Expedição Amazônia – Dia 3

Ao todo foram 8 dias de viagem pela Amazônia, Roraima, Guiana e Venezuela, resumi tudo isso em 3 posts Post 1Post 2 e esse que escrevo agora. Adianto que não terão posts exclusivos da Guiana e Venezuela, pois fui somente até as fronteiras. Na Guiana passei a noite na cidade de Lethem, e na Venezuela fiz um bate e volta até a cidade de Santa Elena de Uairén, decidi não passar a noite até pela situação que o país enfrenta. Mas vamos ao que interessa os meus dias seguintes na Amazônia.

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Porto de Manaus

Acordei cedinho para fazer o 1 day Tour. Esse Tour é perfeito para quem está de passagem e não possui muito tempo para explorar a região, mas adianto que em 4 ou 5 dias você consegue fazer tudo tranquilamente sem correria. Dos passeios que a agência oferecia, só não fiz o Tour das cachoeiras de Presidente Figueiredo, porém, meu amigo Thiago de Brasília fez esse Tour e me disse que vale muito a pena. Mas vamos lá… Saímos da agência em direção ao porto de Manaus e de lá seguimos para um dia cheio de aventura.

A primeira parada foi para conhecermos o “Encontro das águas” que é o encontro do Rio Negro com o Rio Amazonas, as águas não se misturam por diversos fatores, temperatura da água, densidade e velocidade, os dois rios correm lado a lado, mas confesso que é possível ver melhor esse fenômeno do avião quando esta chegando em Manaus do que de barco, pois o barco é muito baixo :D.

Seguimos de barco até uma vila flutuante para ver de perto o “Pirarucu” um dos maiores peixes da Amazônia, na fase adulta eles podem atingir 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos :o. Como anteriormente eu citei, é muito comum os nativos da região construírem suas casas em cima de troncos para que flutuem durante os períodos de cheia.

Outro fato super interessante sobre o Pirarucu, é que ele é um dos poucos peixes que conseguem respirar fora d’água. Realmente é um ser pré-histórico que sobreviveu até os dias de hoje. Pois bem, após breve explicação fomos ver os bichos de perto.

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Pirarucu

Chegamos no criadouro e olha que bacana:

Tive a oportunidade até de tentar pescar um, e sinceramente se tu não segurar firme o bicho te puxa pra água. Incrível a força desse animal, confira:

Após essa experiência super legal, fizemos uma parada para conhecer as vitórias-régia que também são símbolos da Amazônia e paramos para o almoço.

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Vitória-régia

Interessante que essa planta aguenta até 70 kg sem afundar.

O legal que não importa para onde você vá, sempre vai encontrar um macaquinho pelo caminho:

E o almoço? Realmente uma delícia e com direito a restaurante flutuante de frente pra selva 😀 .

Após o almoço, seguimos por mais uma hora até chegarmos ao local de interação com os botos. E cara, que coisa sensacional, eu já havia feito interação com os golfinhos em Cancún no México, porém era em cativeiro, e ter esse contato com esses animais livres na natureza é realmente mágico.

Confira o vídeo:

São cerca de 10-15 minutos de interação, onde você fica flutuando num rio que tem 50 metros de profundidade e está cheio de botos, muitos mesmo, você sente eles todo tempo passando e esbarrando em você, com certeza algo muito legal. Vale ressaltar que esse passeio não é realizado todos os dias devido a preservação dos botos. Dali seguimos para visitar a tribo indígena Tuyuka. Eu, a Renata e o Matheus (Meus amigos Cariocas) estávamos muito ansiosos para ter esse contato com os índios. Esses dois entram para aquela lista de pessoas maravilhosas que conheço em minhas viagens :D.

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Renata e Matheus

Chegamos lá, subimos alguns degraus e lá estavam os índios nos esperando com uma recepção super calorosa.

Até nos tiraram pra dançar:

É muito interessante, que apesar de ter mais contato com o mundo a tribo mantém seus costumes, de vestimentas, mulheres com seios à mostra, pinturas corporais e muito mais. Pudemos ainda, ver suas casas e provar um pouco da comida deles, no caso eu provei a formiga saúva que é muito apreciada não só pelos índios como por todos os moradores da Amazônia.

