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La Expedición #Custos da viagem

Chegou a hora de falar de umas das partes que mais preocupam os viajantes. O custo da viagem!!! Após inúmeras perguntas de “Quanto gastaram nessa viagem” aqui vai o post com o descritivo de nossas despesas.

Como sempre, o planejamento e organização fazem parte da Iniciativa Aventureiros. E com a data da viagem marcada, fomos até a fronteira de Bernardo de Irigoyen na Argentina aproximadamente 3 meses antes da viagem para fazermos o câmbio de moeda, já que a cotação estava favorável e com a crise que começou afetar o país, tínhamos que tomar alguma atitude. Na época trocamos pouco mais da metade da quantia que seria necessária por pessoa. O câmbio saiu por 0,255 algo como 4 pesos para 1 real (excelente câmbio já que a cotação oficial da época era 0,39). Com boa parte dos pesos na mão, era somente esperar a data da viagem, trocar mais alguns pesos por garantia e pé na estrada.

Um dos custos pré-viagem foi a aquisição da carta verde, seguro que é uma das Exigências para rodar nos países vizinhos. O custo com nossa corretora foi de US$ 42,19 ou R$ 166,00.

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Carta Verde

 

Todos os nossos hotéis foram reservados antecipadamente pelo www.booking.com fazendo com que o preço ficasse mais em conta. Para ver os valores por hotel basta clicar aqui. O Valor total das hospedagens foi de R$ 782,00.

Com estradas em perfeito estado, o único país onde pagamos pedágios nessa viagem foi a Argentina. O pedágio mais caro pagamos P$ 8,00 equivalente a R$ 2,00. O custo total de todos os pedágios da viagem foi de R$ 22,00.

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Posto de pedágio na província del Chaco

O valor do combustível tanto no Brasil, na Argentina e no Chile é bem parecido, a diferença é de no máximo 12 centavos. Foram utilizados aproximadamente 440 litros de gasolina durante a viagem e o custo total de combustível foi de R$ 1740,00.

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Posto Copec em San Pedro de Atacama

Por fim o custo dos passeios. Como não contratamos agência em San Pedro de Atacama, economizamos uma ótima grana, tendo que pagar somente as entradas das reservas nacionais. Para facilitar, já vou descrever os valores todos em reais com base na cotação que fizemos no dia de nossa viagem.

Passeios:

  • Entrada Cataratas do Iguaçu: R$ 33,30;
  • Entrada Parque das Aves (Foz do Iguaçu): R$ 28,00;
  • Passeio da Caravana de lhamas com lanche (Tilcara): R$ 62,50;
  • Entrada Valle de la Luna e Valle de la Muerte (San Pedro): R$ 17,50;
  • Entrada Geysers El Tatio (San Pedro): R$30,00;
  • Entrada Termas Puritama (San Pedro): R$ 88,00;
  • Entrada Pukara de Quitor (San Pedro): R$ 17,50;
  • Total dos passeios pagos: R$ 276,80 por pessoa.

Estacionamentos:

Durante nossa viagem, tivemos que pagar estacionamento somente em Foz do Iguaçu. O valor total foi de R$ 64,00.

Custos a Dividir:

  • Carta Verde: R$ 166,00
  • Hospedagens: R$ 782,00
  • Pedágios: R$ 22,00
  • Combustível: R$ 1740,00
  • Pneus (por conta do imprevisto no deserto) R$ 450,00
  • Estacionamentos: R$ 64,00
  • Total custos a dividir: R$ 3224,00 ou R$ 806,00 por pessoa.

Custos individuais:

  • Alimentação média: R$ 720,00
  • Passeios: R$ 276,80

VALOR TOTAL GASTO POR PESSOA: R$ 1.802,80

E aí achou muito? Lembrando que foram 12 dias de viagem, 4 países e mais de 5600 km rodados. Nesse valor claro que não estão inclusos os custos com lembrancinhas e souvenires, mas o valor não sobe muito. Viajar é possível, basta se programar e juntar uma “graninha”.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 02/01/2016 Dia de Geysers e Termas

Depois de se encantar com as paisagens pelo caminho de Paso de Jama à San Pedro de Atacama e conhecer o Valle de la Luna e Valle de la Muerte. Era hora de conhecer um dos principais atrativos turísticos de San Pedro de Atacama. Os geysers del Tatio.

