, mas enfim, tem que ser falado. Pois bem, dei baixa no México e seguimos até Belize, país de número #9. Chegamos à imigração, uma mulher com uma cara de quem não comia a uns 5 dias. Cara feia, fechada… Em Belize a língua oficial é o inglês, cheguei até o guichê e disse sorrindo “Good morning”, a mulher nem me olhou na cara kkk azar é o dela, perdeu de interagir com uma pessoa super simpática, no caso Eu 😛 . Passaporte carimbado, ajustei o relógio pois em Belize é uma hora a menos que no México e seguimos até Belize City capital do país. Depois de passar a fronteira já não dormi mais, fui contemplando as pequenas cidades do novo país que acabava de conhecer, me encantei com os modelos dos ônibus todos muito coloridos e chamativos.

Chegamos ao terminal ADO da capital eram 6h30 e então conheci meu amigo belizenho Lincoln e sua esposa, que estavam viajando no mesmo ônibus que eu. Duas pessoas incríveis. Ao chegar no terminal ADO, você tem que tomar um táxi para ir até o terminal de Belize, é um lugar de onde saem os barcos para as ilhas Caye Caulker e San Pedro, principais atrativos do país. Ele já me chamou para ir com eles até o outro terminal e pagou o táxi, eu queria dividir e ele me disse que não precisava eu me preocupar. Contei à eles que estava indo à Guatemala, ele já me convidou para conhecer as ilhas quando retornasse, o cara é muito gente boa!

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Lincoln e sua Esposa

Chegamos ao terminal e meu objetivo era encontrar um ônibus que me levasse até Flores, ali você encontra várias agências que oferecem esse serviço, porém, Belize é um país caro, até por isso não fiquei muito tempo por ali, somente de passagem. A moeda é o dólar belizenho e um dólar americano equivale a dois belizenhos. Conheci o meu “brother” Nicarágua o cara muito gente boa estava vendendo as passagens até Flores, já comprei com ele, me levou a tomar um café da manhã típico belizenho e depois fiquei aguardando o transporte chegar, saia as 10h30 da manhã. Infelizmente esqueci de tirar uma foto com ele. Paguei 50 dólares belizenhos na passagem.

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Local onde comprei minha passagem até Flores

Fiquei aguardando por ali até o horário do meu ônibus e aproveitei a tirar algumas fotos da bela vista que se tinha no porto.

Era hora de seguir até a Guatemala, mais algumas horas e estaria pisando no meu país número #10. Durante a viagem conheci uma família de argentinos da cidade de Mendoza, estavam em uma aventura pela América Central, conversamos muito e a viagem se tornou ainda mais agradável.

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Família Buso

Enfim chegamos à fronteira de Belize-Guatemala e fizemos os trâmites de saída do país. Para sair de Belize há uma taxa de B$ 34,00 belizenhos, essa sim existe legalmente, inclusive é emitido um recibo tudo certinho, demos baixa e seguimos a pé até a fronteira, demos entrada na Guatemala e seguimos viagem até Flores.

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Fronteira da Guatemala

Bem amigos, se não encontravam nada na internet de como fazer esse trajeto de Cancún até Flores, agora está aqui. Acho que o Iniciativa Aventureiros é o primeiro blog brasileiro a dar dicas sobre esse trajeto, e qualquer dúvida deixe seu comentário. Nos próximos posts vamos falar um pouco sobre a agradável cidade de Flores e sobre o incrível complexo arqueológico de Tikal, fiquem ligados.

