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Parque Estadual de Vila Velha

Localizado na cidade de Ponta Grossa a 117 km da capital paranaense, está o Parque Estadual de Vila Velha. Esta Unidade de Conservação é composta por três principais elementos: Arenitos, que são formações rochosas que apresentam formas variadas, como: a taça, o camelo, entre outras; Furnas, que se caracterizam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (lençol subterrâneo) e Lagoa Dourada. Nós da Iniciativa Aventureiros fomos conferir mais essa beleza do sul do nosso país!

Saímos com destino ao Parque bem cedo, e as 8h30m chegamos. O acesso é fácil, existem várias placas de indicação da entrada do parque.  Os valores dos ingressos são bem acessíveis:

– Brasileiros:        R$ 18,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
                            R$ 8,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
                            R$ 10,00 (Arenitos)
– Estrangeiros:    R$ 25,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
                            R$ 10,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
                            R$ 15,00 (Arenitos)

Lembrando que se você é estudante, terá 50% de desconto apresentando a carteirinha.

O horário de funcionamento do parque é das 08h30m às 15h30m diariamente, mas atenção, as terças-feiras o parque é fechado para manutenções. Para mais informações, entre em contato pelo fone: (0** 42) 3228-1138 ou pelo e-mail: agendamento@paranaprojetos.pr.gov.br .

Os passeios são divididos em Lagoa dourada e Furnas e Arenitos, ambos podem ser feitos dentro de uma hora e meia cada. Iniciamos o tour guiado pela lagoa dourada e furnas. O transporte até os atrativos é feito por ônibus com ar condicionado e guia.

Nossa Primeira parada foi na lagoa dourada. A lagoa tem esse nome porque fica dourada com o por do sol, uma ironia na minha humilde opnião, pois o parque fecha as 15h30, impedindo o visitante de conferir esse espetáculo da natureza. A trilha em meio a mata preservada é de encher os olhos. É possível ter um contato direto com natureza:

Após 15 minutos de trilha, seguimos então para as furnas. Esses poços naturais enormes, segundo nossa guia são formados durante milhões de anos, com a infiltração da água da chuva por micro poros causando a erosão das pedras e então o desmoronamento formando as lagoas. São ao todo mais de 8 furnas espalhadas pelo parque, mas a visita é feita apenas em 2 delas. A profundidade ultrapassa os 100 metros.

Até 2001, funcionava um elevador que levava o visitante até o lago, infelizmente para nós e para os futuros visitantes, essa experiência magnífica não pode mais ser sentida. A estrutura do elevador ainda está lá, mas muito precária, para quem tem medo de altura como eu, é um desafio  tanto chegar na borda e olhar para baixo, por isso os créditos da primeira foto acima são da Nicolly.

Abaixo a estrutura do elevador instalado no anos 80, e agora abandonado:

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Encerrando o primeiro passeio, fomos até a entrada do parque, e de lá partimos em direção aos arenitos. Diferente do passeios das furnas, esse não tem guia o visitante tem mais liberdade de caminhar em meio aos arenitos. O total da trilha é de 2,7 km de caminhada.

Meio dia em ponto encerramos o passeio, e fomos almoçar. Na saída do parque a direita da rodovia, encontramos uma churrascaria ótima: Girelli’s, e acredite se quiser, mas pagamos apenas R$ 21,00 por um excelente espeto corrido.

Após almoçar, seguimos em direção ao Buraco do Padre, pegamos um desvio de 8 km de estrada de chão, porém bem conservada e trafegável. A entrada custa R$ 10,00 e R$ 5,00 para estudantes e o horário de funcionamento é das 9h às 17h de quartas-feiras a domingos, e é aberto também em feriados. O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. Trata-se de uma espécie de anfiteatro subterrâneo. Para acesso à furna é necessário percorrer uma trilha de 1km a pé com presença de obstáculos naturais. O acesso é fácil, mas pessoas com mobilidade limitada podem ter dificuldade em subir nas pedras.