Acordamos cedinho, por volta das 4h30min, e fomos seguindo as diversas vans e carros que vão ao amanhecer aos Geysers. Conforme íamos subindo, a temperatura ia despencando. O termômetro do carro chegou a marcar – 7 º isso porque fomos no verão, e fora do carro por conta do vento a sensação térmica beirava os  – 15 º.

Chegamos ao destino eram quase 7 horas e a mais de 4500 metros de altitude ventava muito, mais iríamos ser recompensados pelo espetáculo da natureza.

Pagamos um total de 5000,00 pesos chilenos (R$27,00) por pessoa para entrar no parque nacional, onde estão localizados os geyseres.

Apesar do frio ser extremo, a vontade é de não sair de lá. Quando vimos um dos geyseres espirrar água fervendo a mais de 5 metros do chão, ficamos encantados:

A região tem inúmeros rios subterrâneos, que são aquecidos devido ao trabalho dos vulcões, o que faz com que a água aquecida suba e exploda saindo pelos buracos do local.

Anexo ao geyseres, existe uma piscina natural com águas que variam de 30 º a 40 º graus. A missão de experimentar a água deixei para os corajosos Doda, Pri e Nick, eu não fui. Com temperatura ambiente de – 7 º ia ser uma delícia sair com o corpo molhado da piscina :p .

Infelizmente, não pude registrar o momento que o Douglas saiu da piscina, mas nunca vi ele correr tanto hahaha :p .

Depois secos e vestidos, seguimos de volta rumo a San Pedro, fazendo várias paradas para fotos. Como de praxe, uma paisagem mais linda que a outra.

Em uma das diversas lagoas a beira da estrada, pudemos observar vários flamingos andinos:

Rodamos mais alguns km, e paramos em Machuca, um pequeno povoado com casas de barro e palha, que encanta pela simplicidade. Aproveitamos e tomamos café por ali mesmo.

Se vai fazer o passeio dos geysers, aproveite e encaixe o das termas Puritama, que ficam quase no mesmo caminho. Eram 11 horas da manhã, e resolvemos aproveitar o tempo livre para fazer esse passeio. A entrada das termas é um pouco cara, mas vale muito a pena. Pagamos um total de 15.000 pesos chilenos por pessoa algo como R$ 88,00.

Muitas pessoas que fazem o passeio de Guatín terminam sendo recompensadas com a chegada nas termas. Mas isso necessita de um preparo físico enorme, pois a caminha é longa pelos “canyons” que dão acesso as terma, e como anteriormente dito, qualquer atividade que exija esforço em grandes altitudes pode acabar com você, então tome cuidado.

Chegamos nas termas, e que águas deliciosas. Quentinhas e como a maioria das águas no Atacama, salgadas.

 Ficamos aproximadamente 3 horas relaxando e aproveitando as termas, e agora viria a pior parte. Subir a montanha!! Chegamos exaustos no carro, parecia que tínhamos caminhado quilômetros. Mas enfim, tudo tem um preço, e o preço de relaxar nas termas, era o sacrifício de ter que subir depois 😦 .

Retornamos a San Pedro de Atacama, compramos pães e bolo gelado e fomos tomar o café da tarde.

Em San Pedro, tudo é caro, comida e água principalmente. Se você tem espírito aventureiro assim como nós, não terá problemas. Mas se não abre mão do luxo, prepare o bolso para gastar muito em comida por lá.

Cuide-se com os guardas também, lá tudo é motivo para multa, seja ultrapassar zonas demarcadas para tirar fotos ou não parar numa placa de pare, mesmo que não esteja vindo ninguém na rua que encontra a sua.

Após tomarmos café, eu e o Douglas fomos abastecer o carro no único posto de gasolina da cidade.