Provando a formiga saúva:

Após um ritual de boa vindas, conhecer um pouco dos costumes e seu estilo de vida, tivemos um bom tempo para tirar fotos.

Nos dias seguintes viajei para Roraima, Guiana e Venezuela. Alguns vídeos dessa viagem:

Retornei à Manaus depois de alguns dias e para me despedir dessa terra maravilhosa fui a Praia de Ponta Negra para ver um pôr do sol magnífico.

Foram dias memoráveis nessa região do Brasil, que ainda é pouco explorada, porém na minha opinião, uma das mais lindas do nosso país. Vivi muitas coisas e a Amazônia ficará para sempre em minha memória e no meu coração ♥ #ObrigadoAmazonas

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Expedição Amazônia – Dia 2

Após um primeiro dia cheio de aventura, o meu segundo dia na selva Amazônica reservava muitas surpresas!!

O plano era acordar as 5 horas da manhã e ver o nascer do sol no rio, porém estava chovendo muito e o cronograma teve essa alteração. Eu estava dormindo na cabana coberta de palha e pensando como não molha aqui dentro hein? Haha menos mal. Após o amanhecer o tempo ficou bom e peguei uma lancha e fomos até a casa do senhor Almir, morador ribeirinho que vive na região praticamente a vida toda e seria meu guia para uma expedição de sobrevivência na floresta. Agora a coisa ficou séria hahaha.

Nesse post serão mais vídeos do que fotos até porque os vídeos são explicativos em sua maioria. A caminhada dentro da floresta fechada durou cerca de 3 horas, e confesso que se algo acontecesse com o guia eu estaria morto!! Estávamos somente os dois e eu estava totalmente desorientado, a selva confunde muito seu senso de localização, até por isso é muito comum pessoas se perderem e em alguns casos nunca mais serem encontradas na selva amazônica!

Durante a trilha pela floresta, o guia nos mostra várias plantas medicinais, como fazer abrigos temporários, mostra quais árvores são inflamáveis para que possa fazer um fogueira, árvores frutíferas, árvores que são usadas nas fragrâncias de perfumes famosos, ensina também a seguir trilha de animais para caça, ou seja, realmente é um Tour de sobrevivência. Eu mesmo amei a experiência, porque como falei anteriormente sou fã dos programas de sobrevivência do Discovery Channel e eu estava ali sentindo na pele, mesmo que não fosse na mesma intensidade dos participantes reais desses programas 😀 .

Árvore Chichuá para fazer fogo na floresta:

Árvore de Açaí:

Aprendi muito sobre alguns insetos da Amazônia, inclusive alguns comestíveis, que muitos nativos da região apreciam. Abaixo as formigas Tapiba, que NÃO são comestíveis, porém causam uma sensação estranha ao passar pelo pele, incrível mesmo é que elas não mordem :D.

A casa das cigarras:

Com toda certeza, uma das partes mais esperadas dessa trilha era encontrar a larva da castanha e prová-la kkkk, eu estava meio desanimado porque abrimos muitas castanhas e não estávamos encontrando o bichinho, mas insistimos até encontrar. Olha, já comi muitas coisas estranhas nas minhas viagens, mas essa acho que ganhou o prêmio de mais estranha até aqui kkkk Pessoal que tem “nojinho”, não assista o vídeo abaixo 😀 :

Por incrível que pareça, o gosto da larva não é ruim. Quando você morde, ela explode na boca kkk e o gosto é de cocô ou doce de leite, Acrediteeemmm!!! hahaha 🙂 Pois bem, retornamos à Pousada e já estava próximo da hora do almoço. Eu estava com muita vontade de comer piranha e fui pescar o meu almoço.

Interessante mesmo, é que pescávamos piranhas na mesma parte do rio onde nadávamos kkkk. As piranhas só atacam se houver sangue na água! E sério, nunca uma pescaria foi tão fácil, eu peguei diversas piranhas, era jogar o anzol e puxar, muito fácil mesmo.

Após o almoço tomei um banho e começamos a aventura do retorno pra Manaus, mais uma lancha, uma Kombi e outro barco kkkk O retorno foi muito divertido, havia uma família de chineses, alguns franceses e o casal de Brasília Flávio e Lu, viemos dando boas risadas em cada derrapada que a Kombi dava nas estradas de barro.