#México – O Paraíso Maia – Tulum

Bora lá aventureiros, chegou a hora de contar um pouco de como foi conhecer as ruínas de Tulum, um pedacinho do paraíso Maia na península de Yucatan no México. No dia anterior conheci uma das maravilhas do mundo Chichén Itzá, dormi como um bebê pois estava cansado e acordei aproximadamente as 8 horas da manhã. Tomei meu café no quarto mesmo, e fui em direção ao terminal da ADO em busca das vans que levam às praias da região. Uma passagem de ônibus de Cancún até Tulum pela empresa ADO custa 300 pesos ida e volta, já com as vans fui e voltei por 170 pesos, não é muito mas para um mochileiro cada centavo é precioso, economizei aproximadamente R$ 25,00 nessa brincadeira graças a dica da minha amiga Jéssica que conheci no dia anterior. Gracias Jessica!!! Tulum está localizada a 130 km de Cancún, e o acesso é muito fácil. Fiz esse passeio por conta própria para economizar e fugir dos preços das agências. Peguei a primeira van até Playa del Carmen e de lá peguei a segunda até Tulum, onde o motorista me deixou próximo a entrada das ruínas. Caminhei aproximadamente 900 metros num calor sufocante e avistei a entrada das ruínas, paguei 70 pesos e fui conferir. Meus amigos, cheguei a conclusão que o quintal dos Maias era o paraíso!! O Lugar parece uma pintura!

No percurso haviam dezenas de lagartos e iguanas muito comuns no região devido ao forte calor.

O calor estava de matar, caminhava um pouco e tentava encontrar uma sombra, e olha que eram muito disputadas, pelas centenas de turistas que ali estavam.

Quase no fim do percurso, cheguei ao local cuja a vista era impagável. Caraca que lugar maravilhoso, de encher os olhos ♥.♥

O meu passeio pelas ruínas durou aproximadamente uma hora, e saí em direção a rodovia para pegar uma van e retornar a Cancún. Caso você queira fazer esse passeio por conta própria, essas vans funcionam 24 horas por dia e são super seguras, então pode ir sem medo. Antes de regressar ainda almocei em Tulum, encontrei um rodízio de Tacos por 80 pesos com suco de Tamarindo incluso, mas esse era diferente, era de Tamarindo, com gosto de limão e parecia groselha 🙂 . Depois de comer uns 18 tacos hahaha peguei a Van e retornei a Cancún, e já passei do terminal ADO para comprar minha passagem para Belize City. Mas isso eu conto no próximo post, até breve.

#México – Cancún – Chichén Itzá

Bom amigos, após passar um dia incrível explorando o Complexo Arqueológico de Teotihucan nas proximidades de Ciudad de México, era hora de embarcar rumo ao caribe mexicano, era hora de ir para Cancún!!! Acordamos muito cedo, e o Benito foi me levar até o terminal da Caminante em Toluca para ir até o aeroporto. Cheguei no aeroporto era aproximadamente 7 horas da manhã e meu voo saia as 09 horas. Despachei a bagagem e fui até a sala de espera, tomei meu café da manhã, conheci um casal de americanos que estavam voltando do Brasil, conversamos bastante sobre as Cataratas do Iguaçu que eles conheceram, e isso fez com o que o tempo passasse voando. Então me encaminhei ao portão de embarque onde voei pela Aeromexico.

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Aguardando meu voo, com uma linda carinha de sono zzzZZzz

Chegamos em Cancún próximo das 11 horas da manhã, e o pouso foi tenso, bastante turbulência e infelizmente não consegui ver o mar do caribe, pois estava coberto de nuvens e neblina. Desci do avião, resgatei a Veridiana (pra quem não sabe é minha mochila), e fui até a plataforma de ônibus ADO onde tomei um ônibus até o centro da cidade onde estava meu hotel. Antes de entrar no ônibus já fiz novos amigos, os mexicanos Daniel, Clara e Jovann. Já me convidaram para ficar na casa deles em Cancún, porém minha reserva no hotel estava feita, e se cancelasse teria que pagar da mesma forma. Até tentamos nos reencontrar nos dias seguintes, porém tomamos rumos diferentes. Fico lhes devendo uma visita em outra oportunidade!!