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Posto Copec

Até que pra um posto no meio do deserto, a gasolina não estava tão cara, pagamos cerca de R$ 4,05 por litro. Carro abastecido, o Douglas retornou ao hotel, e eu e a Nick, fomos passear pela cidade e comprar umas lembrancinhas.

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As ruas de San Pedro são todas assim

No outro dia, teríamos um dia longo…

La Expedición 01/01/2016 Entrando no Chile

Depois de passarmos a virada de ano em Tilcara na região andina da Argentina, era hora de seguir viagem até o destino final de nossa viagem. A cidade de San Pedro de Atacama no Chile!

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San Pedro de Atacama

Acordamos cedo, tomamos café e pé na estrada. No dia anterior havíamos adiantado os passeios da Cuesta del Lipán e Salinas Grandes, o que nos fez ganhar tempo e chegar mais cedo à Paso de Jama (fronteira entre Argentina e Chile). Pelo caminho as paisagens só iam aumentando e ficávamos deslumbrados com a beleza da natureza daquele lugar. O último povoado antes da fronteira é Susques, é muito pequeno, mas conta com alguns hotéis e restaurantes à beira da rodovia. Nossa dica é que abasteça o veículo em San Salvador de Jujuy ou Tilcara, pois o posto mais próximo é em Paso de Jama e ainda arrisca a não ter combustível. Depois de Paso de Jama somente em San Pedro há civilização.

Chegamos aproximadamente as 10 horas da manhã na fronteira, e fomos fazer a papelada de migração. Demos saída da Argentina, entrada no Chile. Tudo certo. Para a entrada no Chile existem 5 trâmites diferentes: Entrada de pessoa, entrada do carro, registro do condutor do carro, declaração de bagagem e por fim a revista do veículo.

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Controle Migratório Argentina-Chile

Na hora de fazer a declaração, a moça da aduana nos deu uma folha para preencher e falou: Marquem tudo como não! Nós inocentes, sem ler marcamos como ela havia nos orientado. Grande erro! Na folha havia um campo, explicando que se houvessem frutas, ou produtos derivados de animais no carro, os mesmos deveriam ser declarados. Na hora da revista, a mesma fiscal foi revistar o carro e encontrou uma maçã, e por essa maçã começou o escândalo! Ela perguntou “Ques es eso?” Eu respondi: “una manzana”, Ela: “Porque no hicieran la declaración, como yo habia pedido?” Eu falei: Usted no dijó nada acerca de eso. A fiscal começou a gritar como se fossemos cachorros, dizendo: “En mi pais hay reglas, en Brasil pueden hacer o que quieran, pero aca en Chile Nooo, En chile eso en grave, una manzana no es una broma, y voy cobrar 200 dolares de multa”. Eu ainda pedi por favor, vamos encontrar uma solução. Ela: “Não!!” Confesso que fiquei nervoso e comecei a tremer, ainda o Douglas falou, deixe-me falar com ela, e eu disse: Não adianta, vamos ter que pagar a tal multa. A fiscal, provavelmente estava esperando que falássemos algo, como não dissemos nada, ela nos olhou e disse: “Pueden seguir” e eu: Mas e a multa? Ela: “No voy hacer”. Me senti aliviado e disse para o Douglas, vamos sair daqui rápido, antes que ela mude de ideia. No dia seguinte, encontramos um casal de brasileiros no “Pueblo Machuca” e comentamos a situação com eles, e eles nos contaram que infelizmente também haviam sido mal tratados na migração em Santiago.

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Paradise

A primeira impressão que tive do Chile, foi a pior possível. Claro que regras são regras e devem ser respeitadas em qualquer lugar do mundo. Entramos naquele país, teríamos que seguir as regras daquele país! Mas nosso erro, foi confiar na fiscal, não ler o documento, e assim não declarar a tal maçã que estava no carro. Ela deveria nos ter orientado, mas enfim, um país tão lindo, nos proporcionou um momento tão desagradável por ter uma pessoa despreparada no controle de fronteira.

Fica a dica: Não leve frutas, derivados de leite, frios em geral e objetos pontiagudos para o Chile, e caso seja muito necessário, faça a declaração dos mesmos, pergunte ao fiscal. Não espere explicações, para não passar pelo que passamos.