E como sempre temos muita sorte, não haviam muitos turistas no local, pudemos curtir a atração com no máximo 8 pessoas, e quando estávamos saindo chegaram aproximadamente 30 pessoas.

Após a visita, paramos numa fazenda especializada em amoras na saída do parque. Servem diversos pratos com base em amora, ma delícia por sinal e com preço bem acessível. Tomamos um café delicioso e seguimos então para a cidade de Curitiba e então retornamos para casa.

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Entrada da Fazenda

O custo da viagem foi relativamente baixo por ser um roteiro curto e de apenas um dia. Gastamos entre gasolina e pedágios R$ 260,00 entradas para os atrativos R$ 112,00 e alimentação média R$ 240,00, totalizando R$ 612,00 ou R$ 153,00 por pessoa.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 03/01/2016 Dia de Bolívia

O terceiro dia do ano foi dia de explorar a Reserva Eduardo Avaroa na Bolívia. Saímos em direção a fronteira que fica cerca de 40 km de San Pedro de Atacama. E já de cara estávamos aos pés de dois vulcões. O Juriques e o Licancabur ambos com quase 6000 metros de altitude.

O Licancabur é considerado o Deus do deserto. Imponente, pode ser avistado de qualquer lugar do Atacama num raio de quilômetros.

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Vulcão Licancabur

Mais alguns km rodados e chegamos ao Paso Hito Cajón na Bolívia.

Logo após a entrada na Bolívia, está a localizada a entrada da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, onde estão localizadas a Laguna Verde, Laguna Salada, Lagunas Colorada, Arbors de Piedra e o Famoso Salar de Uyuni (maior deserto de sal do mundo). As Paisagens parecem de outro planeta:

O valor da entrada na reserva pode ser pago em Pesos Chilenos, Dólares ou Bolivianos. O valor em bolivianos fica por $ 150,00 algo em torno de R$ 110,00 por pessoa, vale a pena se você tem espírito aventureiro e quer passar alguns dias dentro da reserva, afinal atrativos naturais é o que não falta por lá.

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Laguna Verde – Bolívia

Retornando a Argentina, tivemos um “probleminha” técnico e acabamos perdendo dois pneus. Isso mesmo DOIS. Mas graças ao bom Deus, nessas horas pudemos ver que ainda há pessoas boas no mundo, e foram inúmeros os carros que pararam para oferecer ajuda, muitos brasileiros, argentinos e chilenos. Queremos aqui agradecer a cada um deles, que de alguma forma nos ajudaram. Um agradecimento especial ao um grande amigo, Alberto, um caminhoneiro peruano que me deu carona até San Pedro, compartilhou suas experiências de mais de 50 anos de estrada, e ao brasiliense Martín e sua esposa, que nos ajudaram a correr atras de uma “gomería” em San Pedro. Também quero citar os amigo chilenos: Mai, José e Jorge, e os gaúchos Silvio e Leandra #DeusAbençoeVocês #Dioslesbendiga .

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Amigos Silvio e Leandra

Graças a esse “perrengue” pudemos fazer várias amizades. Quero citar uma em especial aqui, a boliviana Alejandra Mancilla, que enquanto estávamos aguardando o rapaz arrumar os pneus, foi ao mercado sem eu pedir, comprou água e comida para nós. Quando eu estava saindo da borracharia, veio até o carro e me entregou. Confesso que fiquei muito feliz, por esse simples gesto. Que Deus sempre possa abençoar ela e sua família, “Dios le bendiga Aleja”. E mais uma vez, a todos que nos ajudaram: MUITO OBRIGADO de coração.

Enfim, depois do susto, chegamos à Paso de Jama, fizemos todos os trâmites e estávamos de volta à Argentina. Seguimos viagem até a cidade de Jujuy onde nos hospedamos no hotel Las Lomas à beira da rodovia. o Hotel é muito bom.

No outro dia, seguimos até Resistência onde nos hospedamos no Hotel Covadonga. Um luxo de hotel. E enfim no dia seguinte seguimos viagem até Bernardo de Irigoyen fronteira com Brasil, e pudemos respirar os bons ares brasileiros novamente. Uma aventura sem igual.