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Daniel, Clara e Jovann

Cheguei ao terminal ADO do centro de Cancún e liguei o GPS do celular para encontrar meu hotel. Eu estava com um chip internacional da EasySIM4You o que me ajudou muito, pois tive dados móveis durante toda minha viagem. Estava chovendo um pouco, mas tive que caminhar somente 2 quadras e cheguei ao hotel. Me hospedei no hotel Ikaro Suits em Cancún, consegui uma reserva ótima pelo booking e paguei aproximadamente Us$ 5 por noite. Hotel presta excelente serviço, e o atendimento é especial, conheci a gerente Aida a qual é minha amiga particular. Fiquei em um quarto compartilhado, o que me proporcionou conhecer várias pessoas do mundo todo e fazer novas amizades. Enfim, me instalei no hotel e como tinha a tarde livre chamei um uber e fui rumo a zona hoteleira conhecer o mar do caribe, apesar de estar um pouco nublado o lugar ainda assim é inacreditável:

Já aproveitei para conhecer o CocoBongo, famoso Club do máscara onde as noites são incríveis. Almocei por ali mesmo, provei outro prato mexicano, que segundo os mexicanos não é tão mexicano assim. Nossa que confusão hahaha! Para vocês entenderem o “Burrito” não é um prato mexicano, é uma versão ou adaptação americana da comida mexicana… “Tendeu”? 😛

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Americano ou Mexicano estava uma delícia 😛

Vá para o México ou Estados Unidos e prove um Burrito é uma delícia. Bom, começou a chover novamente e eu aproveitei para entrar nas lojas e comprar umas camisetas maneiras que avistei. Se tu chega falando inglês ou português meu amigo, se prepare para pagar mais caro! Graças a Deus eu falo espanhol, e quando chegava nas lojas os mexicanos já falavam: Si hablas español es mas barato amigo!!! Então comprei camisetas tops por 120,00  a 180,00 pesos, mais ou menos R$ 20,00 a R$ 30,00. Tomei um táxi e retornei ao hotel porque no dia seguinte teria um dia cheio, mas cheio de aventura!!!

Bom vamos lá, acordei as 6h30m e fui a recepção do hotel aguardar minha van para ir a Chichén Itzá, comprei o passeio no hotel mesmo e paguei 650,00 pesos (R$ 130,00) com tudo incluído. Fui um dos que pagou mais barato do grupo que estava comigo hehe. A van chegou e já conheci a Yessica (mexicana) e o Pernambuco o nome dele é Cleberson mas eu só chamava ele de Pernambuco. A parceria se formou na hora, eu não havia tomado café e a Yessica já me deu um pedaço de pizza e assim começou a aventura, na melhor parceria. Fiz várias amizades nesse passeio, infelizmente não tirei fotos com todos mas cito os nomes aqui, Yanet do México e Yanet da Colômbia, Tiago outro brazuca e 2 espanhóis que não me lembro o nome… Putz #fail hahaha. Enfim, após algumas horas de viagem chegamos ao povoado maia próximo a entrada de Chichén Itzá. Almoçamos por ali mesmo, um almoço delicioso feito com produtos nativos que eles mesmo cultivam. Também a muitos artesanatos que o povo maia vende nesse local, confesso que achei os preços bem elevados, porém são todos artefatos feitos a mão e são legítimos. Antes de seguir a Chichén Itzá, ainda participamos de uma cerimônia onde um Xamã abençoou a todos do grupo. Independentemente da sua crença, vale respeitar a cultura do país que visita, eu sempre participo e respeito demais a crença do povo do local que visito, tudo é experiência!!

Bom seguimos então a Chichén Itzá a segunda maravilha do mundo que conheci esse ano, a primeira foi Machu Picchu no Peru. Cara que lugar fantástico, surreal o que os Maias fizeram, as construções datam dos anos 300 d.C. e mais uma vez, se não foram os extraterrestres que fizeram tudo aquilo, a humanidade retroagiu e muito no quesito arquitetura e engenharia.