Nós ainda nervosos, pelo ocorrido, respiramos fundo e viagem que segue. Há aproximadamente quatro km da aduana, está a fronteira, e agora sim, estávamos oficialmente em “Tierras Chilenas”. Já na fronteira, encontramos um casal chileno que estavam indo para região de Tilcara, onde nós estávamos anteriormente, Cristina e Nan nos emprestaram a bandeira do Chile, fizemos algumas fotos, inclusive com eles, o que amenizou a situação anterior e então tocamos viagem.

A cada km rodado, uma surpresa! Uma paisagem mais linda que a outra, lagoas com águas quentes e salgadas em meio ao deserto! Montanhas e mais montanhas de areia, vulcões com picos ainda com um pouco de neve, desertos de sal. Um paraíso aos olhos de quem vê.

Fomos fazendo várias paradas no caminho, porque queríamos registrar cada m² daquele lugar. Quando nos aproximamos do ponto mais alto da viagem, nos pés do Vulcão Licancabur a 40 km de San Pedro, a Pri passou mal, devido à altitude e tivemos que parar o carro, para que ela se recupera-se. Alguns minutos depois, a Pri já recuperada, pudemos ver a baixada que nos levaria a San Pedro do Atacama, um salar enorme em meio a várias montanhas.

Enfim chegamos! Eram 15 horas, e fomos ao Hostal Sumaj Jallpa, no qual tínhamos reserva. O hotel é muito aconchegante, e a estrutura é de boa qualidade. Ficamos hospedados por duas noites.

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Hostal Sumaj Jallpa

Depois de fazer o check-in, fomos em busca das casas de câmbio da cidade. Trocamos os valores necessários para os passeios e alimentação e voltamos ao hotel. No hotel decidimos fazer o passeio do Valle de la Luna e Valle de la Muerte já naquele dia, para ganharmos tempo, e então fomos.

Nossa dica é: Para que vai de carro a San Pedro de Atacama, não contrate agências, além de ter que pagar preços exorbitantes pelos serviços, não terá a liberdade de fazer os passeios a hora que quer e parar em qualquer lugar, ou seja, você economiza dinheiro e ainda tem liberdade! Todos os passeios e lugares são bem sinalizados e você poderá muito bem se virar sozinho por lá. Mesmo as estradas de rípio, estão em boas condições, fomos com carro baixo e não tivemos problemas! Outra dica, além do GPS adquira também um mapa de San Pedro e das redondezas, nós utilizamos e nos ajudou muito.

Chegamos ao Valle de la Luna as 17 horas, compramos as entradas na bilheteria pagamos $ 3000,00 pesos chilenos por pessoa o que dá aproximadamente R$ 17,00, e fomos conhecer um dos principais passeios de San Pedro. Sério, não tem como explicar aquele lugar. Você realmente se sente em outro planeta, as formas arenosas cobertas por sal e areia, deixam o ambiente sombrio e ao mesmo tempo encantador, o lugar é único.

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Entrada Valle de la Luna

O maior desafio desse passeio, é enfrentar o calor. O termômetro marcava 23 º, tá mas peraí? 23 º é calor? Sim!!! E muito calor, devido aos céus de San Pedro quase nunca terem nuvens o sol bate sempre em cheio, e o ar seco aumentar muito a sensação térmica do lugar. A primeira parada é na entrada de “cuevas”, são cavernas que cortam o Valle de la luna, claro que fomos, apesar do passeio ser meio claustrofóbico, pelo menos havia sombra 🙂 .

Após alguns minutos angustiantes, saímos das cavernas e fomos em direção ao Anfiteatro do Valle de la Luna.

Conhecemos também as três Marías:

E enfim, voltamos a duna maior para ter uma das vistas mais lindas que já tive em minha vida. A subida requer um pouco de esforço, mas é recompensada:

Após terminarmos o passeio, seguimos até o Valle de la Muerte, e mais paisagens surreais podem ser contempladas de lá. A entrada no Valle de la Muerte também é 3000,00 pesos chilenos, mas se tiver feito o passeio do valle de la luna no mesmo dia (o que foi o nosso caso), não precisa pagar duas vezes, somente apresentar o comprovante que realizou o outro passeio anteriormente.