Menos mal que todos chegamos com vida em Manaus, enfim havia sinal no telefone e pude avisar mamãe que estava bem kkkkk. E para o próximo dia?? Mais aventura que contarei no próximo post.

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Expedição Amazônia – Dia 1

“Amazônia” um destino pra quem gosta de aventura, de viver ao extremo, pra quem quer ter um contato único com a natureza isolado na maior floresta do mundo. Um destino imperdível que já estava em meus planos a muito tempo, quando via os programas do “Richard Rasmussen”, ou o “Largados e Pelados do Discovery Channel” imaginava estar nesse lugar indescritível, e ainda pouco explorado… Mas lá fui eu, me aventurar nas terras alagadas do maior estado brasileiro e aqui começo contar essa história para vocês;

A viagem originalmente seria feita em dezembro, mas adiantei a passagem por motivos pessoais e embarquei rumo à Manaus, cidade base de onde partem todos os Tours para explorar a selva. Fechei os passeios previamente com a Iguana Turismo e recomendo a agência. Pessoal muito bem capacitado e saiu tudo como o combinado.

Saí de Curitiba com 6º graus e cheguei à Manaus com 33º graus é mole? Mas além do calor da capital, senti também o calor do povo manauara que é muito receptivo! Fiquei hospedado no Local Hostel Manaus a uma quadra do Teatro Amazonas, um dos principais pontos turísticos da cidade e aproveitei o tempo para conhecer as redondezas e já provar a comida típica da região. Próximo ao Teatro existem dezenas de opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos, escolhi a Tacacaria Amazônia e comi o Tacacá de Pirarucu e suco de cupuaçu para acompanhar. Em geral a comida amazônica é uma delícia com diversas opções de peixes, mas fica a dica,não deixe de provar o Tacacá 😉 .ice_2018-06-05-15-56-37-454

No dia seguinte sai cedinho rumo à selva. Não sei se por sorte ou azar (depende do ponto de vista) no dia em que fechei o passeio, nenhum outro turista fechou, ou seja, ganhei um tour VIP pagando o preço normal hehe, claro que conheci bastante pessoas no hotel de selva, a maioria gringos porém os passeios foram feitos em sua maioria somente eu e um guia, somente no retorno que tive mais turistas me acompanhando. Mas borá lá… Para chegar ao hotel de selva, atravessei o rio Amazonas de barco, rodei mais 70 km de combe em meio as estradas de barro, e ainda peguei mais um lancha por volta de 40 minutos andando em meio aos igarapés e igapós que se formaram devido ao alto nível dos rios. Eu estava realmente isolado de tudo, sem sinal de telefone, sem sinal de WI-FI apenas curtindo o momento e tudo que a selva tinha para oferecer e não foi pouco 😀 .

Durante dois dias minha casa foi a Pousada Juma Lake, com direito a cabana exclusiva e restaurante flutuante. Na verdade a maioria das casas da região são flutuantes para que na época das cheias subam juntamente com o nível da água não afetando a vida da comunidade ribeirinha.

Nesse primeiro dia, já pude observar a vida selvagem na floresta com diversos macacos, aves e inclusive botos que passavam saltando em frente o restaurante da pousada. À tarde fomos então fazer um passeio de barco pelos igapós e observar mais da vida selvagem. Para quem não sabe existem duas temporadas na Amazônia, a de chuva e a de vazante. Eu fui na temporada de chuvas e os rios estavam quase atingindo sua altura máxima. Com a alta dos rios formam igarapés que são rios secundários que não existem na temporada de vazante, e os igapós são partes das florestas na maioria das vezes navegáveis, porém com uma enorme quantidade de árvores o que dificulta a passagem de barcos grandes. Confiram nos vídeos abaixo:

O ponto alto desse passeio foi encontrar um bicho-preguiça e poder chegar muito perto dele, o problema é que ele não gostou muito de invadirmos o espaço dele e me deu um tapa e arranhou nosso guia que tentava pegá-lo kkkk Foi o bicho-preguiça mais rápido que vi em minha vida, sorte que tive o prazer de filmar toda essa epopeia, confira:

Após esses momentos de intensa emoção o animal se acalmou e pudemos tirar fotos e fazer vídeos a vontade. Uma coisa interessante é que a preguiça parece ser um animal muito calmo, até mesmo nosso guia se surpreendeu com a reação do animal, porém vale lembrar que qualquer animal selvagem pode agir de forma imprevisível e atacar, então é sempre bom ter cuidado.