No próximo post falarei dos custos de nossa viagem.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 02/01/2016 Dia de Geysers e Termas

Depois de se encantar com as paisagens pelo caminho de Paso de Jama à San Pedro de Atacama e conhecer o Valle de la Luna e Valle de la Muerte. Era hora de conhecer um dos principais atrativos turísticos de San Pedro de Atacama. Os geysers del Tatio.

Acordamos cedinho, por volta das 4h30min, e fomos seguindo as diversas vans e carros que vão ao amanhecer aos Geysers. Conforme íamos subindo, a temperatura ia despencando. O termômetro do carro chegou a marcar – 7 º isso porque fomos no verão, e fora do carro por conta do vento a sensação térmica beirava os  – 15 º.

Chegamos ao destino eram quase 7 horas e a mais de 4500 metros de altitude ventava muito, mais iríamos ser recompensados pelo espetáculo da natureza.

Pagamos um total de 5000,00 pesos chilenos (R$27,00) por pessoa para entrar no parque nacional, onde estão localizados os geyseres.

Apesar do frio ser extremo, a vontade é de não sair de lá. Quando vimos um dos geyseres espirrar água fervendo a mais de 5 metros do chão, ficamos encantados:

A região tem inúmeros rios subterrâneos, que são aquecidos devido ao trabalho dos vulcões, o que faz com que a água aquecida suba e exploda saindo pelos buracos do local.

Anexo ao geyseres, existe uma piscina natural com águas que variam de 30 º a 40 º graus. A missão de experimentar a água deixei para os corajosos Doda, Pri e Nick, eu não fui. Com temperatura ambiente de – 7 º ia ser uma delícia sair com o corpo molhado da piscina :p .

Infelizmente, não pude registrar o momento que o Douglas saiu da piscina, mas nunca vi ele correr tanto hahaha :p .

Depois secos e vestidos, seguimos de volta rumo a San Pedro, fazendo várias paradas para fotos. Como de praxe, uma paisagem mais linda que a outra.

Em uma das diversas lagoas a beira da estrada, pudemos observar vários flamingos andinos:

Rodamos mais alguns km, e paramos em Machuca, um pequeno povoado com casas de barro e palha, que encanta pela simplicidade. Aproveitamos e tomamos café por ali mesmo.

Se vai fazer o passeio dos geysers, aproveite e encaixe o das termas Puritama, que ficam quase no mesmo caminho. Eram 11 horas da manhã, e resolvemos aproveitar o tempo livre para fazer esse passeio. A entrada das termas é um pouco cara, mas vale muito a pena. Pagamos um total de 15.000 pesos chilenos por pessoa algo como R$ 88,00.

Muitas pessoas que fazem o passeio de Guatín terminam sendo recompensadas com a chegada nas termas. Mas isso necessita de um preparo físico enorme, pois a caminha é longa pelos “canyons” que dão acesso as terma, e como anteriormente dito, qualquer atividade que exija esforço em grandes altitudes pode acabar com você, então tome cuidado.

Chegamos nas termas, e que águas deliciosas. Quentinhas e como a maioria das águas no Atacama, salgadas.

 Ficamos aproximadamente 3 horas relaxando e aproveitando as termas, e agora viria a pior parte. Subir a montanha!! Chegamos exaustos no carro, parecia que tínhamos caminhado quilômetros. Mas enfim, tudo tem um preço, e o preço de relaxar nas termas, era o sacrifício de ter que subir depois 😦 .

Retornamos a San Pedro de Atacama, compramos pães e bolo gelado e fomos tomar o café da tarde.

Em San Pedro, tudo é caro, comida e água principalmente. Se você tem espírito aventureiro assim como nós, não terá problemas. Mas se não abre mão do luxo, prepare o bolso para gastar muito em comida por lá.

Cuide-se com os guardas também, lá tudo é motivo para multa, seja ultrapassar zonas demarcadas para tirar fotos ou não parar numa placa de pare, mesmo que não esteja vindo ninguém na rua que encontra a sua.