O mais impressionante era a habilidade que os Maias tinham de manipular o som. Nos vídeos abaixo o Templo de Kulkukan responde emitindo o som de um quetzal (pássaro comum da região) quando batemos palmas abaixo dela:

Abaixo, os vídeos mostram como o som viaja de um lado a outro do campo onde eles disputavam o esporte chamado “Juego de pelota” ou jogo de bola, ou como o eco de uma palma ou um assovio se repete 7 vezes de forma perfeita quando uma dessas ações é feita:

É um dos locais mais extraordinários que já conheci em minha vida, sem dúvida nenhuma, merece o título de maravilha do mundo!! Comprei alguns artesanatos nas centenas de barracas de ambulantes que há no local e depois tivemos um tempo livre para fazermos fotos.

Um fato curioso contado pelo nosso guia, é que sempre o ganhador do jogo de bola era sacrificado ao Deuses. Fiquei me perguntando porque não o perdedor ser sacrificado, e o nosso guia explicou que os Maias ofereciam o que tinham de melhor para os deuses, e que para o ganhador do jogo era uma honra ser sacrificado. Se eu vivesse nessa época, desculpa mas eu ia perder todos os jogos 😛 . Seguimos então para um Cenote próximo ao centro arqueológico e confesso que foi uma das partes mais esperadas do dia, porque fazia um calor absurdo, devido a umidade do ar a sensação térmica beirava a sensação inferno 🙂 . Então a dica é leve muuuuita água e protetor solar e não esqueça do repelente!

Chegamos ao cenote, tomamos uma ducha alugamos um colete salva-vidas e caímos na água. O pernambuco já chegou mostrando como se faz:

No vídeo abaixo da pra se ter uma noção do tamanho que é o cenote, é imenso e a profundidade passa dos 100 metros.

Ficamos aproximadamente 30 minutos na água e foi uma experiência muito TOP, refrescou até a alma haha.

Após sairmos do cenote, peguei minha mochila me vesti e fui me dar conta que havia esquecido meu chapéu quando estávamos longe. Fiquei bem triste em perder meu chapéu das Cataratas que me acompanhou por vários destinos como Chile, Bolívia, Argentina e Peru, mas enfim deixei de oferenda para os deuses maias hahaa. Retornamos ao ônibus e ainda passamos pela cidade de Valladolid, um povoado muito bonito, porém meu celular e minha câmera ficaram sem bateria e não pude tirar fotos hehe, se ficar curioso pesquisa no Google, Sorry!!! Chegamos em Cancún já era noite e eu e o Pernambuco fomos a uma OXXO comprar umas coisas para o dia seguinte e nos despedimos. Ficou curioso para saber o que é uma OXXO? OXXO é uma rede de mercadinhos mexicana, que você encontra em qualquer esquina de qualquer cidade, sério… Você caminha dois passos e tropeça em uma. Mas é uma mão na roda para um mochileiro como eu. Você encontra tudo o que precisa e os preços são bem baratos.

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Oxxo

Mais uma maravilha do mundo riscada da lista, era hora de dormir, no dia seguinte teria mais….!!!

#México – Teotihuacan – Astecas

Chegou um dos dias mais esperados da viagem, e olha que era apenas o segundo dia no México!!! Acordamos cedo, fomos tomar café nas barraquinhas de rua e provei outra comida deliciosa do México: Os tamales.

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Café da Manhã mexicano

Os tamales são deliciosos, lembram um pouco a pamonha brasileira pois são feitos a base de milho e cozidos a vapor, tomei um copo de “atole” para acompanhar, é uma espécie de leite com baunilha e milho que confesso que achei delicioso. Lembra o gosto do leite de canjica brasileiro. Também conheci o irmão do Benito, o Marco outra pessoa incrível. Esses caras juntamente com a Areli fizeram de meus dias em Cidade do México inesquecíveis #GraciasAmigos.