A dica desses passeios, é que passe muito protetor solar, de preferência use chapéu ou boné e óculos, devido ao forte vento, seus olhos podem encher facilmente de areia.

Após esse passeio ainda é possível realizar o do Pukará de Quitor, que fica a apenas 3 km da cidade, e o custo é $3000,00 pesos chilenos (R$ 17,00):

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Pukara de Quitor

Retornamos cedo para o hotel, porque na manhã seguinte, acordaríamos as 4h30m da manhã para irmos rumo aos Geysers el Tatio.

La Expedición 31/12/2015 Explorando os Arredores de Tilcara

O dia 31/12/2015 foi o dia de explorar os arredores da cidade de Tilcara. Esse pequeno povoado, tem um grande leque de opções para o turista, e é excelente para ser usado como cidade base.

Já pela manhã acordamos e nos encantamos com a vista do nosso quarto:

Tomamos nosso “Desayuno” (café da manhã) e fomos rumo ao Pucará de Tilcara, uma das principais atrações da cidade. Chegamos lá, e infelizmente estava fechado, creio que por ser dia 31/12, confesso que quase chorei, mas fazer o quê? Ainda conseguimos fazer ótimas fotos pelo caminho.

Pudemos ver a pirâmide central do Pucará de longe, mas ficou por isso mesmo. No retorno, passamos pela Caravana de Llamas, um dos meus sonhos era tirar algumas selfies com esses animais lindos, (Sim, sou apaixonado por lhamas *-*). Fizemos a reserva do passeio, e a próxima saída era somente as 16 horas, olhei no relógio e ainda eram 10 horas, pensei comigo vou falar com o Douglas para irmos até as Salinas hoje, assim ganhamos tempo. Claro, que ele topou…

Saímos então rumo a cidade de Purmamarca e as paisagens só aumentaram:

Quando começamos a subir a Cuesta del Lipán, e vi que estávamos subindo a cordilheira dos Andes, a emoção tomou conta.

Chegando ao topo da Cuesta del Lipán à mais de  4100 metros acima do nível do mar, haviam várias pessoas vendendo artesanatos e balas de coca, não me aguentei e comprei algumas, e comprei um quadro esculpido em pedra de sal.

Rodamos mais alguns km e chegamos as Salinas Grandes. Sério, que lugar incrível. Claro que aproveitamos para fazer algumas fotos:

No retorno para Tilcara, fizemos uma parada em um hotel, para ver preços etc… e uma lhama em especial nos chamou atenção por estar tentando se comunicar, meio que pedindo carinho., o que me deixou com mais ansioso que chega-se as 16 horas para fazer o passeios com as lhamas.

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Enfim chegamos em Tilcara, e fomos até a Caravana de Llamas para fazer o passeio. Pagamos 250 pesos (R$ 60,00) com café incluso para fazer o percurso que os povos andinos faziam no passado. Que experiência maravilhosa!!

Nesse passeio fomos somente eu e a Nicolly, escolhemos respectivamente as lhamas Yura e Churro, que tem nomes quechua (língua nativa andina) seus significados são Branca e Bondoso.

Passamos por vários lugares lindos, Montanhas, rios secos e enfim chegamos até a fazenda do Santos (proprietário da caravana de Llamas), onde sentamos numa sombra e tomamos um delicioso café e conversamos muito. Aprendi muito sobre a cultura local, falamos sobre futebol, política, sobre tudo. Nas fotos abaixo, Santos preparando nosso banquete, e ao lado nossos amigos: Santino, Sofia, Santos e Laura todos pessoas super simpáticas e agradáveis.

Se vai pra Tilcara, não deixe de fazer esse passeio, é uma experiência mágica. Nós conseguimos comprar o passeio lá mesmo, mas se quiser garantir faça a reserva pelo e-mail contacto@caravanadellamas.com.ar ou pela Page oficial no Facebook.