Ela fez até pose pra foto:

No retorno até a pousada ainda vimos muitos macacos pulando nas árvores e fomos presenteados com um pôr do sol maravilhoso.

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Pôr do Sol Rio Juma Amazonas

Chegando a minha cabana tomei um banho e fui para mais uma aventura da viagem, fazer a focagem do jacaré. Vale sempre lembrar que nenhum dos animais sofre qualquer dano durante esses passeios, os guias são extremamente bem preparados e tem amplo conhecimento, os animais são retirados e rapidamente devolvidos a natureza. Estava totalmente escuro e de repente o guia põe as mãos na água e sai com o jacaré, tudo muito rápido.

Ele dá algumas breves explicações sobre o animal, e temos a oportunidade de tocá-lo ou até mesmo pegá-lo para os mais corajosos vale muito a experiência.

Após essa experiência, retornamos até a pousada onde jantei e logo fui dormir. E dormir na cabana coberta de palha em meio a selva foi muito legal, se ouvia de longe os gritos dos bugius, de aves sem dúvida algo incrível. O dia seguinte reservava ainda mais aventuras, mas isso conto no próximo post…

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#Equador – Baños a cidade da aventura!

Baños no Equador é uma cidade para quem realmente gosta de aventura e viver ao extremo! A cidade está localizada em um vale, cercado por montanhas da cordilheira e ao fundo está o vulcão Tungurahua, outro gigante, e um dos vulcões mais ativos do mundo!!

Chegamos à Baños e fomos em busca de um hotel, no centro da cidade encontramos o Hostal El bosque, um hotel ótimo e com preço acessível. #SuperRecomendo Contato hgongoragomez@gmail.com Fone: +593 993873236. Contratamos todos os tours diretamente no hostal, o que nos fez economizar muito tempo. À noite fomos ao mirador da cidade e ainda passamos por uma danceteria para provar uns drinks de cortesia que ganhamos do hostal. No dia seguinte tínhamos 2 passeios, Pailón del diablo e Casa del Arbor e muita aventura estava por vir.

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Chiva

Todo transporte era feito por esses caminhões que eles chamam de Chiva. Existem dezenas na cidade e cada uma possui um nome, me recordo que as nossas foram a Andariega (andarilha) e La chocolatera. As 10 horas saímos rumo ao Pailón del Diablo, passamos por várias cachoeiras e abismos ao lado das rodovias. Em uma das paradas fui convencido a lutar contra meu medo de altura e fazer tirolesa hahah. Cara, confesso que estava me “cagando” de medo, mas fui. Confira:

Foi uma experiência maravilhosa, e após chegar ao outro lado queria voltar e fazer de novo haha. O medo foi embora!! Seguimos até Pailón del Diablo, um dos principais pontos turísticos da cidade.

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Pailón del Diablo

Essa cascata tem uma força incrível, e o cenário em meio a floresta é de beleza sem igual.

O acesso à cachoeira é para poucos, se você assim como eu, tem medo de altura, prepare-se para fortes emoções! Mas já adianto que vale muito a pena.

Após conhecer Pailón del Diablo, retornamos até a cidade de Baños para almoçar e aguardar nosso próximo tour que seria no final da tarde. O dia estava lindo, aproveitei para comprar as lembrancinhas nas diversas lojinhas que haviam na cidade. Pois bem, as 17 horas nossa Chiva “Andariega” chegou ao hotel para nos levar ao passeio mais esperado, La casa del arbor com vista para o Vulcão Tungurahua.

Fizemos uma pequena parada em um mirador da cidade, e então seguimos para la casa del arbor. Essa casa construída em uma árvore, foi feita para observar a atividade do vulcão, como anteriormente eu disse, um dos mais ativos do mundo. Sua última erupção foi em 2013 e atraiu turistas do mundo todo. Devido a ser cercada de montanhas, a cidade está protegida da lava do vulcão, porém a casa del arbor onde estávamos é um local de muito risco caso houvesse uma erupção, pois está muito próxima ao vulcão.