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Marco e Benito, Mis Amigos

Bom seguimos viagem rumo a Teotihuacan, mas antes de chegarmos as ruínas paramos num desses restaurantes de estrada especializados em tacos. Cara que lugar, infinitas opções de sabores de tacos, uma melhor que a outra. Almoçamos por ali e seguimos ao centro arqueológico.

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Monte seu Taco 😛

Chegamos a Teotihuacan próximo ao meio dia, estacionamos o carro, compramos as entradas e fomos rumo as Pirâmides. Emoção enorme ao estar pisando nesse solo onde os Astecas reinaram por centenas de anos, e construíram essas pirâmides gigantescas a quase 2000 anos provavelmente com ajuda de extraterrestres hahaha. Sério, é só indo lá para ter noção do quão grandiosas e espetaculares essas construções são. E o mais espetacular é que elas sobreviveram à aproximadamente 2 milênios e estão praticamente intactas.

O complexo arqueológico de Teotihuacan é imenso, e conta com 3 pirâmides principais: Pirâmide de la Luna, Pirâmide del Sol e Pirâmide de Quetzacoatl, além da calzada de los muertos, onde os astecas acreditavam que as almas de seus antepassados passavam antes do pós vida. Claro que subi em todas as pirâmides que eram permitidas né? São muuuuuitas escadas, mas para quem aguentou subir ao topo do Vinicunca foi moleza!

Chegando ao topo da pirâmide do sol a energia é sem igual e a sensação é inexplicável.

Após descer da primeira pirâmide, seguimos até a pirâmide da lua de onde se tem uma vista incrível de todo o sítio arqueológico.

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Teotihuacan Piramide de la Luna

A visita à Teotihuacan é um pouco demorada, pois há que caminhar muito entre uma pirâmide e outra, por isso reserve um dia somente para esse passeio. O calor estava matando e eu havia esquecido do eu protetor solar na mochila grande, claro que me queimei um pouco mas valeu a pena. Outra dica, leve água, muuuita água!! Fomos então conhecer a última pirâmide após caminhar por toda a calzada de los muertos. A pirâmide de Quetzalcoatl é como a cereja do bolo, é incrível como os desenhos esculpidos a milhares de anos pelos astecas ainda estão intactos. Várias cabeças representando a serpente Kulkukan ou serpente emplumada.

Mais algumas imagens da zona arqueológica:

Após encerrar o passeio, fomos comer novamente (Sim, os mexicanos comem bastante e eu também hahaha) Provei as enchiladas (Uma espécie de panqueca cujo a massa é feita com pimenta), essa confesso que não gostei muito, mas tudo é experiência. Outro fato curioso é que os mexicanos põe limão e sal na cerveja, eu não consegui provar porque achei estranho, mas me falaram que é bom hahaha. Seguimos então em direção a Toluca, para aproveitar um pouco a noite da cidade. Chegamos as 20 horas em Toluca e adivinha? Fomos comer haha, provei os churros mexicanos, aqueles mesmo que a Dona Florinda fazia no seriado Chaves, são uma delícia!!! Enfim, fomos para casa porque no dia seguinte eu viajava cedo rumo ao outro extremo do país. Caribe!!!!

#México – Ciudad de México

Quem me conhece, sabe que pisar nas terras do Chaves sempre foi um grande sonho para mim!!! E essa data ficará marcada para sempre em minha memória, 01/09/2017 dia que desembarquei no aeroporto de Ciudad de México e obtive o sonhado carimbo em meu passaporte!!! Caraca… Que emoção, eu estava ali. Cheguei no aeroporto eram 4 horas da manhã e já fui correndo provar uns tacos mexicanos!!! Que delícia cara, eu estava no MÉXICO!!!