Após tomarmos café, eu e o Douglas fomos abastecer o carro no único posto de gasolina da cidade.

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Posto Copec

Até que pra um posto no meio do deserto, a gasolina não estava tão cara, pagamos cerca de R$ 4,05 por litro. Carro abastecido, o Douglas retornou ao hotel, e eu e a Nick, fomos passear pela cidade e comprar umas lembrancinhas.

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As ruas de San Pedro são todas assim

No outro dia, teríamos um dia longo…

La Expedición 01/01/2016 Entrando no Chile

Depois de passarmos a virada de ano em Tilcara na região andina da Argentina, era hora de seguir viagem até o destino final de nossa viagem. A cidade de San Pedro de Atacama no Chile!

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San Pedro de Atacama

Acordamos cedo, tomamos café e pé na estrada. No dia anterior havíamos adiantado os passeios da Cuesta del Lipán e Salinas Grandes, o que nos fez ganhar tempo e chegar mais cedo à Paso de Jama (fronteira entre Argentina e Chile). Pelo caminho as paisagens só iam aumentando e ficávamos deslumbrados com a beleza da natureza daquele lugar. O último povoado antes da fronteira é Susques, é muito pequeno, mas conta com alguns hotéis e restaurantes à beira da rodovia. Nossa dica é que abasteça o veículo em San Salvador de Jujuy ou Tilcara, pois o posto mais próximo é em Paso de Jama e ainda arrisca a não ter combustível. Depois de Paso de Jama somente em San Pedro há civilização.

Chegamos aproximadamente as 10 horas da manhã na fronteira, e fomos fazer a papelada de migração. Demos saída da Argentina, entrada no Chile. Tudo certo. Para a entrada no Chile existem 5 trâmites diferentes: Entrada de pessoa, entrada do carro, registro do condutor do carro, declaração de bagagem e por fim a revista do veículo.

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Controle Migratório Argentina-Chile

Na hora de fazer a declaração, a moça da aduana nos deu uma folha para preencher e falou: Marquem tudo como não! Nós inocentes, sem ler marcamos como ela havia nos orientado. Grande erro! Na folha havia um campo, explicando que se houvessem frutas, ou produtos derivados de animais no carro, os mesmos deveriam ser declarados. Na hora da revista, a mesma fiscal foi revistar o carro e encontrou uma maçã, e por essa maçã começou o escândalo! Ela perguntou “Ques es eso?” Eu respondi: “una manzana”, Ela: “Porque no hicieran la declaración, como yo habia pedido?” Eu falei: Usted no dijó nada acerca de eso. A fiscal começou a gritar como se fossemos cachorros, dizendo: “En mi pais hay reglas, en Brasil pueden hacer o que quieran, pero aca en Chile Nooo, En chile eso en grave, una manzana no es una broma, y voy cobrar 200 dolares de multa”. Eu ainda pedi por favor, vamos encontrar uma solução. Ela: “Não!!” Confesso que fiquei nervoso e comecei a tremer, ainda o Douglas falou, deixe-me falar com ela, e eu disse: Não adianta, vamos ter que pagar a tal multa. A fiscal, provavelmente estava esperando que falássemos algo, como não dissemos nada, ela nos olhou e disse: “Pueden seguir” e eu: Mas e a multa? Ela: “No voy hacer”. Me senti aliviado e disse para o Douglas, vamos sair daqui rápido, antes que ela mude de ideia. No dia seguinte, encontramos um casal de brasileiros no “Pueblo Machuca” e comentamos a situação com eles, e eles nos contaram que infelizmente também haviam sido mal tratados na migração em Santiago.

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Paradise

A primeira impressão que tive do Chile, foi a pior possível. Claro que regras são regras e devem ser respeitadas em qualquer lugar do mundo. Entramos naquele país, teríamos que seguir as regras daquele país! Mas nosso erro, foi confiar na fiscal, não ler o documento, e assim não declarar a tal maçã que estava no carro. Ela deveria nos ter orientado, mas enfim, um país tão lindo, nos proporcionou um momento tão desagradável por ter uma pessoa despreparada no controle de fronteira.