Chegou a noite, e fomos ao restaurante Los Puestos anexo ao hotel onde tínhamos reserva para a ceia de ano novo. Meu primeiro ano novo fora do Brasil, e já comecei em grande estilo, no pé dos Andes.

Enfim passamos a virada em Tilcara na Argentina, e no primeiro dia de 2016 já fomos em direção ao Chile onde a aventura só iria aumentar.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 30/12/2015 Estrada, Estrada e mais Estrada!!!

Chegamos ao dia que até então seria o mais cansativo da viagem. Teríamos que rodar 935 km de Resistência até Tilcara, passando pelas províncias Del Chaco, Santiago del Estero, Jujuy e Salta. Saímos as 7 horas do hotel e de cara pegamos a maior reta das nossas vidas, aproximadamente 540 km de reta. Isso mesmo 540 km! O pior é que todo o terreno era plano e foi uma das partes mais chatas da viagem, porque não se via nada, somente pequenos povoados ao longo da estrada. Muitos animais soltos o que tornou a viagem perigosa. Imagine você numa reta de 540 km, a estrada um tapete, claro que iriamos dar uma aceleradinha a mais. Mas sempre cuidando com as cabras, cavalos e burrinhos soltos pela estrada.

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Reta entre Resistencia e Tavalera

Por falar em estradas boas, todas as estradas da Argentina estão em perfeito estado e o pedágio mais caro que pagamos foi de 8 pesos, isso vale R$ 2,00. O que causou um pouco de indignação claro, aqui no Brasil já cheguei a pagar em um pedágio R$ 14,90. Infelizmente o nosso governo sempre acha uma forma de cobrar preços abusivos em tudo, mas o foco do blog não é política e falar não vai adiantar nada. Bola pra frente!

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Ruta 9 Argentina

Paramos para almoçar em Monte Quemado na Província de Santiago del Estero, uma das poucas cidades com mais de 10 mil habitantes da região. Paramos em um posto de gasolina e nos encontramos com vários brasileiros, uns vindo e outros indo para o Atacama. Já trocamos algumas informações (o que nos fez cancelar as reservas com a agência en San Pedro, mas isso é em outro post), e fizemos várias amizades. Encontramos a Carol e o Bruno que estavam viajando de moto desde São Paulo até San Pedro, casal super simpático.

Mais alguns km rodados e chegamos a províncias de Salta e Jujuy, lugares onde a viagem começou a ficar mais interessante, pois chegamos à região montanhosa da Argentina o que confesso me encheu de emoção, pois era um dos meus maiores sonhos realizar essa viagem de carro pela América do Sul, e eu estava ali!!!

As 7 horas da tarde chegamos em nosso destino oficial o povoado de Tilcara em Jujuy. A cidade é cercada por montanhas , muitos cactos e vegetação desértica, rios secos, povo andino, casas de barro, um cenário perfeito para um produção de cinema.

Chegamos ao Hotel Alas del Alma, um hotel perfeito!!! Sem exageros, perfeito na simplicidade o que nos fez cair de cabeça no universo andino, moveis rústicos de madeira e pedra, pratos e copos de barro. Tudo parecia um sonho. Ficamos 2 dias hospedados por ali e fizemos amizades com a Araceli e  Noe, duas moças super simpáticas que trabalham no hotel, que nos tiraram todas as dúvidas dos passeios e do lugar.

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Hotel Alas del Alma

Enfim fizemos check-in e fomos passear pela cidade, fazer algumas comprinhas e encontrar a “tal” folha de coca, já que estávamos cerca de 2500 metros acima do nível do mar o corpo já iria começar a sentir os efeitos da altitude.

Abaixo nosso amigo Daniel tocando bonito o seu “charango”:

As ruas de Tilcara são um charme:

Encontramos um pacote gigante de “hojas de coca” por 10 pesos (R$ 2,50) e já começamos a mascar. Depois que engoli umas 5 folhas a moça do hotel me falou que não dava pra engolir :O, mas tudo bem eu sobrevivi haha 😛 . Apesar de ser matéria prima da cocaína, a venda e o consumo das folhas de cocas nas regiões andinas da Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru é totalmente normal.