Esperamos na fila ansiosos para andar no balanço, famoso mundialmente! Ele esta de frente para um precipício, então a adrenalina sobe quando estamos nele.

A noite estava quase caindo, mas conseguimos fazer fotos incríveis!!

O lugar é mágico, sem igual! Após andarmos na balança, retornamos à cidade e ainda fiz mais um amigo argentino, aventureiro como eu, estava com planos de ir até a Colômbia de ônibus. Chegamos à cidade, e fomos ao terminal comprar passagem para ir até Guayaquil, passamos a noite viajando e chegamos as 5 da manhã. Ainda tive tempo de conhecer um pouco da cidade, pois meu voo saia somente a tarde.

Chegava a hora de voltar 😥 me despedi desse país incrível onde vivi aventuras inesquecíveis, embarquei rumo a Lima e de Lima voltei a Foz do Iguaçu no Brasil. Foram dias maravilhosos que passei no Peru e no Equador. Revi amigos queridos e fiz tantos outros, os lugares que conheci não tem preço. #GraciasPeru #GraciasEcuador

E até a próxima aventura!!!!

#Equador – Vulcão Quilotoa

Fala galera! Minha aventura pelo Equador continuou e após subir o Gigante ativo Cotopaxi, seguimos viagem até o povoado de Quilotoa para conhecer o vulcão que leva o mesmo nome da cidade. Pois bem, eu e a Rosa saímos da cidade de Latacunga rumo ao povoado, chegamos por volta das 17 horas da tarde, e fomos então em busca de um hostel. Caminhamos uns 500 metros e comecei a sentir o mal de altitude ou “soroche” como os andinos chamam. Na entrada do povoado encontramos um hotel super bacana e pagamos Us$20,00 por pessoa com janta e café da manhã inclusos (Hostería Alpaka). A altitude do povoado é de quase 4 mil metros acima do nível do mar, eu nunca tinha dormido em um local tão alto. Já dormi em cidades como Cusco (Peru), San Pedro de Atacama (Chile), Tilcara (Argentina) que não passavam de 3.000 metros, e infelizmente senti a altitude. Tomei um banho, e comecei a passar muito mal, com dor de estômago, ânsia e acabei vomitando. Ainda tenho minhas dúvidas se foi a altitude ou o almoço que me fez mal, mas enfim, foi uma parte desagradável da viagem, que por sorte passou rápido, pois no outro dia eu estava bem! Outro fato curioso é que nos quartos do hotel, haviam fogões a lenha devido ao frio intenso que faz à noite.

Bom, no dia seguinte acordamos, tomamos café e fizemos alguns amigos da Argentina e Estados Unidos. Deixamos nossas mochilas no hotel e seguimos até a cratera do vulcão que ficava a menos de 500 metros do nosso hotel. O dia estava lindo, sempre tenho muita sorte quando viajo, pode estar passando um furacão (Que foi o caso do México) que quando chego o tempo abre hahaha. No caminho encontramos uma lhama e uma alpaca dando bobeira, e claro que já fui fazer amizade haha.

Caminhamos mais alguns metros e fiquei encantado com o que vi. A circunferência da cratera é de aproximadamente 15 km, é imensa. E a beleza do lago que se formou nesse vulcão extinto é sem igual. No vídeo abaixo, digo que o vulcão está extinto a milhões de anos, eu menti hahah. Sua última erupção foi no ano de 1280, pouco antes do descobrimento do Brasil 😀 .

Fizemos algumas fotos e seguimos caminhando pela borda da cratera para tentar chegar até outro mirador.

Caminhar na altitude é um desafio, cansa muito, tivemos que fazer muitas paradas pelo cansaço.  O pior é que quase não haviam sombras em volta da cratera, somente perto do mirador de vidro havia uma pequena floresta de pinus onde nos abrigamos e paramos um pouco para reidratar e descansar.

Chegamos no mirador, e ali ficamos por uns 20 minutos apenas contemplando essa obra de arte da natureza.