Fica a dica: Não leve frutas, derivados de leite, frios em geral e objetos pontiagudos para o Chile, e caso seja muito necessário, faça a declaração dos mesmos, pergunte ao fiscal. Não espere explicações, para não passar pelo que passamos.

Nós ainda nervosos, pelo ocorrido, respiramos fundo e viagem que segue. Há aproximadamente quatro km da aduana, está a fronteira, e agora sim, estávamos oficialmente em “Tierras Chilenas”. Já na fronteira, encontramos um casal chileno que estavam indo para região de Tilcara, onde nós estávamos anteriormente, Cristina e Nan nos emprestaram a bandeira do Chile, fizemos algumas fotos, inclusive com eles, o que amenizou a situação anterior e então tocamos viagem.

A cada km rodado, uma surpresa! Uma paisagem mais linda que a outra, lagoas com águas quentes e salgadas em meio ao deserto! Montanhas e mais montanhas de areia, vulcões com picos ainda com um pouco de neve, desertos de sal. Um paraíso aos olhos de quem vê.

Fomos fazendo várias paradas no caminho, porque queríamos registrar cada m² daquele lugar. Quando nos aproximamos do ponto mais alto da viagem, nos pés do Vulcão Licancabur a 40 km de San Pedro, a Pri passou mal, devido à altitude e tivemos que parar o carro, para que ela se recupera-se. Alguns minutos depois, a Pri já recuperada, pudemos ver a baixada que nos levaria a San Pedro do Atacama, um salar enorme em meio a várias montanhas.

Enfim chegamos! Eram 15 horas, e fomos ao Hostal Sumaj Jallpa, no qual tínhamos reserva. O hotel é muito aconchegante, e a estrutura é de boa qualidade. Ficamos hospedados por duas noites.

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Hostal Sumaj Jallpa

Depois de fazer o check-in, fomos em busca das casas de câmbio da cidade. Trocamos os valores necessários para os passeios e alimentação e voltamos ao hotel. No hotel decidimos fazer o passeio do Valle de la Luna e Valle de la Muerte já naquele dia, para ganharmos tempo, e então fomos.

Nossa dica é: Para que vai de carro a San Pedro de Atacama, não contrate agências, além de ter que pagar preços exorbitantes pelos serviços, não terá a liberdade de fazer os passeios a hora que quer e parar em qualquer lugar, ou seja, você economiza dinheiro e ainda tem liberdade! Todos os passeios e lugares são bem sinalizados e você poderá muito bem se virar sozinho por lá. Mesmo as estradas de rípio, estão em boas condições, fomos com carro baixo e não tivemos problemas! Outra dica, além do GPS adquira também um mapa de San Pedro e das redondezas, nós utilizamos e nos ajudou muito.

Chegamos ao Valle de la Luna as 17 horas, compramos as entradas na bilheteria pagamos $ 3000,00 pesos chilenos por pessoa o que dá aproximadamente R$ 17,00, e fomos conhecer um dos principais passeios de San Pedro. Sério, não tem como explicar aquele lugar. Você realmente se sente em outro planeta, as formas arenosas cobertas por sal e areia, deixam o ambiente sombrio e ao mesmo tempo encantador, o lugar é único.

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Entrada Valle de la Luna

O maior desafio desse passeio, é enfrentar o calor. O termômetro marcava 23 º, tá mas peraí? 23 º é calor? Sim!!! E muito calor, devido aos céus de San Pedro quase nunca terem nuvens o sol bate sempre em cheio, e o ar seco aumentar muito a sensação térmica do lugar. A primeira parada é na entrada de “cuevas”, são cavernas que cortam o Valle de la luna, claro que fomos, apesar do passeio ser meio claustrofóbico, pelo menos havia sombra 🙂 .

Após alguns minutos angustiantes, saímos das cavernas e fomos em direção ao Anfiteatro do Valle de la Luna.