Após tomar um café da manhã tipicamente mexicano, fui até a empresa Caminante, para comprar meu ticket de ônibus até a cidade de Toluca, onde meus amigos Benito e Areli estavam me esperando, e onde passaria os próximos dias na casa de Benito. Embarquei no ônibus, chovia muito, e eu com medo! Meu Deus tomara que essa chuva não estrague minhas férias. Cheguei no terminal de Toluca eram 09h30m, apesar de serem apenas 70 km entre as duas cidades, o trânsito da capital mexicana é terrível e demorei 2 horas e meia para fazer o percurso. Esperei alguns minutos mais, e lá estavam Benito e Areli, meus amigos queridos, os quais conheci na viagem que fiz ao Peru em março desse ano. Nos abraçamos e já me senti em casa, foram incríveis todo o tempo que fiquei com eles. Fomos até o escritório do Benito, e depois fomos comer uns tacos como verdadeiros mexicanos, na rua, numa barraquinha de tacos ou taquería como chamam.

Vou dar uma dica que irá salvar vidas: NUNCA eu disse NUNCA acredite quando um mexicano falar: Eso no pica! (Isso não queima, não é picante), sempre pica, no México tudo pica hahaha, então prepare sua língua e sua boca porque vai queimar haha. Após comer os deliciosos tacos, fomos até a casa do Benito onde tomei um merecido banho e deixei minhas coisas, para irmos rumo a Ciudad de México novamente. Lembram que quando cheguei estava chovendo, e muito? Pois então, sou um cara de muita sorte o tempo abriu e parou de chover. Paramos o carro num estacionamento no centro e fomos caminhar para conhecer a cidade. Andei até de metrô, nunca havia andado, uma aventura hahah.

Fomos ao Palácio de Bellas Artes, Zocalo e alguns parques próximos, um dia incrível.

Passamos por uma feira em frente ao Zocalo, onde haviam várias comidas típicas mexicanas, dentre elas uma das mais diferentes que já provei: Os chapolins (grilos), sim cara eu comi o Chapolim Colorado ahaha e estava uma delícia:

Além de provar os diferentes refrescos que vendiam por ali, inclusive o famoso de Tamarindo com gosto de groselha e que parece de limão 🙂

Após degustar os mais variados pratos pela feira, fomos até Garibaldi, um lugar conhecido pelos vários grupos de “Mariachis” que ficam ali oferecendo serenatas aos turistas. Após tomar umas tequilas, claro que fui obrigado a cantar uma música com eles né? hahaha…

E ao som de Cielito Lindo (Um dos hinos do México) Lá vou eu com mais tequila…

E mais Mariachis:

No México a culinária é incrível. Porém algumas coisas muito diferentes me chamaram atenção, eles colocam pimenta em tudo, em tudo mesmo!! Haviam pirulitos de pimenta, sorvete de pimenta, achocolatado com pimenta, as frutas que vendem na rua são com pimenta e sal e eu ficava me perguntando WTF???? Mas sim, eles amam pimenta hahaha.

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Pirulito com pimenta

Só Deus sabe a emoção que foi estar nesse lugar, não chorei porque a tequila me deixou mais “Cabrón” (Machão), mas foi muito especial estar ali. Já começava a anoitecer e havia jogo da seleção mexicana pelas eliminatórias, meu Deus como eu queria ir, mas faziam 2 noites que estava praticamente sem dormir, devido as escalas nos aeroportos, e devido a ansiedade de chegar logo, não dormi nos voos. Tive que adiar essa emoção de gritar eeeeeeeeee PUTOOOOO no estádio Azteca :/ . Enfim de Ciudad de México à Toluca pedi licença aos meus amigos Benito e Areli, deitei o banco do carro e dormi. Chegamos em casa aproximadamente as 22 horas e fui descansar, porque o próximo dia seria cheio de novas emoções!!!

 

O objetivo do blog é proporcionar ao leitor que embarque juntamente conosco em nossas aventuras além de inspirá-lo para que também alcance suas metas de explorar lugares incríveis sem gastar muito!!!