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Hojas de coca

Durante nossa caminhada encontramos o senhor Josendo, argentino que ganha a vida rodando o mundo tocando a música típica andina, inclusive já morou no Brasil por 30 anos e tem dois filhos brasileiros. Nos convidou para jantar no seu restaurante La Peña de Chuspita. Claro que fomos né? O lugar é incrível, super recomendo! Se você vai para Tilcara vá até La peña de Chuspita. Tem música andina, um ambiente muito alegre e a comida típica é maravilhosa. O prato que escolhi para a noite foi a “Cazzuela de Llama” uma delícia. Depois que fiz o passeio com as lhamas (próximos posts) meio que me arrependi de ter comido, mas estava uma delícia!

Um jantar inesquecível en La Peña de Chuspita:

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Cazzuela de Llama

A noite em Tilcara é agitada, nós fomos dormir perto da meia noite e a “farra” continuou até as 2 horas da manhã. Por isso sempre é importante levar protetores auriculares (aqueles fonezinhos de ouvido que as empresas fornecem), o mundo pode cair lá fora, que você dorme tranquilo.

O dia seguinte foi repleto de surpresas!!!

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 28/12/2015 – Cataratas do Iguaçu

Após termos começado a aventura um dia antes do programado no dia 27/12/2015 chegamos em Foz do Iguaçu sabendo que teríamos um dia recheado de coisas para fazer. Nos hospedamos no Hotel Itaipu no centro da cidade. O hotel é bem localizado próximo a fronteira com o Paraguai, e tem ótimo custo benefício.

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Hotel Itaipu

Acordamos cedo, tomamos café e embarcamos rumo à primeira de muitas aventuras em nossa viagem. Do grupo todo, somente eu já conhecia as Cataratas, mas como o passeio por lá é inesquecível sempre vale a pena voltar. E olha que se eu tiver oportunidade de voltar mais uma vez, vou com toda a certeza!!!

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Entrada do Parque Nacional do Iguaçu

Chegamos ao Parque Nacional do Iguaçu as 9 horas. A dica é sempre essa: chegar cedo! Enquanto o Doda e a Pri foram estacionar o carro, eu e a Nick fomos segurar lugar na fila da bilheteria. O custo da entrada no parque para brasileiros é de R$ 33,30 por pessoa, e o estacionamento R$ 19,90 por tempo indeterminado. Diferente do ano anterior que ficamos quase 2 horas esperando para entrar, esse ano foi super rápido, em menos de 30 minutos já estávamos embarcando nos ônibus que levam os turistas à trilha das Cataratas.

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Ônibus que lavam à trilha das Cataratas

O ônibus que leva até a trilha das cataratas faz algumas paradas durante o percurso, onde se pode comprar passeios adicionais. Um deles é o Macuco Safari. Iriamos fazer esse, porém o preço estava meio salgado (R$ 200,00 por pessoa) e como havia chovido muito na região ficamos com um pouco de medo devido ao passeio levar os turistas de barco embaixo das quedas. Caso queiram mais informações do passeio acessem o Site Oficial do Macuco Safari.

Enfim após rodar aproximadamente 20 minutos chegamos à trilha das Cataratas e começou o espetáculo da natureza!!!

A trilha tem aproximadamente 1200 metros e é feito em meio a mata com uma vista panorâmica das quedas que não tem preço!!!

Após alguns minutos de caminhada, chegamos a passarela que dá acesso a garganta do diabo, vestimos nossas capas de chuva que levamos de casa, devido aos preços altos que as vendem no parque, algo em torno de R$ 15,00 à R$ 20,00.

Mais alguns minutos de caminhada pela trilha, chegamos ao elevador que dá acesso a saída. A vista que se tem de lá de cima é impagável!

No ano anterior quando fui as Cataratas, haviam muitos quatis espalhados ao longo da trilha esperando uma oportunidade de tirar comida de algum turista desavisado. E achei estranho não ter visto nenhum durante a trilha toda. Não sei se pela temperatura estar mais baixa ou por que dessa vez fomos mais cedo que no ano anterior, mas quando eu estava quase perdendo a esperança de vê-los, já na saída da trilha, eles apareceram:

No fim do passeio ainda vimos um lagarto desfilando sua beleza:

 Agora era voltar para saída do parque e comprar algumas lembrancinhas nas inúmeras lojas disponíveis. Optamos por comprar chapéus, já que iríamos usá-los muitos nos dias que ainda viriam.