Conhecemos também as três Marías:

E enfim, voltamos a duna maior para ter uma das vistas mais lindas que já tive em minha vida. A subida requer um pouco de esforço, mas é recompensada:

Após terminarmos o passeio, seguimos até o Valle de la Muerte, e mais paisagens surreais podem ser contempladas de lá. A entrada no Valle de la Muerte também é 3000,00 pesos chilenos, mas se tiver feito o passeio do valle de la luna no mesmo dia (o que foi o nosso caso), não precisa pagar duas vezes, somente apresentar o comprovante que realizou o outro passeio anteriormente.

A dica desses passeios, é que passe muito protetor solar, de preferência use chapéu ou boné e óculos, devido ao forte vento, seus olhos podem encher facilmente de areia.

Após esse passeio ainda é possível realizar o do Pukará de Quitor, que fica a apenas 3 km da cidade, e o custo é $3000,00 pesos chilenos (R$ 17,00):

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Pukara de Quitor

Retornamos cedo para o hotel, porque na manhã seguinte, acordaríamos as 4h30m da manhã para irmos rumo aos Geysers el Tatio.

La Expedición 31/12/2015 Explorando os Arredores de Tilcara

O dia 31/12/2015 foi o dia de explorar os arredores da cidade de Tilcara. Esse pequeno povoado, tem um grande leque de opções para o turista, e é excelente para ser usado como cidade base.

Já pela manhã acordamos e nos encantamos com a vista do nosso quarto:

Tomamos nosso “Desayuno” (café da manhã) e fomos rumo ao Pucará de Tilcara, uma das principais atrações da cidade. Chegamos lá, e infelizmente estava fechado, creio que por ser dia 31/12, confesso que quase chorei, mas fazer o quê? Ainda conseguimos fazer ótimas fotos pelo caminho.

Pudemos ver a pirâmide central do Pucará de longe, mas ficou por isso mesmo. No retorno, passamos pela Caravana de Llamas, um dos meus sonhos era tirar algumas selfies com esses animais lindos, (Sim, sou apaixonado por lhamas *-*). Fizemos a reserva do passeio, e a próxima saída era somente as 16 horas, olhei no relógio e ainda eram 10 horas, pensei comigo vou falar com o Douglas para irmos até as Salinas hoje, assim ganhamos tempo. Claro, que ele topou…

Saímos então rumo a cidade de Purmamarca e as paisagens só aumentaram:

Quando começamos a subir a Cuesta del Lipán, e vi que estávamos subindo a cordilheira dos Andes, a emoção tomou conta.

Chegando ao topo da Cuesta del Lipán à mais de  4100 metros acima do nível do mar, haviam várias pessoas vendendo artesanatos e balas de coca, não me aguentei e comprei algumas, e comprei um quadro esculpido em pedra de sal.

Rodamos mais alguns km e chegamos as Salinas Grandes. Sério, que lugar incrível. Claro que aproveitamos para fazer algumas fotos:

No retorno para Tilcara, fizemos uma parada em um hotel, para ver preços etc… e uma lhama em especial nos chamou atenção por estar tentando se comunicar, meio que pedindo carinho., o que me deixou com mais ansioso que chega-se as 16 horas para fazer o passeios com as lhamas.

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Enfim chegamos em Tilcara, e fomos até a Caravana de Llamas para fazer o passeio. Pagamos 250 pesos (R$ 60,00) com café incluso para fazer o percurso que os povos andinos faziam no passado. Que experiência maravilhosa!!

Nesse passeio fomos somente eu e a Nicolly, escolhemos respectivamente as lhamas Yura e Churro, que tem nomes quechua (língua nativa andina) seus significados são Branca e Bondoso.

Passamos por vários lugares lindos, Montanhas, rios secos e enfim chegamos até a fazenda do Santos (proprietário da caravana de Llamas), onde sentamos numa sombra e tomamos um delicioso café e conversamos muito. Aprendi muito sobre a cultura local, falamos sobre futebol, política, sobre tudo. Nas fotos abaixo, Santos preparando nosso banquete, e ao lado nossos amigos: Santino, Sofia, Santos e Laura todos pessoas super simpáticas e agradáveis.