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Mirador Quilotoa

A pior parte foi o caminho de volta, para chegarmos ao mirador foi fácil pois a maior parte era descida, o retorno nos exigiu muito esforço, mas a vista compensava.

Enfim, depois de aproximadamente 2 horas e meia chegamos ao povoado novamente e fomos almoçar. A maioria das pessoas que vai à Quilotoa, faz a volta completa na cratera, caminham os 15 quilômetros, nós infelizmente não tínhamos tempo pois tínhamos que voltar à cidade para tomar o ônibus e voltar a Latacunga, e dali tomar outro ônibus para chegar a cidade de Baños, e foi o que fizemos… Mas essa história fica para o próximo post…

#Equador – Vulcão Cotopaxi

Meu objetivo no Equador era simples: Quebrar meu recorde de altitude e subir no mínimo em um dos diversos vulcões do país!! Tarefa fácil haha. Após conhecer a cidade de Quito, seguimos viagem até o vulcão Cotopaxi. Saímos bem cedo da casa do Jonathan e fomos até o terminal rodoviário. Uma coisa interessante do Equador, é que os ônibus saem a todo momento para quase todas as cidades do país, por ser um país pequeno a maioria da população opta pelo meio de transporte público que também é muito barato. Eles vendem passagens até encher o ônibus, e assim que cheio já começam a vender para o seguinte, muito prático e rápido viajar por lá. Chegamos no terminal rodoviário e em aproximadamente 10 minutos já estávamos na estrada.

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Rodovia Equador

As paisagens pelas estradas são de tirar o fôlego, haviam montanhas nevadas, vulcões, povoados em vales cercados por montanhas, realmente o Equador me surpreendia cada vez mais! Chegamos ao trevo de acesso ao Parque Nacional de Cotopaxi e caminhamos até um local onde haviam camionetes. Essas camionetes estão ai durante a manhã e levam até o vulcão. Conhecemos então o senhor Victor Olalla e contratamos seus servições como guia. Pagamos Us$ 25,00 por pessoa, no começo confesso que achei um pouco caro, mas depois descobri que valeu muito a pena, pegamos o melhor guia do parque!!! Deixo o contato do senhor Victor, ele além de subir ao Cotopaxi faz diversos outros passeios pelo Equador, fones +593 986694088 ou +593 991013734. #SuperRecomendo.

Pois bem, seguimos até a entrada do parque, compramos comida e água e nosso guia foi comprar nossas entradas. e começamos a se aproximar do gigante Cotopaxi. As paisagens da avenida dos vulcões são surreais, se o tempo estiver aberto é possível ver 10 vulcões aproximadamente. Infelizmente o tempo estava fechado quando chegamos e foi se abrindo no decorrer da subida. Abaixo alguns dos vulcões que podiam ser avistados da estrada, entre eles o Antisana e Rumiñawi:

Conforme íamos nos aproximamos do Cotopaxi, o tempo ia abrindo e a paisagem ia ficando sem igual:

Nosso guia nos levou até onde a camionete conseguiu subir, ou seja, economizamos muita energia e tempo.

Já sabemos que qualquer esforço em grandes altitudes é muito desgastante, por isso, deve-se ter precaução ao subir um vulcão.

Encontramos muitos outros aventureiros que estavam subindo o Cotopaxi, e sim, eu quebrei meu recorde de altitude!! Antes pertencia a Montanha Vinicunca no Peru. Agora cheguei aos 5.550 metros de altitude aproximadamente. A altura total do Cotopaxi é de 5897 metros, porém, para chegar até o topo, são necessários 2 dias, e equipamentos  e roupas especiais. Por incrível que pareça, quanto mais alto chegávamos o sol ficava mais forte e o calor era imenso, passamos muito protetor solar e mesmo assim queimava. Outra curiosidade, é que sem óculos escuros é impossível enxergar, devido ao excesso de claridade. Por isso, chegar ao topo requer um preparo físico e equipamento especial. Nosso guia nos deu um tempo determinado também, por isso eu e a Rosa não subimos mais, porque apesar de exaustos queríamos chegar o mais alto possível!!

O tempo abriu e as fotos ficaram lindas, fizemos boneco de neve e até brincamos de guerra de neve, e é claro que obviamente eu ganhei hahaha.