Para mais informações Acesse www.cataratasdoiguacu.com.br.

By: Izac Chapiewski

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#Aventureiros #Bonito #MatoGrossodoSul

Chegou o dia das tão esperadas e merecidas férias, e eu até então não iria viajar!! O que? O Izac não vai viajar? Isso mesmo senhores, eu passaria minhas férias na minha cidade, na minha casa, mofando sem nada pra fazer. Ainda bem que tudo mudou. Conversando com minha namorada, decidimos então que iríamos viajar. Mas e agora o destino? Busquei informação, e cotei dois possíveis passeios, Buenos Aires na Argentina e o Pantanal Mato-grossense.

Após longas horas montando roteiros, custos, e fazendo comparações decidi que iríamos para o Pantanal, precisamente para a cidade de Bonito MS, que com toda certeza faz jus ao nome, eu diria que Bonito não é só Bonito e sim lindo, maravilhoso e encantador!

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Como decidimos na quinta que iriamos viajar, tive que reservar tudo as pressas porque sairíamos no sábado. Entrei em contato com a agência Sucuri e consegui as reservas. Super recomendo essa agência, pessoal capacitado, profissional, além de muito educados e prontos a tirar todas as dúvidas. Site:http://www.agenciasucuri.com.br/

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Chegamos à Bonito no sábado, como passamos o dia viajando passamos na agência, pegamos nossos vouchers e fomos para a pousada dormir. No domingo de manhã fomos para o nosso primeiro passeio.  O cartão postal de Bonito: A gruta da lagoa azul! Não tenho palavras para descrever a beleza daquele lugar, somente agradeço a Deus por ver mais uma das suas obras grandiosas.Chegamos na entrada do parque eram 8h da manhã, fizemos amigos do estado do Amapá, Paraná e até um japonês. Após alguns minutos de explicação de como funcionaria o passeio, seguimos até a gruta. Confira as imagens:

Nosso segundo passeio foi conhecer as grutas de São Miguel. Após mais alguns minutos de explicação e dicas de segurança, seguimos para as grutas. O passeio inicia por cima das árvores onde com sorte se pode ver araras. A gruta impressiona pela grandeza, ficamos aproximadamente 1 hora dentro dela, e nos rendeu algumas lindas imagens:

 

Já era meio dia e voltamos a cidade para almoçar. Até então à tarde não tínhamos nenhuma atividade para realizar, mas decidimos procurar novamente a agência Sucuri para incluirmos algo no nosso roteiro. Decidimos então fazer a flutuação no Rio Formoso. Se não tivéssemos feito eu iria me arrepender muito! Que experiência incrível! No começo fiquei meio apreensivo pois não sei nadar, pedi um colete salva-vidas e pulei na água. Seja o que Deus quiser! Meu medo passou em questão de segundos, após começar a ver a grande variedade de peixes na água. O Rio pode chegar a 10 metros de profundidade, e adivinha? Em todo percurso é possível ver o fundo, pois a água é cristalina devido aos minerais que se encontram nela. Confira algumas imagens:

À noite realizamos a visita ao projeto jiboia.

Custos

Agora vem a “surpresinha” . O preço da entrada dos passeios. Deve-se levar em consideração que os preços são de baixa temporada.Segue:

Gruta do lago Azul: R$ 45,00 por pessoa;

Grutas de São Miguel:  R$ 45,00 por pessoa;

Flutuação no Rio Formoso: R$ 70,00 por pessoa;

Fotos da flutuação: R$ 30,00;

Projeto jibóia: R$ 35,00.

E quando falei “surpresinha” ali em cima, me referi a uma surpresa boa! Os passeios são super baratos se comparados as experiências que são vividas durante eles! Vale super a pena.

By: Izac Chapiewski

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