Se vai pra Tilcara, não deixe de fazer esse passeio, é uma experiência mágica. Nós conseguimos comprar o passeio lá mesmo, mas se quiser garantir faça a reserva pelo e-mail contacto@caravanadellamas.com.ar ou pela Page oficial no Facebook.

Chegou a noite, e fomos ao restaurante Los Puestos anexo ao hotel onde tínhamos reserva para a ceia de ano novo. Meu primeiro ano novo fora do Brasil, e já comecei em grande estilo, no pé dos Andes.

Enfim passamos a virada em Tilcara na Argentina, e no primeiro dia de 2016 já fomos em direção ao Chile onde a aventura só iria aumentar.

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 30/12/2015 Estrada, Estrada e mais Estrada!!!

Chegamos ao dia que até então seria o mais cansativo da viagem. Teríamos que rodar 935 km de Resistência até Tilcara, passando pelas províncias Del Chaco, Santiago del Estero, Jujuy e Salta. Saímos as 7 horas do hotel e de cara pegamos a maior reta das nossas vidas, aproximadamente 540 km de reta. Isso mesmo 540 km! O pior é que todo o terreno era plano e foi uma das partes mais chatas da viagem, porque não se via nada, somente pequenos povoados ao longo da estrada. Muitos animais soltos o que tornou a viagem perigosa. Imagine você numa reta de 540 km, a estrada um tapete, claro que iriamos dar uma aceleradinha a mais. Mas sempre cuidando com as cabras, cavalos e burrinhos soltos pela estrada.

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Reta entre Resistencia e Tavalera

Por falar em estradas boas, todas as estradas da Argentina estão em perfeito estado e o pedágio mais caro que pagamos foi de 8 pesos, isso vale R$ 2,00. O que causou um pouco de indignação claro, aqui no Brasil já cheguei a pagar em um pedágio R$ 14,90. Infelizmente o nosso governo sempre acha uma forma de cobrar preços abusivos em tudo, mas o foco do blog não é política e falar não vai adiantar nada. Bola pra frente!

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Ruta 9 Argentina

Paramos para almoçar em Monte Quemado na Província de Santiago del Estero, uma das poucas cidades com mais de 10 mil habitantes da região. Paramos em um posto de gasolina e nos encontramos com vários brasileiros, uns vindo e outros indo para o Atacama. Já trocamos algumas informações (o que nos fez cancelar as reservas com a agência en San Pedro, mas isso é em outro post), e fizemos várias amizades. Encontramos a Carol e o Bruno que estavam viajando de moto desde São Paulo até San Pedro, casal super simpático.

Mais alguns km rodados e chegamos a províncias de Salta e Jujuy, lugares onde a viagem começou a ficar mais interessante, pois chegamos à região montanhosa da Argentina o que confesso me encheu de emoção, pois era um dos meus maiores sonhos realizar essa viagem de carro pela América do Sul, e eu estava ali!!!

As 7 horas da tarde chegamos em nosso destino oficial o povoado de Tilcara em Jujuy. A cidade é cercada por montanhas , muitos cactos e vegetação desértica, rios secos, povo andino, casas de barro, um cenário perfeito para um produção de cinema.

Chegamos ao Hotel Alas del Alma, um hotel perfeito!!! Sem exageros, perfeito na simplicidade o que nos fez cair de cabeça no universo andino, moveis rústicos de madeira e pedra, pratos e copos de barro. Tudo parecia um sonho. Ficamos 2 dias hospedados por ali e fizemos amizades com a Araceli e  Noe, duas moças super simpáticas que trabalham no hotel, que nos tiraram todas as dúvidas dos passeios e do lugar.

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Hotel Alas del Alma

Enfim fizemos check-in e fomos passear pela cidade, fazer algumas comprinhas e encontrar a “tal” folha de coca, já que estávamos cerca de 2500 metros acima do nível do mar o corpo já iria começar a sentir os efeitos da altitude.