Confesso que subir esse vulcão ativo foi uma das experiências mais lindas e inesquecíveis da minha vida, me apaixonei pelo lugar!! ♥ Após algumas horas no vulcão, voltamos até o nosso guia que nos levou até o trevo de entrada do parque novamente, onde encerrou o seu serviço. Tomamos ali um ônibus até a cidade de Latacunga, e dali tomamos outro até a cidade de Quilotoa, mas a continuação dessa aventura contarei no próximo post. Até lá…

#Equador #Quito


Dia 31/12/17 foi dia de pisar no meu país número 11, foi dia de pisar no Equador!!! Após passar alguns dias em Lima e explorar As ilhas Ballestas e Huacachina no Peru, embarquei rumo a cidade de Guayaquil no Equador. No aeroporto me encontrei com a Rosa, pessoa incrível que havia conhecido na Montanha Vinicunca no Peru, ela foi minha companheira de aventuras durante minha estadia pelo seu país. Pegamos um voo rumo a Quito, capital do Equador. Chegamos na cidade por volta das 16 horas, e fomos ao centro da cidade para conhecer um pouco. Estava garoando, mas isso não nos desanimou, com o mochilão nas costas caminhamos pelas ruas da capital.

A cultura para o ano novo no Equador tem algumas particularidades, nas ruas algumas crianças estavam fantasiadas como se fosse Halloween, e homens de todas as idades se vestem de mulher (chamadas viúvas) e saem pedir dinheiro. Uma brincadeira saudável, muitos deles chegaram até mim e pediam” Dame una ayuda para mi marido que se murió” em um momento me vi cercado,  e o que fiz, foi sair de fininho hahah. Outra coisa muito interessante que vi, são bonecos feitos de pano e papelão que eles chamam de “año viejo” ou ano velho. A meia noite botam fogo nesses bonecos, isso faz parte da cultura em todo o país, infelizmente não tirei foto dos bonecos, mas peguei uma na internet. Interessante, que há bonecos de todos os tamanhos e temas.

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Año Viejo

Foi a segunda vez que passei a virada de ano fora do Brasil, e viver esse dia em outra cultura é mágico! Bom, vamos lá! No dia primeiro, continuamos a explorar a cidade, fizemos todo o trajeto com transporte público e economizamos muito. Chegamos à primeira parada “Mitad del Mundo”, local emblemático que simboliza a divisão dos hemisférios sul e norte do planeta.

Ainda chovia um pouco, porém nada estragou o dia! Nesse local, há museus, e muitas outras atrações, pagamos Us$ 6 dólares por pessoa.

Na linha do Equador, há um monumento onde em seu interior existem vários experimentos que podem ser feitos, que são muito interessantes. Por exemplo, você sabia que no centro da terra seu peso diminui? Fica a dica pra quem quer perder peso, vai pra “Mitad del mundo” haha. Esse fenômeno é devido a pressão atmosférica no centro do globo ser menor.

Também há outro experimento famoso, que se você colocar um ovo em pé encima da linha, ele não cai! Não fiz esse, mas existem vários vídeos no youtube. No vídeo abaixo, podemos ver também como a água desce pelo ralo de forma diferente em cada hemisfério:

Muito interessante!!! Dentro desse monumento, carimbei meu passaporte com o carimbo da Mitad del Mundo também, e o melhor é que é gratuito! Após o passeio fomos almoçar e seguimos para outro ponto turístico da cidade, o Tempo del Sol. Esse templo foi construído por um senhor, que é pintor e escultor e muito famoso no Equador e em toda América Latina. Ele fez e forma de um castelo, e suas obras estão expostas dentro desse complexo.

Um lugar que vale a visita! Pagamos Us$ 4 pela entrada e ainda participamos de uma cerimonia de meditação dentro do templo, super bacana!

Ao fim da tarde, retornamos a casa do amigo Jonathan onde passamos a segunda noite seguida. #GraciasAmigo. No dia seguinte, saímos muito cedo rumo a avenida de vulcões!!

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Jonathan e Rosa

O objetivo do blog é proporcionar ao leitor que embarque juntamente conosco em nossas aventuras além de inspirá-lo para que também alcance suas metas de explorar lugares incríveis sem gastar muito!!!