Abaixo nosso amigo Daniel tocando bonito o seu “charango”:

As ruas de Tilcara são um charme:

Encontramos um pacote gigante de “hojas de coca” por 10 pesos (R$ 2,50) e já começamos a mascar. Depois que engoli umas 5 folhas a moça do hotel me falou que não dava pra engolir :O, mas tudo bem eu sobrevivi haha 😛 . Apesar de ser matéria prima da cocaína, a venda e o consumo das folhas de cocas nas regiões andinas da Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru é totalmente normal.

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Hojas de coca

Durante nossa caminhada encontramos o senhor Josendo, argentino que ganha a vida rodando o mundo tocando a música típica andina, inclusive já morou no Brasil por 30 anos e tem dois filhos brasileiros. Nos convidou para jantar no seu restaurante La Peña de Chuspita. Claro que fomos né? O lugar é incrível, super recomendo! Se você vai para Tilcara vá até La peña de Chuspita. Tem música andina, um ambiente muito alegre e a comida típica é maravilhosa. O prato que escolhi para a noite foi a “Cazzuela de Llama” uma delícia. Depois que fiz o passeio com as lhamas (próximos posts) meio que me arrependi de ter comido, mas estava uma delícia!

Um jantar inesquecível en La Peña de Chuspita:

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Cazzuela de Llama

A noite em Tilcara é agitada, nós fomos dormir perto da meia noite e a “farra” continuou até as 2 horas da manhã. Por isso sempre é importante levar protetores auriculares (aqueles fonezinhos de ouvido que as empresas fornecem), o mundo pode cair lá fora, que você dorme tranquilo.

O dia seguinte foi repleto de surpresas!!!

By: Izac Chapiewski

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La Expedición 28/12/2015 – Parque das Aves

No dia 28/12 após a visita as Cataratas do Iguaçu, havíamos programado para conhecer o Parque das Aves. Saímos do estacionamento das Cataratas e fomos em busca do Parque das aves. Um erro! O Parque das Aves está localizado a menos de 600 metros da entrada Parque Nacional do Iguaçu, assim tivemos que pagar mais um estacionamento. “Tá” certo, não foi nenhuma fortuna, somente R$ 15,00 a mais, mas fica a dica pra quem vai, os dois passeios podem ser feitos em menos de 4 horas e são muito próximos, escolha um estacionamento e vá andando, assim economiza uma “graninha”.

Chegamos na bilheteria eram aproximadamente 11 horas da manhã,compramos os bilhetes (R$ 30,00 para brasileiros e R$ 15,00 para estudante), e entramos no parque. E que experiência magnifica hein? O Parque das Aves de Foz do Iguaçu é o maior viveiro do mundo especializado em araras, com mais de 1100 animais e mais de 140 espécies, realmente um show!

Segundo os dados passados pelo guia entregue na entrada do parque, cerca de 50% das aves do parque foram resgatadas de maus tratos e do tráfico, e 43 % nasceram no parque.

Além de aves uma variedade enorme de aves, o parque também conta com vários répteis e alguns mamíferos.

O passeio dura em torno de 1 hora e 30 minutos por uma trilha em meio a mata atlântica. Em alguns pontos é possível entrar em contato direto com os animais, em viveiros gigantes onde eles ficam soltos.

Entre as mais de 140 espécies que podem ser encontradas no parque, existem Corujas, Araras, Casuares, Papagaios, Ararajubas, Emas, Urubus, Iguanas, Jacutingas, Saguis, Mutuns, Tachãs, Periquitos, Flamingos, Sucuris, Faisões e muitos mais.

No Final da trilha há um restaurante onde se pode comer. Almoçamos por ali mesmo e saímos em direção a Puerto Iguazu na Argentina onde faríamos o câmbio necessário para a continuidade da viagem.

Para mais informações acesse o Site Oficial do Parque das Aves.

By: Izac Chapiewski

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